SET SUDESTE 2009
Sucesso em 3D: Casamento perfeito entre Grade e Conteúdo das Palestras, Auditório cheio até o último Palestrante, Interatividade plena entre Platéia e Palestrante. As perguntas iniciavam no Auditório e continuavam nos Coffee-breaks. Esse é o resumo do 8º SET SUDESTE consecutivo, que acontece desde 2002.
Mas, se o evento foi bom como seminário, também mostrou a crença dos Empresários na TV Digital. Estavam lá mostrando seus produtos:
1- MATTEDI com Teleprompter para Jornalismo com software nacional fazendo a inversão do texto na tela; Tripés para 15, 12, 8 e 5Kg; Grua para câmaras de até 4Kg e lança de 1.5m (ela é bi-partida para facilitar o transporte), Tedicam (Steadycam) para câmaras de até 4 kg e braço com duas molas.
2- ROLAND do Brasil trouxe o Vídeo Multiformato, da Edirol, que faz praticamente tudo que as Emissoras precisam para essa fase de transição do SD para HD:
4:3 para 16:9 para 4:3; I para P e vice versa; recebe 30I e entrega 24P; Mux e Demux de Áudio; TBC interno; Mono/Estéreo/Delay/Equalização; Pode ser usado como Gerador de Sincronismo e de Time Code; Formatos SDI (para SD e HD), DVI, Componentes e Fire Wire. E o que é mais importante: vendido no dólar antes da crise.
3 - SCREEN SERVICE trouxe um Transmissor completo rodando um stream que era captado num receptor portátil.
4 – AGILENT mostrou o Analisador de Espectro com demodulador
ISDB-T e com sensor de potência.
5 – A STB distribuía CD com a linha de produtos.
6 – A Vídeo Company distribuiu catálogo e um ábaco circular concêntrico relacionando Bitrate, espaço de memória e tempo de transferência. Tirei um exemplo de 25Mb/s, arquivo de 25GB e resultou 2horas e 6 minutos.Muito útil.
7 – Outras Empresas que distribuíram catálogos de Produtos: Transtel/Dieletric, RF Telavo, SI-Sistemas Irradiantes, CPL Soluções em acessabilidade, Antenas IDEAL e Solletec - Soluções em unidades móveis.
8- Um grande destaque do evento foi a visita feita a Serra do Curral onde estão os Transmissores das principais Redes de Televisão de Belo Horizonte.
Antes de descrever as Palestras quero deixar um registro sobre elas: Nunca se perguntou tanto num SET-SUDESTE.
As Palestras já iniciaram com uma surpresa agradável: Palestrante e Conteúdo debutaram nos Congressos SET. DAVID CAMPÊLO da TQTVD Software. Qual o assunto? BENEFÍCIOS E CENÁRIOS PARA PRODUÇÃO DE CONTÉUDO INTERATIVO COM JAVA.
DAVID falou como se fosse um Palestrante de longa experiência nos nossos eventos. Conceituou Middleware, motores declarativos (NCL) e procedurais (Java) e como eles se encaixam no diagrama de blocos é da nossa TV Digital. Detalhou o JAVA que é popular, alto uso em sistemas embarcados, aderente a padrões internacionais focados na convergência tecnológica, realiza cálculos complexos e é ofuscador (protege o conhecimento). Tem mais de 4.5 bilhões de JAVAS habilitados no mundo e mais de 6 bilhões de desenvolvedores; só o Brasil tem mais de 110.000 de desenvolvedores cadastrados.
É adequado para: Interfaces baseadas em componentes, catálogo de aplicações, transação segura de dados, suporte a manipulação de smart cards, internacionalização de padrões, acesso a recursos de mais baixo nível da plataforma, animações e transações gráficas ricas, integrar o receptor com outros dispositivos (conteúdo na TV e no celular, por exemplo).
Mostrou as aplicações que estão prontas: Informativas, Publicitárias, Utilitárias, Entretenimento (Karaoque, por exemplo) e EPG.
