O nono SET SUDESTE, sem interrupções, aconteceu com NOVO CENÁRIO.
Nova Diretoria, novas Idéias, Novo modelo de negócio, Nova grade de programação, Novos Palestrantes, mas dois fatores não foram alterados:
- o excelente apoio da TV Alterosa representada pelo Luiz Eduardo e Geraldo Mello; ambos, membros da Diretoria da SET.
- o alto nível de Profissionalismo da Platéia discutindo conceitos com os Palestrantes; foi um bom PREVIEW para a Interatividade da nossa TV Digital.
Na Abertura, Geraldo Mello e Euzebio Tresse agradeceram a presença de todos na Platéia, aos Palestrantes e aos Patrocinadores: SONY, AD DIGITAL, SCREEN SERVICE e os apoios da TV ALTEROSA, INATEL e IATEC. Lembraram o grande desafio de todos que é fazer a TV Digital chegar aos quatro cantos do país com a mesma qualidade do nosso quase extinto PAL/M. O objetivo é fazer toda a população entender a TV Digital de forma suave e progressiva. Não é somente a tecnologia que mudou – esse aspecto os nossos Engenheiros e Técnicos já dominam – mas principalmente a nova forma de ver TV que acrescentou a palavra NEGÓCIOS ao ENTRETENIMENTO da TV Analógica. E, tudo isso, sem custos para os telespectadores, porque ela continua LIVRE, ABERTA e GRÁTIS. Não é mídia com mensalidades ou carnês que não acabam. Embora algumas pessoas pensassem que os Produtos de Recepção – Televisores, Conversores, Antenas e Material de instalação fossem grátis, a TV Digital não faz milagres, nem aqui e nem em qualquer lugar do mundo. Estes produtos serão pagos. Mercado publicitário, Emissoras, Indústrias, Comércio e algumas das nossas Universidades estão garantindo a implantação dessa nova mídia em ritmo superior ao de países considerados de Primeiro Mundo.
Mas no hall de entrada havia produtos em exposição com destaque para TX ISDB-TB completo da SCREEN SERVICE; CAMERA SONY Power HADFX mais CONTROLE REMOTO , PAINEL e MONITOR; ESTANDE DO INATEL mostrando as opções de Treinamento para quem já atua na TV Digital e também para quem pretende entrar neste mercado.
O primeiro Palestrante do dia foi EUZEBIO TRESSE, Consultor da SET e do Fórum SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital). Ele representou o GRUPO SET de MELHORES PRÁTICAS da TV DIGITAL que visa harmonizar as Normas do ISDB TB com a Operação das Emissoras e os fabricantes de Produtos de recepção. Mostrou como o Grupo trabalha e os resultados já obtidos. Deu exemplo de falhas que podem ocorrer no preenchimento das Tabelas do nosso sistema.
TECNOLOGIAS E OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO 3-D foi o assunto apresentado pelo ERICK SOARES da SONY.
ERICK mostrou a Linha do tempo do 3D desde a primeira experiência em 1890 com filme de Willian Friese Greene até o momento atual com vários eventos já feitos pelas TVs como o Rolans Garrot e no Brasil com Carnaval e Fórmula INDY. Explicou com se capta e edita as duas imagens. É fundamental preservar as duas imagens. São criados dois streams de 440Mb/s. Citou os exemplos do IMAX (película de 60mm) e do YOU TUBE. Em 2010 existirão 290 salas para exibição em 3D nos EUA que podem receber Eventos Externos.
No Brasil já temos 52 salas prontas para 3D, e as novas tecnologias de Displays vão alavancar os produtos com três dimensões. Em casa já se pode desfrutar do 3D.
SISTEMAS DE ARREFECIMENTO LÍQUIDO PARA TRANSMISSORES foi o tema do FABRÍZIO REIS da SCREEN SERVICE.
Deu uma visão geral da Empresa, no Brasil e no mundo, com destaque para a Fábrica inaugurada em POUSO ALEGRE, MG. Um felizardo foi sorteado para visitar a Empresa, com acompanhante e COSTLESS. Iniciou recordando conceitos de Física para permitir o melhor acompanhamento de todos. O princípio básico está na resistividade térmica da Água que é maior do que a do Ar; como resultado, pode-se trabalhar com volumes menores para o mesmo resultado. A água precisa ser deionizada e desalinizada. Citou os benefícios como TXs mais compactos/eficientes, maior proteção contra contaminações e redução na conta de energia elétrica.
AGUINALDO BOQUIMPANI e JOSÉ MACHADO da TQTVD falaram sobre as NORMAS e APLICAÇÔES da INTERATIVIDADE.
