SET NORTE 2008
Em 1997 aconteceu o primeiro SET-Norte. Foi o precursor dos Eventos Regionais da SET, e só teve uma interrupção em 2000. Esse, em 2008, é o segundo da nova década, ou o 11º SET-Norte. O que aconteceu nessa década? O evento ficou maior que Manaus , expandiu para o Estado do Amazonas e hoje sempre vemos, na platéia, Profissionais de outros Estados. Por que? Não sei dar todas as razões, mas duas são bem visíveis: Organização e Conteúdo. Quando falamos em Organização vemos que o Evento não envolve apenas o Diretor Regional Norte da SET, mas toda a infraestrutura da Rede Amazônica. É como se o SET-NORTE fosse um “Programa Ao Vivo” transmitido em Rede de TV. Quando se analisa a Grade, vemos que o NIVELLE, que é o Diretor Regional da SET, não olha só para as necessidades da sua Rede de TV, mas para a realidade da atividade em toda Região. Foi isso que se viu no SET-Norte 2008: Mídias competidoras Locais, Estaduais e Interestaduais trabalhando em harmonia para convergir conhecimentos.
MARTHA ARRUDA e RONALDO LIMA, ambos da FUNDAÇÃO REDE AMAZÔNICA se revezaram como Mestre de Cerimônias. Todo Auditório cantou o Hino Nacional, o que nos emocionou deixando claro que só existe um Brasil. O evento teve o patrocínio da SONY e o apoio das seguintes Instituições: FUCAPI, Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas, Sindicato das Emissoras de Rádio e TV do Amazonas, TV A Critica e Faculdades UNI NILTON LINS.
NIVELLE DAOU JÚNIOR, Diretor da SET NORTE e Diretor de Tecnologia do Complexo de Comunicações REDE AMAZONICA abriu o evento desejando a todos um bom seminário; agradeceu os apoios recebidos, a platéia que prestigiou o evento e explicou a grade do programa focado na TV Digital, com ênfase no Multiplex, a nova unidade do sistema de transmissão ainda pouco conhecida. Chamou a atenção para os recentes estudos sobre polarização elíptica, cuja palestra sobre o tema traria os esclarecimentos necessários das vantagens em utilizá-la e porquê os sistemas mais recentes implantados estão optando por essa polarização, caso da TV Amazonas. O seminário abrangeria temas como Radio Digital, formatos de gravação, monitoração em HD, sistemas SD e HD simultâneos. Portabilidade e Mobilidade são Killers Aplications. Lembrou que a Rede Regional AmazonSat está No Ar com programação própria em ISDB-TB usando Transmissor nacional. Pela característica geográfica do Estado a programação é transmitida Via Satélite e repetida nas cidades em canais de UHF (1).
Dr. FELIPE DAOU, Diretor-Presidente da REDE AMAZÔNICA deu as boas vindas a todos; agradeceu o esforço da SET pelo trabalho realizado em prol da divulgação do conhecimento e afirmou que quer preservar a Região com “Indústrias sem Chaminés”. Ressaltou que todos estão felizes com a chegada da TV Digital..
Fabricantes e Fornecedores prestigiaram o evento expondo seus produtos:
A SCREEN SERVICE DO BRASIL trouxe a linha completa com Transmissor, Antena e Televisor. Usava Stream e a demonstração foi muito elogiada.
A AGILENT exibia seu medidor/analisador de espectro, gerador de sinais e um medidor portátil operado por bateria e ideal para o campo. Testa cabos, funciona como Watimetro e é um Network Analyser (Carta de Smith). A ANTENAS IDEAL mostrava sua linha de produtos com catálogos. A SOLLETEC exibia seus catálogos de Unidades Móveis.
LILIANA, atual Presidente da SET, embora não tendo comparecido, enviou mensagem desejando bom Congresso para todos e agradecendo o apoio da Fundação Rede Amazônica para realização do Congresso.