Descreveu os custos (ferramentas de autoria). Os profissionais de JAVA estão em alta no mercado.
Explicou como nasceu o JAVA DTV. No início era o GINGA-J, baseado no GEM, que foi interrompido por motivo de royalties. O Fórum da TV Digital criou um grupo ad hoc que fez parceria com a SUN e juntos desenvolveram em tempo recorde o JAVA DTV que irá para consulta pública, no próximo mês. O que se deseja? Tornar o JAVA DTV/GINGA J um padrão internacional. Os estudos com os japoneses já foram iniciados através do ARIB (Association of Radio Industries and Businesses).
FELIPE SIQUEIRA da SONY apresentou o Painel: NOVAS TECNOLOGIAS PARA JORNALISMO e Displays.
FELIPE iniciou recordando conceitos de Redes, Formatos de Vídeo, Análise de CODECs, Worflow em SD e HD, SANs, NAS e NAS/Head (NAS + SAN) e Monitoração em sistemas Tapeless com LCD, Plasma e OLEDs.
Comparou o cenário antigo com fitas e o atual sem elas. O arquivo tem que ser para multi-usuário. Cria uma vez e usa muitas.O que se busca? Eficiência, Reduzir investimentos, operação amigável, segurança e interfaces Web para acesso remoto.
Deu as características dos Codecs SONY, justificou o uso do MPEG Long GOP 4:2:2 no XDCAM para HD. Classificou os Codecs Intra como pesados. Falou nos arquivos com Fitas Digitais que tem ótimo Custo/Benefício. Fez uma breve descrição das tecnologias LCD e Plasma que já são usadas para monitoração não críticas. A back light com LEDs dos LCDs melhorou a qualidade do vídeo e o Motion blur praticamente desapareceu com os 120Hz.
Os OLEDS (LEDs Orgânicos) são mais finos, não usam back light, têm ângulo menor, usam plástico em vez de vidro (mais leves), os azuis duram pouco, Relação de contraste de 1.000.000:1, mas ainda estão caros. É uma opção para telas flexíveis.
GLAYSON MIRANDA, da TV GLOBO/Minas, falou sobre um assunto que preocupa a todos: Cobertura da TV Digital comparada com a da TV Analógica.
Explicou as normas da ANATEL e como foram produzidas as Manchas para HD e 1-SEG. Usou GPS para plotar a mancha do1-SEG. Mostrou o Setup para medir no interior das residências. Mostrou instalações dos Estúdios e da Serra do Curral (onde estão todos os Transmissores das principais Redes). Em vários pontos onde o sinal analógico não chega, o digital é perfeito, mas o oposto não é verdadeiro. Em Belo Horizonte, só uma pequena mancha de sombra no Bairro de Monte Castelo foi identificada.
ROGÉRIO MASSA, da AGILENT, apresentou o Painel Medidas Digitais nos Transmissores ISDB-TB.
Iniciou mostrando o Setup para as medidas, ou seja, Analisador de Espectro e Power Meter. Explicou como medir os parâmetros fixados pela ANATEL, a saber: Potência, Potência/Espectro, Largura de banda ocupada, Desvio de frequência, Medição de espúrios, Ruído de fase, MER e Máscara. Deu os valores e tolerâncias para todos eles. Lembrou a colaboração que a AGILENT deu para a ANATEL no sentido de tornar as normas mais adequadas as nossas realidades.
Além dos parâmetros citados, o equipamento também pode medir: ACP (Potência dos Canais Adjacentes), CCDF (Complementary Cumulative Distribution Function – procura problemas nos amplificadores) e EVM/Portadora (é o MER medido em volts).
JOSÉ CARLOS, da AD DIGITAL, trouxe o seguinte conteúdo: Produção, Transmissão, Distribuição e Exibição de conteúdo para EAD (Ensino A Distância).
Aqui, Palestrante e Conteúdo, ambos foram debutantes. Descreveu a Empresa que atua nas áreas de Projetos, Representações e tem entre seus principais clientes as empresas de Broadcasting e Governos.
