SET SUDESTE 2007

 
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SET SUDESTE 2007
 
   
Em 27 e 28 de fevereiro de 2007 a Parceria TV Alterosa/SET realizou em Belo Horizonte, no Teatro (luxuoso) do Grupo Alterosa o 6° SET/SUDESTE, que já está consolidado na atividades da SET e no calendário de eventos tecnológicos de Minas Gerais. O Congresso já adquiriu características sistêmicas, ou seja, o GETÚLIO MALAFAIA decide a data e o restante acontece naturalmente quase seguindo a LEI de MOORE, em termos de qualidade (é quase porque no SET SUDESTE a variável tempo é de um ano) O destaque deste ano ficou com a ENERGIA que expôs toda sua linha de Baterias, Carregadores,  Kits para Iluminação com LEDs brancos,  Adaptadores  para todos os tipos de baterias  e um SteadCam para Câmaras tipo Hand Held. Outras empresas deixaram seus  catálogos para o público.

Na Abertura, GETÚLIO - da SET e TV Alterosa - deu as boas vindas a todos, desejou bom Congresso e agradeceu aos Palestrantes por atenderem ao convite feito. Lembrou que o cenário do Evento é o desafio de todos para implantar a TV Digital no Brasil, com a mesma qualidade que faz a nossa TV analógica ser considerada uma das melhores do mundo.
LUIS EDUARDO – da SET e TV Alterosa - lembrou que o Congresso visa difundir conhecimentos. OLÍMPIO da SET e OLIMPIC ENGENHARIA destacou as vantagens do FORUM SBTVD que vai implantar a DTV no Brasil e TRESSEda SET e E. S. Tresse Consultoria - chamou atenção para as novas oportunidades de emprego/trabalho que surgem com a mudança da tecnologia.

O primeiro Palestrante foi o OLÍMPIO, da SET e OLIMPIC ENGENHARIA. Falou sobre a criação do FORUM, que será permanente (para receber novas tecnologias/negócios) e cuidará da implantação da TV Digital Brasileira. Esclareceu os objetivos, o organograma, a metodologia de trabalho e o processo decisório. Comentou alguns aspectos os quais distinguem o nosso sistema do japonês. Comentou alguns aspectos técnicos tais como: Compressão de vídeo (deseja-se MPEG-4), Compressão de áudio (AAC MPEG-4 ou Dolby AC3), Middleware será o GINGA por respeitar as normas internacionais e ser compatível com o ARIB/DIGEG, Como fazer o canal de retorno (deve ser externo e não embarcado para reduzir custos), DRM e Pirataria, Canais Virtuais com o mesmo número do Principal, Multiplexação e SI, Decalagem para evitar interferências entre canais pareados, Filtros para os TXs analógicos. Comentou a latência do MPEG-4. Finalizou convidando todos a participarem do Seminário que discutirá o FORUM, em São Paulo, no dia 30/03/2007.

LEONARDO SCHEINER da SET e TACNET apresentou o painel Soluções para antenas de DTV. Ficou emocionado ao retornar às instalações da antiga TV Itacolomi. Explicou a origem da DIELETRIC que tem mais de 60 anos de experiência na área e herdou toda tecnologia da RCA, ao comprar a fábrica de antenas no modo “Porteira fechada”. Mostrou o cenário americano, deu as características dos slots e painéis (sempre uma boa opção por permitir empilhamento), disse que as antenas podem vir em 12 MHz, comparou a circularidade para todos os tipos de antenas e mostrou a solução para canais adjacentes. Deu dados de carga de vento para várias configurações. Explicou os combinadores, filtros e delays em canais adjacentes. Mostrou uma configuração tipo Candelabro onde todas as antenas estão no mesmo nível. Exibiu sites em São Francisco nos EUA onde a carga de vento é muito forte. Explicou o sistema EHT da Dieletric que dá um ganho de 39% em relação à temperatura. Apresentou uma antena banda larga de 180 MHz e comentou o caso real da TV Vanguarda que opera os canais 17 (analógico) e 16 em DTV.