AGUINALDO conceituou Interatividade, tanto no aspecto técnico, como no operacional. É uma nova fronteira para os telespectadores; além do áudio e vídeo vão dispor também dos aplicativos. Explicou as Interatividades PASSIVA (o programa já está gravado na memória do televisor) e PLENA onde tem comunicação bidirecional com a Emissora; aqui ele vota on line, em tempo real com a Emissora. Mostrou as diferenças entre os GINGAs NCL e JAVA onde o primeiro é declarativo, baseado em XML, tem a linguagem LUA e é adequado para o 1-SEG. O GINGA J é imperativo e adequado para o FULL-SEG. O Brasil tem a maior comunidade de desenvolvedores JAVA do mundo. Comparou o JAVA com o GEM, justificando a nossa escolha pelo primeiro. O GINGA é o primeiro Middleware que uniu as duas vertentes. Como Aguinaldo é do Módulo Técnico do Fórum, ele detalhou todas as normas relativas à Interatividade e o estado atual delas. Como Brasil e Japão harmonizaram as normas do ISDB-T, a convergência entre ARIB e GINGA vai ligar a Interatividade na TV Digital com o Home Networking. Como nossas normas seguem padrões internacionais abertos e sem royalties as TVs por assinatura deverão adotá-las para evitar dois Set-top Boxes. JOSÉ MACHADO falou nos aplicativos para 1-SEG e FULL-SEG. Lembrou os 13 segmentos do ISDB-T e as características técnicas de ambos; 1-SEG vai de 240x140 a 240x220 com LUA e NCL; o FULL-SEG é de 1280x720 e 5MB é o limite para os aplicativos. Mostrou o fluxo dentro da Emissora e apresentou o ASTRO BOX que é o emulador do GINGA da TQTVD. Lembrou que desenvolver para a Interatividade e Web são atividades diferentes. Deu um exemplo de como escrever “HELLO WORLD” em Java, NCL e Lua. Deu 4 exemplos de JAVA. Pode-se usar as barras pretas (que são exibidas em vídeos no formato 4:3) para ver a Interatividade. Mostrou:
- um joguinho que mistura NCL e JAVA e um Karaokê.
- exemplos de aplicações do SBT e Globo;
- três aplicações para celular, usando touchscreen e teclado.
Aplicações de 1-SEG podem ser baixadas, via canal de retorno sem limite teórico de tamanho.
Existem softwares que permitem desenvolver aplicações para iniciantes.
Apresentou o programa de parcerias Astro|DevNet.
ALEXANDRE LENZ e RODRIGO GALVAN da CITS debutaram nos eventos SET e trouxeram um tema muito interessante: TESTE DE SINAL DIGITAL: Importância da conformidade às Normas.
O CITS - Centro Internacional de Tecnologia de Softwares - tem Laboratórios em diversas localidades do país (Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza). O trabalho desenvolvido pelo Centro foi formatado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e a parte referente à TV Digital tem a parceria da LG. Na verdade, o trabalho dele é uma grande contribuição para o GRUPO SET de MELHORES PRÁTICAS da TV DIGITAL. O Centro une Fabricantes de Produtos para a TV Digital e as Emissoras. O que eles fazem? Gravam o TS (Transport Stream) das Emissoras, e analisam os sinais com os softwares do Centro. Comparam com as Normas. Na LG eles fazem os testes de conformidade. Analisam SKY, NET, TVA e outros Set-top Boxes do mercado. A grande diversidade de equipamentos pode afetar a recepção do sinal digital. Descreveram alguns problemas encontrados principalmente na Tabela TOT (Time Offset Table). Ela é mandatória, e se a Emissora não a envia os bons produtos não funcionam. Fuso horário é um parâmetro que, se não for feito corretamente, pode propagar erros para outras facilidades como o Guia de Programação (EPG). Comentaram sobre a tabela da censura (Parental Rating Description). Mostrou um Stream completo para ser analisado.
TEREZA MONDINO e ANDRÉ CINTRA mostraram o trabalho de outro Grupo SET: CANALIZAÇÃO.
Todos que trabalham com TV Aberta sabem que o espectro é finito e a quantidade de usuários desse recurso é crescente. O mundo caminha para se comunicar sem fio. O Grupo trabalha dentro do Plano Brasileiro de TV Digital que foi desenvolvido sob a Coordenação da ANATEL e teve a participação do CPqD e do Grupo SET-ABERT para Canalização. Citaram as premissas onde as principais são parear os canais analógicos autorizados e mexidas mínimas; a ANATEL não permitiu usar os canais vagos. Priorizaram cidades que tinham pelo menos uma Geradora e aquelas com mais de 100.000 habitantes. Estudaram todos os critérios de proteção para impactar o mínimo possível os canais analógicos. Inicialmente iam usar o VHF alto e UHF, fizeram somente com o UHF; porém o VHF alto não está descartado. Citaram os decretos que orientam todo o trabalho: Decreto 4091/2003 criou o SBTVD, Decreto 5820/2006 decidiu pelo ISDB-T e Portaria MC 652/2006 que definiu a operação. Mostraram como foi resolvido o problema de São Paulo onde as Regiões de Campinas e Ribeirão Preto foram as mais difíceis. Deram a situação atual de vários Estados onde Santa Catarina foi fácil porque as Analógicas estão todas em VHF. Todos os canais digitais são Omni e a pior interferência é dos Canais Analógicos e Digitais nos Digitais. Descreveram a situação de Minas Gerais onde as Regiões do Triângulo, Juiz de Fora e Varginha já estão resolvidos; Belo Horizonte está equacionado.