O primeiro dia do Congresso foi aberto pelo ÊNIO ARRUDA da SONY que trouxe a visão da sua empresa para o JORNALISMO SEM FITAS. As palestras da SONY seguem sempre um formato padrão. Na primeira parte apresentam uma série de conceitos para equalizar os conhecimentos da Platéia; na segunda mostra como esses conceitos estão implantados na Linha de Produtos. Foi isso que se viu. Compressões MPEG e AVC Intra, Mídias Ópticas, Bit Rate versus Qualidade, Comparação das novas mídia (Express Card, Smart Flesh) com o Hard Disc, Formato HDV, Novo workflow para ambiente sem fitas, Nova visão dos CEDOCs foram alguns dos conceitos passados.
Na segunda parte ÊNIO descreveu a linha XDCAM que tem mídia óptica e usa CCD; as outras linhas usam CCD e CNMOS. Comparou as 5 mídias – Hard, Óptico, Compact Flash, Express Card e Estado Sólido – em termos de Custo, Qualidade, Capacidade, Custo/GigaByte, Taxa de transferência, Workflow, Robustez e Custo do equipamento. Recomendou o Express Card embora tenha um Custo/GB alto. Deu dicas de como escolher os CODECs. Comparou o MPEG2 Long GOP com o AVC Intra e recomendou o primeiro.
SIDNEI FLORÊNCIO BRITO da SCOPUS – apresentou o Painel Novas Tecnologias de Transmissão – Vídeo sobre IP e DVB S2.
SIDNEI combina as características de Professor e Profissional de Vendas. Didaticamente ele explica a origem do protocolo IP, que é de endereçamento. No início eram só protocolos de transporte, com algum recurso para correção de erros porque era Unicast. Quando surgiu o Multicast e Broadcast, era necessário dizer para quem ia o conteúdo. Com esse cenário descreveu a famosa sopa de letras onde aparecem NCP, TCP, UDP, RTP e IP. A seqüência mais completa é: Encapsula, Transmite e Recebe a confirmação de que o arquivo chegou. O que liga dois ou mais assinantes é uma Rede, e é dela que vem os principais problemas: Jitter, Perda de Pacotes e Banda (essa custa caro). Citou as principais redes: SDH, ATM, DWDM, Micro-ondas Digitais com interface IP etc. Para passar vídeo em tempo real usa-se o RTP (Real Time Protocol). Deu exempols práticos de como calcular os TS (Transport Stream). Comparou os IPV4 e IPV6. Explicou a rede MPLS que define prioridade. O DVB-S perdia para o IP. Citou um case em Goiânia com delay de 930ms. O DVB-S2 veio com nova filosofia de modulação, 16 APSK ou 32 APSK. É para TV. Usa FECs mais poderosos como LDPC (Low-Density Parity Check). Embora poderoso é mais difícil de usar por causa das tabelas.
DISPLAYS E WORKFLOW DVCPRO-P2 foi o tema abordado pelo SÉRGIO CONSTANTINI da PANASONIC.
Mídia em estado sólido é a aposta da PANASONIC para o Jornalismo Tapeless. Comparou todas as mídias e conclui que os cartões de memória são mais vantajosos quando se considera custo/GB, confiabilidade (não têm partes móveis), custo do equipamento e tempo de acesso. Hoje os cartões são de 16 e 32 GB e os de 64 GB em 800 Mb/s chegarão por U$2,600.00. A mídia é regravável e a vida útil é praticamente infinita. A gravação é continua. Defendeu o AVC-Intra que faz previsão de pixels adjacentes no frame. Considera o MPEG2 como legado. Apontou deficiências do MPEG Long GOP que é bom para imagens paradas, mas pode variar a S/N (Relação Sinal Ruído). O AVC-1 é bom para aquisição e aceita o workflow completo. Falou no AVC-HD para a área de consumo que é adotado por vários fabricantes. Resumiu a mídia da seguinte forma: Transfere rápido, Sem partes móveis, Sem Laser, Edita na mídia, Não precisa fazer cópia e Usa a mesma compressão em SD e HD. Deu alista completa de produtos e a penetração no mercado brasileiro.