Sistemas Irradiantes de TV Digital: Aspectos e Considerações foi o tema abordado por JOSÉ ROBERTO ELIAS da SET e RFS WORLD. Elias sempre apresenta suas palestras de forma didática para equalizar os conhecimentos da platéia. Começou perguntando: quais os objetivos do canal digital? Ele mesmo responde: replicar a cobertura do analógico e permitir os novos serviços oferecidos pela TV Digital (simulcast, e-commerce, interatividade etc). Como se faz isso? Analisando todos os pontos importantes do projeto, a saber:
Aspecto construtivo: Verificar Custos x Qualidade x Contingência.
Cobertura: Considerar diagrama e influência da torre nos planos H e V, aspectos topográficos, climáticos, tipos de antenas e montagem.
Não analisar o sistema irradiante isoladamente. Não usar nada que impeça manutenção, a não ser que tenha stand-by.
A filtragem é crítica para não invadir e ser invadido.
Tem que ter: linearidades de fase e amplitude e ganho estável.
Por onde começar? Cobertura, Definição do canal, transposição do dimensionamento do sistema para transmissão digital, anteprojeto e custos. A RFS tem softwares para auxiliar no projeto como um todo, inclusive com mapas do mundo inteiro onde aparecem até prédios. Lembrou que cabos representam problema de excursão de sinal e logística.
A partir daí explicou conceitos gerais sobre antenas, os vários tipos existentes e como montá-las na torre. Disse que a Europa usa mais painéis que os Estados Unidos.
Informou alguns parâmetros técnicos: Pico/Média (relação de potência) é maior que no analógico, sendo 10 vezes no ISDB e 5.6 no ATSC. Ganho de antenas entre 10 e 13 dB. Perda de retorno melhor que 26dB, com uma potência refletida de 0.2% e VSWR de 1.1. Deu um algoritmo para  auxiliar na decisão. Mostrou a linha completa de produtos da RFS e a instalação feita para a TV Globo de São Paulo.

RICARDO KAUFFMANN da ENERGIA além de ter trazido seus produtos para serem exibidos no saguão do Teatro, relacionou mitos e verdades quando se fala de baterias e medidas de luz. Na primeira parte da palestra descreveu toda a linha de produtos da empresa com características e preços. Depois abordou o tema baterias descrevendo os 3 tipos básicos: Chumbo-ácida (para automóveis). Níquel-cádmio (para dispositivos portáteis) que tem efeito memória e o cádmio está proibido desde 2006 por questões ambientais e a sua compra legal é muito difícil. Iodeto de lítio que é não poluente e tem auto-descarga em altas temperaturas, o que exige cuidados especiais,  principalmente em externas (não pode deixá-las dentro do carro com os vidros fechados durante sol quente). Elas não explodem, mas liberam nitrogênio (em altas temperaturas) que pode explodir.
Explicou a luz branca dos LEDs (5600 °K) e disse que 3200 °K é limitação e não padrão. Informou que LED não irradia, mas o filamento libera UV. Perguntou: Deve-se iluminar para os olhos ou para as câmaras? Comparou a resolução cromática do CCD e das câmaras. Finalmente sugeriu que deveríamos comprar lâmpadas pela quantidade de LUX e não de WATTS; alguns fabricantes já trazem essa informação. Fez algumas contas e concluiu que iluminar com LEDs é muito mais barato do que usar filamentos.