O EAD vai da Pré-Escola ao Doutorado. Sua duração pode ser Anual, Semestral, por X horas, etc. Contou a história desta tecnologia que apareceu pela primeira vez na Gazeta de Boston em 1728. Em 1936 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro fez um protótipo para Saúde. Em 1973 surgiu o Projeto Minerva e de 1973 a 1974 o projeto SACI apareceu no formato de novela. Nos anos de 1983 a 1984 o EAD focou nos Professores e em 2005 o Governo criou a Universidade Aberta do Brasil. Tem que usar Tecnologia da Informação (TI) e de Comunicação. Na Transmissão usam-se todas as tecnologias: Internet, Portal da Instrução, Plataformas Moodle, DeskEAD, Cederj, softwares livres etc. As plataformas interativas vão usar o GINGA. O projeto é complexo e é necessário pensar entre outras coisas em fontes, cores, ergonomia cognitiva, interatividade, matérias em HD, gravação em DVD e Cards, videografismo, LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) etc.
DANTE CONTI, da SET e TRANSTEL/DIELETRIC, abordou o seguinte tema: Novos conceitos de projeto e de implantação de Antenas para Transmissão DTV.
Em resumo, Dante desmistificou os seguintes pontos: Requisitos para antenas, Classe e tipo de Antenas, Configurações dos sistemas irradiantes, Antenas inovadoras, o Tripé Torre-Antena-TX que é a base de raciocínio para todos os projetos. Antena não pode introduzir distorções, tem que ser linear em amplitude e fase e estável nas propriedades de radiação dentro da faixa. Enumerou os vários tipos de antenas e deu um exemplo para multiplexar VHF e UHF na mesma antena: Superturnstile em VHF e slot em UHF. Citou os canais que já estão No Ar e a situação atual de Belo Horizonte. Deu exemplos complexos como dois canais separados na mesma antena e elevação/azimute não uniformes. PLF define o casamento da polarização. Adição de uma componente vertical resolve a recepção para móveis (33% da ERP é um bom valor).
Falou nas antenas inovadoras como as de 180 MHz para 30 canais e as de banda acima de 200 MHz com polarização elíptica.
Cabe lembrar o ditado “Nenhum transmissor é melhor que sua Antena”.
ANDRÉ ALTIERI, da CISCO, explicou o tema: Como acelerar suas aplicações de vídeo que dependem de uma conexão WAN.
Descreveu a CISCO, que veio da área de Transmissão de dados onde surgiu a primeira rede. Hoje a empresa está voltada para dados e vídeo. De 1993 até 2008 a CISCO fez 127 aquisições. É forte em Pesquisa e Desenvolvimento. Como Visual Networking pode-se decidir o que vai receber. Explicou os conceitos envolvidos na migração do Vídeo 1.0 para Vídeo 2.0 que pode ser caracterizado por conteúdo personalizado, ilimitado, Real Time, Vários dispositivos etc. O vídeo 2.0 vai gerar uma grande procura por novos conteúdos. O tráfego sobre IP vai quintuplicar entre 2006 e 2011. Experiência é o que vale. Os principais gargalos são banda e congestionamento de pacotes. Comentou o produto WASS que pode ser de 4 a 8 vezes mais rápido que o WAN. Explicou a janela TCP que não resolve aumentando a velocidade. Trabalhar com proxy aumenta a velocidade. O WASS comprime dentro dele acelerando o processo. Citou várias aplicações no Brasil. Citou a linha de encoders e gateways da CISCO.
CONSTANTINO, da Panasonic/ Vídeo Company, discutiu com a platéia o tema Tecnologia de Compressão AVC-Intra.
Essa é uma palestra muito útil para a platéia porque pode comparar dois softwares de compressão (o MPEG já foi descrito pela Sony) e decidir pelo que lhe fornecer o melhor Custo/Benefício. Disse que MPEG é legado tecnológico, mas é bom só para movimentos. O AVC trabalha com pixels adjacentes o que evita o Blocking; toda a informação está em um único quadro. Mostrou um vídeo para fazer comparações entre os dois softwares. Criticou a DCT e disse que o MPEG pode trocar quadros. Mostrou a linha de produtos da Panasonic. Falou em transferências com taxa de 1Gb/s.