LUIZ RODRIGO OPENHEIMER da LINEAR falou sobre o “coração” do ISDB –TB , ou seja, o MULTIPLEXER. O que ele faz? Reúne tudo – saída dos encoders, interatividade, tabelas (do MPEG e do ISDB-TB. Sem elas o Televisor não abre a tela), EPG, DRM. Insere LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais – Áudio para cegos, por exemplo) e Closed Caption. Define: Tipo de modulação para cada segmento, Intervalo de guarda (proteção contra fantasmas), Modo de transmissão (Quantidade de portadoras: 2K, 4K e 8K) , FEC e Interleaving (corrige ruídos impulsivos). Carrega o Carrossel (metadados de vídeo e áudio,
campeonatos, resumo de novelas etc). Com esse pacote de informações configura o modulador para gerar o BTS (Broadcast Transport Stream) que trabalha com taxa interna fixa de 23.5 Mb/s. O BTS vai para o AR devidamente amplificado pelo Transmissor. Citou os equipamentos da LINEAR instalados na região com destaque para um TX ISDB-TB de 2.5 KW.
CARLOS FINI da SET, TV GlOBO e FÓRUM da TV DIGITAL apresentou o Painel TV DIGITAL. Esse título, na verdade, escondeu o verdadeiro conteúdo da sua apresentação , que poderia ser chamada de
“ CUIDADO! É PRECISO SABER INTERPRETAR AS NORMAS DO ISDB – TB“. Foi isso que o Fini fez. Deu dicas sobre como usar e interpretar as Normas para que a operação seja Errorless.
Iniciou parabenizando a AMAZONSAT por estar fazendo uma transmissão perfeita com o nosso ISDB-TB. Chamou mais atenção para as configurações do Multiplexer e as recepções Fixas e Móveis. Porém não esqueceu de dar dicas sobre Codificação de Áudio e Vídeo, Transmissão, Canal de Retorno e Gestão de Direitos Autorais. Lembrou que falta a norma do GINGA-J (quando esse relatório for publicado, provavelmente essa pendência já foi eliminada). Relatou alguns pontos de dificuldades: Padronizar o envio de Horário que é no TOT (Time Offset Table); Fuso Horário e Horário de Verão; Tabelas EIT; Quem vai fazer as atualizações (pelo Ar) dos Televisores? É complicado. Vão ter que entrar em “salas sagradas” onde o acesso era restrito (Micro-ondas, por exemplo); Deu exemplos de dados fora das tabelas (pode ser falha de projeto ou má interpretação da norma); Codificação da Áudio necessita atenção redobrada (quando envia HE-AAC sinaliza a SBR (Spectral Band Replication (Coding Technologies)) automaticamente; a tabela de horário é de 3 campos e o formato UTC-3 é mandatório. Tem equipamentos fora da norma que não funcionam. Por que falham? Falta de informação, Desconhecimento da Norma e até falta de estrutura para projetar e fabricar. Precisa muita atenção na atualização dos receptores (2).
RÁDIO DIGITAL – Padrões existentes e Testes realizados. Esse foi o tema do RONALD BARBOSA da SET e ABERT.
Ronald é um abnegado e entusiasta pelo Rádio. Ele e mais uma meia dúzia de Profissionais realizaram um trabalho fantástico em prol da implantação do RÁDIO DIGITAL no Brasil. É a última mídia a ser digitalizada. Contou a história da evolução da mídia no Brasil e respondeu a pergunta “Por que digitalizar?”. É preciso atualização tecnológica, convergência e competividade mercadológica. Comentou dados da ONU que prevê 7 equipamentos eletro/eletrônicos para cada endereço; temos 3 e os EUA 25. A grande maioria das Rádios Brasileiras já está com os estúdios em digital, falta só a transmissão. Pode usar um segmento do ISDB-TB para clientes específicos. Para o público, o ideal é um receptor doméstico e outro móvel que recebe tudo, mas Rádio tem que ter menu no formato web. Citou os sistemas atualmente existentes no mundo: IBOC, Eureka, 147 DAB, Digital Radio Mondiale (DRM), DVB-T, DVB-H e os dois sistemas americanos de Rádio por assinatura (Via satélite)’.