CARLOS NAZARETH do INATEL é uma referência para SET e o SET-Sudeste. Foi Palestrante em todos os  anteriores, e quando termina a sua apresentação parece que a Audiência pergunta “Parou porque?”. Nesse Congresso o tema dele foi TV Digital: Tecnologia e Programas de Treinamento/Desenvolvimento de RH. O INATEL, em parceria com o parque industrial de Santa Rita (Linear e STB) já tem uma lista grande de realizações no campo das Comunicações Digitais, destacando o TX Digital ATSC feito para o mercado da América do Norte, o Set-top Box para o padrão DVB e o Sistema de Modulação Inovadora feito com UNICAMP, CEFET do Paraná e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que está sendo industrializado. Foi baseado no ISDB e recebeu melhorias em diversidade e codificação (LDPC – Low Density Parity Check- usado no Wi-MAX); ambas as melhorias podem ser inibidas e o modulador fica ISDB normal. A ATIVA está desenvolvendo um canal de retorno para DTV, via GPRS (General Packet Radio Service). 
O INATEL oferece cursos para qualquer das tecnologias/serviços necessários à DTV. Segue uma pequena lista: Áudio, Vídeo, Compressão, Canalização, Codificação, Conversão de formatos, Medidas, Transmissão, Recepção, Satélites, Banda larga, Enlaces Ópticos, Pay-TV, Interatividade, Canal de Retorno etc. O foco pode ser em hardware, software ou sistemas.
NAZARETH lembrou que vai sobrar espectro na TV por assinatura, permitindo novos serviços como banda larga, Tudo/IP etc.

MARCELO BLUM da Videodata apostou na IPTV como tema para sua apresentação. Abordou mais os aspectos de negócios e citou os cases que a Videodata já implantou ou está projetando. Destacou o projeto feito para a TELEFÔNICA. Explicou as diferenças entre IPTV e TV pela Internet. A primeira é solução fechada sob controle do Provedor de serviço que controla todos os passos da operação, enquanto a segunda é livre e sem controle de ninguém. IPTV é um serviço das TELCOs. Triple play, Quad play, Games e Personal Library são alguns exemplos de IPTV.Marcelo mostrou os equipamentos de medidas e monitoração; agora além de áudio e vídeo tem stream. Explicou como se faz inserção de comerciais em IPTV e deu a lista de parceiros da Videodata no projeto.

ROMILDO LUCAS do INTELSAT Brasil abordou a nova empresa que surgiu da aquisição da PanaSat pelo grupo Intelsat. Mostrou a cadeia no modelo de negócio e a nova rede de satélites que surgiu com a fusão. Cobre o mundo todo. Criou um Super Head End para distribuir por vários caminhos e descreveu o Teleporto que está integrado a uma rede de Fibras que dá a volta ao mundo (mas ainda não chegou ao Brasil). Falou no Flip Factory que converte tudo para tudo e no Media Portal que é um software brasileiro para gerenciar qualquer arquivo digital em qualquer formato. Alertou que políticas de retenção são difíceis de gerenciar.

JOÃO BRAZ da SET e TV Anhanguera ficou encarregado de fazer a interface entre Tecnologia e Negócios. A globalização virou convergência. Como isso afeta o negócio chamado broadcast? Mostrou a evolução das tecnologias para melhorar o perfil da comunidade onde elas estão inseridas. Arado, Telégrafo, Telefone, Carro, Avião, Rádio, TV, TV a Cabo, Computador, Celular, Internet etc introduziram a convergência nas nossas vidas. HD passou de sonho em realidade em 10 anos. Mostrou um vídeo sobre a penetração do WiMAX no mundo. Como sobreviver nesse cenário é a pergunta que todos fazem. Como o celular de crédito cresce exponencialmente, o dinheiro no bolso vai acabar. A participação da Internet na verba publicitária americana saltou de 13% em 2005 para 27.5% em 2006. Espera-se uma grande competição entre IPTV e TV broadcast. Tem saída? Claro! A TV aberta tem que ter conteúdo e capilaridade para chegar grátis a todos os pontos do país. A criatividade é maior que a digitalização. Como regulamentar nesse ambiente volátil, deverá ser um grande desafio para o FORUM. O melhor equipamento do mundo ainda é o ser humano. Mostrou a curva LUCRO x TEMPO para vários tipos de empresas: Inovadoras, Líderes, Mercado de Massa e Retardatárias. Citou o exemplo da DELL. Os negócios não impedem as dívidas. Precisa conferir o EBITDA (Earnings Before Interest,  Taxes Depreciation and Amortization); se a Dívida é igual a  Receita, ainda é possível sobreviver no mercado. Qual o futuro das organizações? O lucro com ética pode pereniza-las.