JÚLIO ROCHA, da Screen Service, falou sobre Transmissores definidos por software.
Explicou como foi montada a Screen Service do Brasil que tem 60% do capital da Matriz italiana e 40 % da Brasileira. Mostrou a linha de produtos da Empresa, incluindo Gap Fillers, que isolam no mínimo 20 dB. Em 2007, criou o conceito de Transmissores configurados. Um único técnico pode ajustar até 30 Transmissores por dia. Acessa o equipamento no rack com laptop ou navega pela internet em JAVA. Tem pré-correção linear e não linear. Canais e potência já vem pré- ajustados. Trabalha em classe AB. Tem quatro entradas digitais diferentes e toda a linha de alarmes. O sincronismo é por GPS, é todo redundante e pode ser driver para outro de maior potência. Tem TXs homologados de 1W a 12 KW.
Fechando o primeiro dia GERALDO MELO, da SET e da TV Alterosa, apresentou um Painel cujo título confundiu a platéia “TV Digital: Implementação. O perfil de uma experiência mineira.
GERALDO é um dos mais completos Engenheiros de Transmissão atuando no Brasil. A sua apresentação emocionou toda a platéia. Contou a história de como a TV Alterosa preparou o seu site para receber a TV Digital. Foi em formato de novela – O Direito de Nascer. A seqüência dos slides mostrou desde a primeira atividade em 1994 até hoje. Um prédio antigo foi demolido e surgiu um novo. Desmontaram o Transmissor analógico, que foi o primeiro de Minas e o terceiro do Brasil. Explicou o diagrama do TX, que tem links redundantes para ligação com os estúdios (STL). São oito módulos de 340 Watts e, como são redundantes, a potência final é de (2.5 + 2.5) KW. A diferença entre 2.5 KW e 2.72 KW (8x340 = 2.72 KW) é normal nos TXS e representa perdas. A emoção de ver a obra e os transmissores instalados ainda foi maior porque foi possível ver praticamente toda a cidade de Belo Horizonte à noite. Trabalhos, como o do Geraldo, nos permitem afirmar que a Engenharia de transmissão de Televisão foi alavancada com a chegada da TV Digital. O diagrama de irradiação criado pelo Geraldo com o apoio da Transtel (Dante) é uma obra prima, que misturou teoria e prática harmoniosamente. Se todo o Seminário tivesse sido ruim, essa palestra o teria salvo.
O segundo dia começou com uma novidade de grande porte. Um acordo INATEL/SET vai permitir que um curso de TV Digital seja apresentado em todos os eventos Regionais da SET. Belo Horizonte foi contemplado com a primeira aula do Professor CARLOS NAZARETH, que é também o Diretor de Ensino da SET.
O que fez o NAZARETH? Primeiro criou a base para que todos pudessem entender o diagrama em blocos do ISDB-TB. Para isso recordou os conceitos de OFDM, ORTOGONALIDADE e Modulações Digitais. OFDM sem o “O” , ou seja, FDM era apenas muitas portadoras. Com o “O” é uma técnica de transmissão. A proposta inicial é de 1970 (padrão americano). Com a ortogonalidade a robustez ficou garantida e reduziu a banda porque acabou o intervalo de guarda entre as múltiplas portadoras. OFDM ganha espectro e acaba com o Fading. Citou algumas aplicações: DAB, DVB-T, ISDB-T, IEEE 802.11 Wireless LAN, ADSL etc. Entre as vantagens citou a facilidade de implementação, mas a ortogonalidade traz complexidade; como desvantagem é a vulnerabilidade em enlaces atingidos por multipercurso. Isso afeta muito a área da TV Broadcast, TV a cabo e MMDS sofrem menos. As antenas do MMDS estão próximas do Transmissor e o cabo limpou o espectro. Para a TV Broadcast, quanto mais portadoras, melhor. No móvel a correção de erros é mais difícil.