Defendeu o sistema IBOC que aproveita a atual infraestrutura analógica. Deu o espectro do IBOC que tem faixa de 30 Khz; o AM passa ter qualidade equivalente ao atual FM analógico; o FM fica comparável ao som de CD. O radiodifusor tem muitos concorrentes e precisa descobrir “O QUE O RÁDIO FARÁ”. Em Miami tem Rádios com 4 programas no canal de FM. Comentou os testes feitos no Brasil, inclusive nos carros. Citou as 10 Emissoras que já operam em modelo híbrido. Mostrou o mapa de cobertura para São Paulo, incluindo o móvel. Fizeram medidas diurnas e noturnas e a cobertura digital é sempre maior que a analógica e não causa incompatibilidade nos canais e nas faixas. Comentou que o DRM não é simulcast, mas é bom para onda curta.
No segundo dia WELLINGTON PENTEADO da AGILENT abriu o ciclo de Palestras com o tema MEDIDAS DIGITAIS NOS TRANSMISSORES ISDB-TB segundo a RESOLUÇÃO 498 da ANATEL.
O que fez o Wellington?
1 - Citava os parâmetros com as respectivas tolerâncias;
2 – Explicava como montar o set up de medidas
3 - Mostrava como operar o equipamento (estava exposto) para fazer as medidas.
Foi assim que a platéia aprendeu a avaliar se um determinado Transmissor pode ser usado para colocar No Ar um programa produzido de acordo com as Normas do SBTVDT (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre). Vejam quais foram os parâmetros discutidos:
- Potência do Canal (medida em toda banda);
- Largura de banda ocupada (É 99% da potência do sinal COFDM);
- Desvio da Freqüência de Transmissão (Desvio da freqüência central de cada portadora). Usa o JEITA (Japan Electronics and Information Technology Industries Association) Handbook 2006 – Method of Measurement for Digital Terrestrial Broadcasting Transmitters.
- Medição de espúrias – abaixo e acima de 15 MHz. 60dB abaixo da potência média. Considerar TXs com mais de 25 Watts e com menos;
- Medição das máscaras – Crítica, Subcrítica e Não crítica. A Agilent sugeriu algumas mudanças para essa medida.
- Ruído de Fase – Gerado pela instabilidade do Oscilador Local.
- MER – Erro de modulação. Quanto maior o valor, maior será a área de cobertura. O mínimo é de 30 dB. Depende da modulação.
- Medidas Adicionais – Medida de Potência nos canais adjacentes, EVM (é o MER em volts e permite localizar o erro por portadora), CCDF (Complementary Cumulative Distribution Frequency – Variação do sinal COFDM) etc.
AS GRANDES MUDANÇAS QUE ESTÃO POR VIR COM A INTEGRAÇÃO ENTRE VÍDEO DIGITAL, REDE DE TRANSPORTE IP, MÚLTIPLAS MÍDIAS e A NOVA EXPERIÊNCIA do TELESPECTADOR de TELEVISÃO foi o assunto do ANDRÉ ALTIERI da CISCO.
O assunto é atualíssimo, o título é grande, a preocupação maior ainda, mas o ANDRÉ conseguiu passar a mensagem com os desafios que surgem para os profissionais desse novo negócio chamado TV DIGITAL. Contou a história da CISCO que nasceu com transmissão de dados e comprou a Scientific Atlanta para ganhar competitividade em vídeo. Adquiriu também outras empresas de alta tecnologia. Está mudando a maneira de ver vídeo 1.0, ou seja, aquele tipo Broadcast, conteúdo limitado, dispositivo único, formatado pelo aparelho, limitado pela grade de programação etc.
E o que é o Vídeo 2.0? É aquele de conteúdo personalizado, ilimitado, em tempo real, Anytime, Anywhere, Anydevice, Chegando por redes IP inteligentes, em Alta Definição etc. O tráfego sobre IP vai quintuplicar de 2006 a 2011 e o vídeo de consumo já ocupa 1/3 da rede IP hoje. Qual o desafio para quem tem a tecnologia? Informação disponível, banda, conectividade e qualidade do serviço. Surge um novo parâmetro: Qualidade da experiência – é como interpretamos o vídeo que vimos. As redes viraram plataformas. Estamos no Brasil vendo conteúdo que está na China. As redes atuais não serão desprezadas. Mostrou uma rede ligando as costas leste-oeste dos EUA.