JAIME FERREIRA da SET e Grass Valley/Thomson e JOHNY MURATA da Front Porch/ Line UP apresentaram o painel Workflow para sistema de edição Não Linear com arquivo Digital.
O sistema foi pensado para alta velocidade em jornalismo, esportes e produção. O princípio é simples: “Ingestou, pode exibir”. Usa plataforma aberta, tem qualidade no Slow Motion, e aceita SD e HD. Mostrou o workflow para jornalismo, agora com duas redes: uma para os jornalistas e outra para as Ilhas/Arquivos (Visão de hardware). Produz um arquivo geral para todos lerem. Na edição já se vê o script (texto) e a aprovação é On Line. Pode exibir e arquivar ao mesmo tempo. A Grass Valley escolheu o nome AURORA para o sistema como um todo. A edição pode ser em resolução normal ou baixa. Quando enche o servidor, pode-se criar um arquivo digital (ou usar LTO Linear Tape-Open). O ingest aceita todos os tipos de mídias e pode ser programado em tempo e local. O browse é bom para procura e inserção de metadados. Edição em alta resolução é para efeitos 2D e 3D, Transições, Correção de cor, Efeitos de áudio etc. A ilha de edição vira canal de ingest e mais um canal de playout.  JOHNYdetalhou o sistema de arquivo em fitas (robô LTO) que precisa de um software para gerenciá-lo. É um middleware que integra os mundos de TI e Broadcast. Detalhou o AURORA Browse com todas as suas telas.
MATEUS HASSAN da SET e 4S trouxe a Visão do futuro para Broadcast. Iniciou contando a história da 4S que está a 20 anos no mercado fazendo softwares e hardwares. Hoje tem uma parceria com a DAYANG chinesa. A visão de futuro incorpora vídeo, áudio, metadados, DRM, contratos, etc, tudo sob controle único. Sugeriu a leitura do livro “The World is Flat” que é a história da 21 Century.
Jornalismo, Automação e MAM (Media Asset Management) estão interligados e cada um tem plug-ins dos outros dois; tudo por software. A Dayang tem solução completa end-to-end. Mostrou as plataformas e todas as arquiteturas de softwares para se chegar na solução monolítica. TI e Broadcast já estão se entendendo; a tendência é que a arquitetura crie a sua própria segurança. Para TV tem que ser Real Time. Conteúdo é tudo que existe: Vídeo, Áudio, Metadados, Web, Mail, PDF, XML e tudo mais que aparecer. Mostrou a geração, pesquisa e análise dos metadados. A nova emissora de TV tem que ser um DATA CENTER  Inteligente. Mostrou fotos de instalações asiáticas que impressionam pelo tamanho e estética.

SILVINO ALMEIDA da Farnell-Newark In One falou sobre Garantindo qualidade em estações de TV: Equipamentos de Medidas. Mostrou o cenário mundial onde a Tektronix (no Brasil representada pela Farnell) tem 50% do mercado. Conceituou qualidade no mundo digital onde somente Vector e Wave não servem para medi-la. Precisa garanti-la na casa do cliente. Focou no “PORQUE” monitorar e não “O QUE MONITORAR”. A propaganda precisa garantir a audiência na casa do consumidor. Precisa ser proativo para detetar  defeitos antecipadamente. Mostrou vários defeitos do vídeo digital e como medi-los. O erro pode estar na camada física, elétrica (sinal) ou lógica (imagem) – erro de decodificação. Explicou como testar toda a planta usando sinais adequados para estressá-la. Ensinou como usar o diagrama de olho e medir o Jitter. Alertou que colorimetria  é crítico em DTV. Conceituou Cor Legal e Válida. A Legal não viola os limites e a Válida permanece quando se troca o formato. Assim uma cor Válida será sempre Legal, mas o vice-versa pode não ser verdadeiro. Lembrou que o Timing precisa ser medido para os 4 sinais: Y, R, G e B. Explicou como usar o sinal  Arrow head, ou ponta de flecha, e como interpretar o diagrama Diamante. Mostrou o Áudio embedded 5.1 e a análise de um sinal MPEG. A norma ETSI TR 101 290 avalia sinal comprimido. Mostrou como evitar o efeito Cliff. Finalizou descrevendo a Gerência de Qualidade que tem tudo na tela e o histórico do que aconteceu; é a monitoração da planta on line.