Vou citar alguns tópicos abordados pelo NAZARETH: Referência estável com GPS, Tempo de guarda, parâmetros pra 2K/4K/8K, Pilotos nos 13segmentos para garantir a equalização, espaçamento entre portadoras, MER que é a nova versão do Diagrama de Olho, FFT e a sua Inversa que fica no Transmissor (a direta fica no receptor), Bit interleaving (contra os fantasmas), Transmissão hierárquica, Dispersão de energia, Byte interleaving (protege contra interferências de secadores de cabelo, por exemplo), códigos FEC, Interleaving feitos com registros FIFOs (1), Taxa de transmissão depende da configuração que for feita. Inserção de pilotos espalhados para evitar o multipercurso, TMCC carrega toda informação de gerência e controle da configuração.
Dedicou um tempo especial para SFN (acabou a decalagem), DFN (rede de duas portadoras) e MFN (Rede de múltiplas portadoras). Aqui cabe um “etc” porque é impossível relatar todo o conhecimento transmitido pelo Nazareth.
Como o Nazaret ocupou toda a parte da manhã, Anna Lúcia (da SET) convidou Ebe Raso, da área de negócios do consulado americano em São Paulo, Ana Maria, da Brazilusa, Robert Pohl, do Consulado americano em Belo Horizonte e Marcos Carneiro Naves, Presidente da AMIRT, para falarem sobre o pacote da AMIRT para levar a delegação mineira para a NAB 2009 saindo e retornando de Belo Horizonte. O pacote é tentador, mas a contrapartida é o visto B1/B2, ou seja, visto de negócios.
RODRIGO CASTANHEIRA, da KATHREIN, apresentou o Painel SISTEMAS IRRADIANTES.
Primeiro contou a história da Empresa que iniciou na Alemanha em 1919; em 1958 fez 50 anos de broadcast e em 1998 chegou ao Brasil com antenas para celulares. Conduziu a palestra de forma inteligente, como se a platéia fosse cliente e ele o projetista. Queria que as seguintes perguntas fossem respondidas pelo Cliente:
A torre já está pronta? Vai compartilhar com o Analógico? Vai encher os nulos?, Quais os valores de Frequência e Ganho? Vai completar sistemas? .
A partir das respostas inicia o projeto. Agora é hora de falar em Diagramas HeV, Tilt, Painel, Slot, Superturnstyle, Carga e outros parâmetros foram abordados. Deu exemplos de várias configurações com seus respectivos diagramas em até 8 níveis.
Explicou onde se usa a polarização circular na Europa e USA.
JAIME FERREIRA, da Grass Valley – THOMSON, usou o tema JORNALISMO DIGITAL para suportar sua apresentação.
Mostrou onde já tem sistemas Thomson implantados no mundo e também no Brasil. Mostrou o fluxo de trabalho (Workflow) para a linha Aurora, cujo foco é trabalhar em Rede com Servidores ligados por Fiber Channel. A seqüência do projeto segue a linha Cliente – Storage – Playout. O Aurora Edit acabou com a edição Máquina-a-Máquina. Descreveu o sistema de Automação. Informou que MEDIA FRAME gerencia metadados.
CARLOS FRUCTUOSO, da Linear e Fórum da TV Digital, fez a platéia participar ativamente, quando falou sobre REDES DE FREQUÊNCIA ÚNICA – Solução para economia de espectro na TV Digital Brasileira.
O seu primeiro conselho é sempre o mesmo: esqueçam a TV Analógica. Os receptores interpretam quantidade (Intensidade) e qualidade do sinal. Definiu SFN (Single Frequency Network) como sendo uma rede na mesma frequência ou com atrasos precisamente controlados. O mesmo conteúdo está em toda a Rede (mesmo BTS). As duas principais vantagens são: melhor aproveitamento do espectro e mais oportunidades de trabalho. Com o intervalo de guarda consegue-se livrar dos fantasmas. SFN com Microondas permite determinar a distância máxima entre elas (microondas). Em TV Digital o que interessa é a cobertura, mas precisa de um vocabulário próprio para discutir esse assunto. Combinar potências dos TXs é sempre solução de compromisso. Cada caso é um caso. A Linear já tem em Santa Rita um canal de TV para fins científicos e estuda esses assuntos de SFN e Gap Fillers.