AGUINALDO SILVA da SET, FÓRUM e AOC/Envision tinha como título da Palestra TV DIGITAL, mas o que ele fez foi fazer um resumo de toda a implantação da TV Digital desde o Decreto Presidencial que definiu o ISDB –T como sendo o nosso sistema de modulação para a nossa TV Digital, passando pela criação do Fórum, até hoje. Como? Resumindo em 40 minutos todo o trabalho do Módulo Técnico do Fórum que ao publicar as normas do ISDB –TB permitiu a inauguração da nossa TV Digital, No AR, em 02/12/2007. O ISDB -T é um DVB melhorado e o ISDB – TB é um ISDB – T melhorado. As especificações estão ancoradas em normas internacionais e padrões existentes. A estrutura foi montada baseada no ARIB. Explicou as diferenças no Áudio, Vídeo e Dados. Mostrou o estado atual do Middleware GINGA NCL e Java e comparou com as soluções japonesas e européias. Explicou os cuidados que tiveram para que uma simples falta de energia não impedisse as atualizações do software Pelo Ar. Discutiu até tecnologia de memórias onde a FLASH exige mais cuidados. Comentou o trabalho conjunto Brasil/Japão para harmonizar as nossas mudanças com o padrão japonês e então criarmos o ISDB – TI onde o “I” é de internacional.
TRANSMISSÃO DIGITAL DE SINAIS – Parâmetros de Performance e suas conseqüências foi o assunto discutido pelo FABRÍZIO P. REIS da SCREEN SERVICE do BRASIL.
FABRIZIO, embora jovem, já escreveu seu nome na história da nossa TV Digital destrinchando os mistérios dessa nova tecnologia pelos quatro cantos desse país. Agora ele tem um novo desafio. Colocar na prática os conhecimentos que divulgou ajudando projetar e fabricar Equipamentos de Transmissão com as características que ele divulgou.
Apresentou sua nova empresa que é do norte da Itália e tem experiência comprovada na fabricação de Transmissores para Televisão; ela é ítalo-brasileira (60 x 40) e está instalada no Sul de Minas Gerais. Fabrizio ensinou como interpretar alguns dos principais parâmetros de transmissores e transmissão.
1 - C/N – O ideal é que os transmissores entreguem o sinal livre de ruído e qualquer tipo de distorção: Linear e Não Linear.
2 - Potência – precisa atender a área de cobertura especificada.
3 - Exigências das Máscaras – Precisa ter controle na potência, métodos de pré-correção estáveis/precisos e filtro de canal corretamente projetado.
4 - MER e EVM – relacionou esses valores com a C/N e recordou conceitos de OFDM passando pelas modulações QPSK e 16 QAM. MER = (Potência média do símbolo)/(Poténcia do Erro); logo, quanto maior melhor. Se ela sobe, a área de cobertura vai junto. O mínimo é 30dB.
5 – Não Linearidade – Fez análise para um e múltiplos tons. Lembrou que nenhum transistor é linear em toda sua faixa de operação.
6 – Intermodulação – separou as ímpares das pares. Para corrigi-las precisa de pré- correção. O que se deseja? Ajustar o shoulder (ombro) da forma de onda. Usando FPGA pode-se corrigir por software. Listou os benefícios da pré-correção como maior área de cobertura e repetição do sinal.
Alertou para os desafios de manter a MER estável, fazer correção automática da pré-correção ao longo do tempo e com a temperatura. Finalizou chamando atenção para o Ruído de Fase que pode ser minimizado gerando o sinal dentro de uma FI e fazer só uma translação. Essa solução agrega valor porque o modulador pode servir para MMDS e TV Digital. Listou os produtos da empresa e a clientela internacional.
ANTENAS PARA AS ESTAÇÕES DIGITAIS EM UHF. POLARIZAÇÃO ELIPTTÍCA – Esse foi assunto do DANTE CONTI da TRANS-TEL.
DANTE é outro jovem que muito tem ajudado a SET na divulgação de conhecimentos sobre TV Digital por esses Brasis afora. Dono de uma didática fantástica, DANTE, ao falar, nem parece ser fabricante de antenas; só descobre quem presta atenção no background dos slides. Iniciou sua apresentação recordando os conceitos de Tempo, Freqüência, Fase, Direção de onda, ERP, Atenuação, Ganho de Antena, Polarização, PML (Permitted Maximum Level em descasamento de polarização) e Características da Recepção Móvel onde a confiabilidade é fundamental. Deu exemplos das três polarizações e afirmou que os benefícios de ter transmissão e recepção circulares são incontestáveis. A-VSB (americano para recepção móvel) é elíptica, Media FLOW (americano para recepção móvel) é circular, T-DMB (TV digital na China) é vertical, Quase todas as nossas TVs Analógicas usam Horizontal.