TAPELESS: “SE” não é mais a QUESTÃO, e sim “QUANDO” foi a palestra do DARCIO PASQUALE da AD DIGITAL.
Centrou sua Palestra mostrando um caminho para responder a pergunta “Como não ficar esperando uma nova tecnologia?”. Para isso recordou um Worflow analógico baseado em fitas e comparou com o digital baseado em arquivos. Tem que conhecer muito bem NEGÓCIO e TECNOLOGIA. Precisa saber responder algumas perguntas como: A tecnologia é aberta? É expansível? Pode migrar para outras tecnologias? É integrada com outras tecnologias? Armazenamento é crítico e deve ser de alta latência em LTO (Linear Tape-Open (tape storage technology)). Os upgrades já estão na LTO-6. Já existe a opção de não apagar o gravado (segurança). Pode editar enquanto ingesta. Fornecedor e Integrador precisam ser bem definidos e escolhidos com cautela. Analisou os tipos de armazenamento e descreveu as Redes por onde os arquivos caminharão.
LOUDNESS é outro tema de Grupo de Estudos SET e foi apresentado pelo Engenheiro LUIZ FAUSTO da TV GLOBO/RIO. LUIZ é outro debutante dos Seminários SET e, ao que tudo indica, não sairá mais da lista de Palestrantes. Conceituou LOUDNESS como sendo a “Percepção subjetiva do nível sonoro”. Como medi-lo? Mostrou, dando exemplos, porque VU e PPM não servem. O primeiro exibe freqüências médias, não percebendo graves e agudos. Ele mede a energia média; o segundo não corresponde à percepção do nível e mede picos. Explicou a curva LKFS (Loudness, Curva H, Full Scale - http://www.tvtechnology.com/article/89676).
Detalhou o funcionamento do medidor de Loudness 5.1. Ele desconsidera o LFE (Sub woofer) porque essas frequências contribuem pouco.
Como corrigir é a pergunta para ser respondida. Usar metadados é uma solução (o dialnorm usa os metadados, mas o televisor tem que entender. Ver http://broadcastengineering.com/audio/dialnorm_good_idea/)
Se o filme estava baixo ou alto antes do comercial, os metadados deles tem que ser diferentes e o televisor tem que saber. Outra complicação está nas salas de mixagem onde Cinema e TVs são muito diferentes. Comentou a lei 10.222 de 09/05/2001 que não foi regulamentada. Falou nas atividadades do Grupo de Trabalho da SET. Essa Palestra, como era de se esperar, gerou muitas perguntas o que mostra a necessidade do assunto continuar em discussão.
CURSO TV DIGITAL – MÓDULO Multiplexação e Transmissão de Sinais - Professor Luciano Leonel Mendes – INATEL
Basicamente o Professor Luciano descreveu as camadas de um sistema de TV Digital analisando Geração de conteúdo, Compressão, Multiplexação, Camada Física, Rádio-Difusão, Telespectador e Interatividade formando assim um sistema de malha fechada. Explicou cada bloco dando ênfase no Multiplexer. O BTS tem 204 Bytes e o TS 188; a diferença de 16 vem do MUX.
Deu as resoluções dos vários padrões de TV;
SDTV – 4:3 - 640x480
EDTV – 16:9 – 1280x720
HDTV FULL HD -16:9 – 1920x1080
LDTV – 4:3 – 320x240
Detalhou os Códigos Corretores de Erro
Lembrou que o Quadro OFDM tem 204 símbolos. Explicou as Portadoras piloto onde o mínimo é uma por segmento. Mostrou as diferenças entre Redes de Frequência Única e os Gap Fillers. Listou todas as tecnologias para o canal de retorno incluindo a LTE (Long Term Evolution).
RICARDO GAMA do IATEC também debutou nos Congressos SET e o fez muito bem. Os Sonoplastas são muito parecidos quando fazem Palestras; eles ensinam mostrando certo e errado, antigo e novo, a dependência da tecnologia e a pressão que recebem para sempre fazer o melhor. O Áudio dá emoção ao vídeo e assim não é ciência exata. Mostrou vários exemplos. Fez algumas frases de efeito, tais como: Vídeo sem Áudio é câmera de Vigilância, em digital ZERO é ZERO, mas precisa de margem. Precisa ensinar a operação 5.1. Tem que aprender COMO e POR QUE?
Embora o Ricardo tenha encerrado o Congresso, se dependesse da Platéia estaríamos lá até hoje.
EUZEBIO TRESSE
CONSULTOR
10/04/2010
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