ARMANDO LEMES e JOÃO PAULO RIBEIRO da STB falaram sobre Visão sistêmica da TV Digital no Brasil e Diagrama em blocos do modulador ISDB/T. Mostraram a estrutura básica da TV Digital onde o estúdio de dados vai receber o canal de retorno. A opção de retransmitir no mesmo canal cria um novo cenário para os fabricantes de equipamentos. O middleware vai seguir o ARIB. A STB já fez um Transmissor que está sendo testado pelo Mackenzie; fez também o modulador ISDB/T que foi dissecado pelo João Paulo. Ele colocou o diagrama de blocos do modulador e abriu detalhadamente cada bloco. São 3 streams (Áudio, Vídeo e Dados) que serão multiplexados, codificados no Reed-Solomon com 16 bits de paridade e depois modulados em OFDM. A transmissão é hierárquica. São 3 camadas para serem usadas pela programação: SD, HD e Móvel. Explicou o codificador convolucional N/M onde N + Paridade = M; logo um codificador 2/3 tem um bit de paridade. Para baixa definição usa-se 1/2 e para HDTV 7/8. Usa 13 segmentos de 492 KHz cada. O celular usa somente um segmento. A modulação é de múltiplas portadoras transmitidas ortogonalmente e podem usar DQPSK (dos celulares), QPSK, 16 QAM e 64 QAM (da HDTV). As transmissões precisam estar sincronizadas. Explicou como o Intervalo de Guarda garante robustez e permite o SFN (Single Frequency Network). Na verdade, o João não fez uma palestra; deu uma aula de alto nível.   
                            
WILLIAN HEMMINGS da LORAL SKYNET DO BRASIL é também um campeão de audiência no SET-SUDESTE; palestrou em todos eles. Fez um breve histórico sobre a tecnologia satelital, que iniciou em 60 com a banda C, Copa do Mundo via Intelsat em 70, Banda Ku (de 12 a 14 GHz) em 80, Brasileiros entre80/90, Privatização nos anos 90 abriu o mercado para novos Players, Banda Ka (de 20 a 30 GHz) em 2000, e um futuro promissor com a rede VSAT. Regional a 4.5 Mb/s, em banda Ku já é possível. A rede GSAC já coloca internet nas escolas Públicas. Deu uma notícia ruim: os satélites estão acabando (espaço e desenvolvimento), mas deu também uma boa: as novas tecnologias (DVBS2) reduzem a banda e o custo. A double talk permite duas portadoras na mesma freqüência. Listou os novos projetos: Rádio Digital, Integrar Satélite com Wireless, Novas redes de DTH, TV Digital e HD via satélite. Disse que é possível montar um Up-link em banda Ku por R$ 20.000,00..

MARCELO BLUM da Videodata voltou para falar sobre Gerenciamento de mídias, que tem os seguintes objetivos: Resgatar e reutilizar conteúdos, Facilitar e unificar processos, Garantir precisão, Implantar novos Workflows, Eliminar redundâncias, Evitar retrabalho etc.Mostrou como funciona uma Emissora em ambiente Tapeless. Conceituou arquivos  On line, Near line (mais lento que o On Line e pode usar  Fitas, DVDs, Hards etc) e Off Line (Prateleiras). Mostrou as arquiteturas existentes e lembrou que o proxy  deve ser feito a partir do conteúdo principal já gravado. Listou as aplicações que já foram implantadas pela Videodata: SBT, Embratel, Biblioteca Mário de Andrade, Clips da MTV, Arquivos Digitais da TV Cultura e Exibição automatizada das cabeças de rede (TVs abetas e pagas) usando servidores de vídeo.