Se a Recepção é Linear com orientação fixa e a Transmissão é circular, os benefícios são contestáveis; se a Recepção for arbitrária o benefício é incerto.
Transmissores e Antenas são ultra lineares, mas o meio de propagação não tem jeito. A S/N tem que estar sempre acima do limiar de ruído. PML e Fading são os inimigos da boa recepção. PML é um problema mais de orientação. Testaram as 3 polarizações para uma probabilidade de 98% na recepção. Mostrou o resultado das câmaras anecóicas. A elíptica com 33% de vertical e 67% de horizontal deu o melhor resultado (Ganho de 4.5 dB). Mostrou várias maneiras para se configurar uma polarização elíptica. Deixou uma sugestão para a
platéia: Configurar de 20 a 50% de componente vertical é essencial para operação da recepção móvel.
Explicou como implementar todas as opções possíveis; por exemplo, se tenho uma Polarização H e quero adicionar uma V, uso duas antenas, cada uma com a sua polarização.
JOSÉ SARAIVA da POSITIVO trouxe o Painel COMVERSORES PARA TV DIGITAL
JOSÉ SARAIVA é debutante como Palestrante SET e veio com MÁRIO BLANCO para, juntos, darem uma visão geral do mercado de Conversores. Descreveu a POSITIVO que tem instalações em Manaus, Ilhéus e Curitiba onde estão lotados atualmente. Mostrou a linha de produtos da empresa que ocupa 33% do mercado brasileiro. Informou que as Emissoras vão gastar U$ 1.7 Bilhão até 2016, e o mercado de receptores deve atingir U$ 10 Bilhões na mesma data. Contou a história da TV Digital no mundo (HD) com a NHK em 1969 e seu sistema de 1125 linhas em 60 Hz; a Europa não quis porque lá é 50Hz. Na década de 90 iniciaram os estudos da TV Digital que tinha as seguintes premissas: Portátil, Móvel, Multiprogramação e Acesso à web. Explicou porque entrou na linha da TV Digital e a estratégia da empresa para crescer.
Finalizando o dia e o Congresso SÉRGIO BOURGUIGNON da VÍDEO COMPANNY contribuiu com um assunto de muito interesse para a transição do Analógico para o Digital: CENTRAL TÉCNICA DIGITAL e SISTEMAS DE AUTOMAÇÀO.
SÉRGIO descreveu sua Empresa como sendo Consultoria e Projetos para Vídeo, Cinema e Broadcast. A Empresa é integradora, o que permite ao cliente falar só com uma pessoa. Assim ficam claras as responsabilidades. A sua empresa ajuda os clientes a responderem as seguintes perguntas:
1 – O que comprar?
2 – Quando comprar?
3 – Como aproveitar o que tem?
4 - Como fazer a transição para o Digital?
5 – Como Implementar?
6 – Como ocupar espaços com os novos equipamentos?
A partir daí fez considerações pontuais sobre alguns equipamentos como Mestre e Matriz que precisam trabalhar em multiformato e ser compatível com 3G.
A parte de Modulares deve incluir: Conversores de Normas e Formatos, Multiplexadores, Sistemas de Controle, Distribuidores, Conversores bidirecionais em Fibra Óptica etc.
Automação deve atender Controle de Eventos, Interfaces de Tráfego, Configuração de servidores, Gerador de Logos, Legendadores etc.
Para monitoração do Áudio é melhor que ele seja em bedded. Na monitoração da Central Técnica sugeriu Multiviewers.
Deu a linha de produtos que representa e distribui.
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1 – Constatei que a recepção pelo celular era perfeita dentro do Centro de Convenções e em todos os lugares por onde andei.
2 – Se dependesse da Platéia, o Fini não terminaria a apresentação dele.
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Euzebio Tresse
Consultor
24/11/2008
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