Do lado dos receptores, ou eles pegam o sinal mais forte, ou o primeiro que satisfaz as normas. Mostrou a linha da Linear para SFN e Gap Fillers. Os Shoping Centers já tem Gap Filler para celulares, agora vão instalar os da TV Digital porque, com a convergência, o público vai usar o celular e ver TV Digital no mesmo aparelho.
SIDNEI BRITO, da SCOPUS, deu uma aula prática de como usar o DVB-S2, mas o título da palestra foi “Como implementar ou fazer upgrades nas Redes existentes”.
Sidnei é um grande colaborador nos Eventos SET. As suas apresentações mais parecem aulas, do que explicações sobre sistemas e equipamentos.
Aqui o problema era responder duas perguntas básicas:
1 – Vale a pena mudar de DVB-S para DVB-S2?
2- Ou é melhor fazer upgrades nas Redes atuais?
Usando planilhas bem elaboradas, por isso mesmo fáceis de serem utilizadas, Sidnei, mostrou que depende do estado atual do cliente e de onde ele quer chegar. Citou várias características do DVB-S1 que iniciou em 1994, com QPSK eViterbi. Em 1997 veio o DVB-DSNG em 8QPSK, 16 QAM, Viterbi, Reed Solomon. Era ponto-a-ponto. Em 2004 surgiu o DVB-S2 com FEC em BCH (Bose-Chaudhuri-Hocquenghem Coding (data format)), LDPC (Low-Density Parity Check), QPSK, 8PSK, 16APSK, e 32APSK.O DVB-S2 é mais pesado, tem 2 modos de configurar o quadro que precisa ser estruturado. Tem tabela para os modos Normal e Short Frame. O resultado final sempre vai depender do número de receptores. Mostrou toda linha de produtos da Scopus.
MARCELO ZANOT, da Ideal Antenas, também debutou nos Congressos SET, com o Painel “Polarização circular e Elíptica”. Essa foi a última apresentação do Seminário.
Marcelo deixou ótima impressão como Palestrante, Engenheiro e Comunicador. Conceituou polarização circular e elíptica. Apresentou sua Empresa que tem mais de 20 anos no mercado e instalou o primeiro sistema com Polarização Circular na América Latina. A Ideal tem ISO 9001/2000. Tem câmara anecóica para até 13 GHz. Em maio de 2005, iniciou os estudos para a TV Digital. A antena slot para UHF foi elogiada na Feira B&C 2008, do Congresso SET. Citou outros clientes espalhados pelo Brasil. Se a polarização for elíptica, a componente horizontal tem que ter maior intensidade. O projeto para a TV Digital foi iniciado com o recebimento do Mapa de Cobertura desejado pelo cliente (EPTV de Campinas).Usam o software HFSS (High Frequency Structure Sinulator). Enumerou as características elétricas. Mostrou a antena, já instalada, que melhorou em 99% as áreas de sombra (ela desvia dos obstáculos). Serve para celulares, TV portátil e Gap Fillers. Na fase final, mostrou um diagrama em 3D. Apresentou a linha de produtos da Empresa com destaque para as do tipo slot usadas em UHF (área da TV Digital).
Euzebio Tresse
Consultor
21/03/2009
(1) A sigla FIFO é usada em transmissão de dados e significa First In, First Out, ou seja, o primeiro bit que chega na entrada é também o primeiro que irá para a saída. Existe o LIFO (Last In, First Out), o último a entrar é o primeiro a sair. Os estudantes criaram o registro GIGO, ou seja, Garbage (Lixo) na Entrada, Garbage na saída. A TV Digital não tem registros tipo GIGO.
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