RONALDO KASCHER da Kascher Engenharia é outro campeão de audiência do SET SUDESTE. O tema desse ano foi Fontes de ruídos de baixa freqüência em instalações de Estúdios, Rádios e TVs e as técnicas para mitigá-los.
Ronaldo é um bom exemplo do profissional completo, porque conhece teoria (é PhD no assunto e é Professor Universitário), prática (projeta e instala sistemas de proteção) e mercado (é empresário do ramo). Costumo dizer que o Ronaldo não está atualizado no assunto; ele é atualizador de conhecimentos para quem é do ramo. Vou listar alguns dos Highlights abordados pelo Ronaldo:

  1. Por que mitigar o ruído? Para melhorar a S/N.
  2. O Hum (baixa freqüência) nos sinais digitais piora a taxa de erros.
  3. Caminhos usados pelo ruído para entrar nos estúdios.
  4. Cuidado com os filtros EMC (Eletromagnetic Compatibility); eles poluem o terra, mas não irradiam.
  5. Cabos balanceados e desbalanceados têm tratamentos diferentes.
  6. Baixa freqüência é quando L >> que λ., onde L é o comprimento do cabo e λ  o comprimento de onda..
  7. A blindagem do campo H é mais difícil que a do campo E.
  8. A espessura dos cabos é considerada nos projetos.
  9. Como aterrar os campos E, H e a blindagem.
  10. Cabos transados atenuam problemas.
  11. Cortar o Terra pode danificar tímpanos em instalações de Telecom; ele existe para não matar as pessoas.
  12. Terra eletrônico é proibido. A norma NR 10 culpa o investidor. E, last but not least, transformadores com isolamento eletrostático são recomendados para estúdios.

JOHNY MURATA da Line UP voltou para abordar Transcoding de arquivo de mídia e KVM-Switcher para aplicações broadcast.
KVM é uma tecnologia que permite acessar e controlar qualquer computador conectando-o às portas do teclado, do vídeo e do mouse. Não é necessária qualquer modificação no computador alvo, que estará sempre disponível através do BIOS do Windows.
Como o próprio nome indica é um sistema para transcodificar mídia. É o AVOCENT KVM (Keyboard Vídeo Mouse). Converte “de tudo para tudo”. Pode-se dizer que é a grande invasão da TI no mundo broadcast. Descreveu todo o sistema, mostrou as telas e os recursos do software que gerencia todas as operações. Deu a lista de todos codecs aceitos. Nas salas só tem teclados. Tudo é feito por software. É um data center para broadcast, que é muito útil para segurança, comutação e remoção de CPUs. O sistema faz alguns processamentos de áudio e vídeo, como por exemplo Correção gama, Redução de ruído, Marca D’água, Compressão de áudio etc. Considera integração de sistemas uma atividade complexa. Tem API (Application Programming Interface) para customização dos clientes e citou exemplos de aplicações na Web e Móvel.

Fechando o Congresso FÁBIO PENIDO da NetSOHO EngCom falou sobre um assunto fundamental para implantação da DTV no Brasil: CANALIZAÇÃO. Passou um vídeo mostrando as  dificuldades existentes para se encontrar um canal ou expandir um já em operação.. Mostrou um caso prático da empresa, que usou recursos do Google Earth para desenhar raias nos 360° e de Km em Km. O software usado é Home Made. Mostrou a fase de tramitação do processo e a legislação vigente para designação dos canais digitais. Elogiou o decreto 5820  onde o SBDTV adota a modulação  ISDB/T. Os analógicos estão previstos para serem desligados em 30/06/2016, e a portaria 652 dá o cronograma geral da implantação da DTV no Brasil. Não gosta do conceito de CANAL VAGO e está preocupado com alguns aspectos do pareamento de canais para atender a TV Digital.

O próximo evento da SET será o SET-e-Trinta em Las Vegas nos Estados Unidos. Para maiores detalhes visitem www.set.com.br

Euzebio Tresse
Consultor

08/03/2007      

 


SET - Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão