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SET Cento Oeste 2008

 
Cobertura

 

NASCE UMA NOVA REALIDADE TELEVISIVA EM GOIÂNIA - esse foi o cenário do SET CENTRO-OESTE 2008, que aconteceu nos dias 29 e 30 de outubro de 2008. O que gerou essa nova realidade? Basicamente três fatos:
1 - Goiânia foi a primeira capital brasileira a implantar TV Digital em Rede Regional
2 - LEONEL DA LUZ, Diretor Regional Centro Oeste da SET, e também Diretor de Tecnologia da Organização Jaime Câmara, mostrou como um projeto bem fundamentado permite a convivência pacífica entre TI, Áudio, Vídeo e Dados Corporativos. Leonel convidou todos os participantes a visitarem as instalações da TV ANHANGÜERA, Estúdios e Transmissores, para que todos vissem que da antiga TV Analógica só restou o nome e alguma infraestrutura de engenharia civil.
3 - A cobertura da TV Digital em Goiânia é excepcional. O evento aconteceu em um Hotel, cujos auditórios ficam da ordem de 4 metros abaixo do nível da rua e com paredes espessas para melhor isolamento do ruído externo. Pois nesse ambiente era possível assistir a TV Anhangüera nos 1-SEG com áudio e vídeo perfeitos. Talvez esse seja um dos motivos que alavancou o comércio local de receptores fixos e móveis para o
ISDB-TB.
Mas Fabricantes e Fornecedores também prestigiaram o evento. Foi bom ver a ATMA, empresa goianense, expor seu sistema de Monitoração e Alarmes utilizados na própria TV Anhangüera. A ENERGIA mostrava sua linha de spots, kits de iluminação e baterias para uso principalmente nas externas; por acaso faltou energia por alguns minutos no auditório, e o Kauffmann aproveitou para mostrar a eficiência das suas luminárias com LEDs. A SCREEN SERVICE DO BRASIL trouxe a linha completa com Transmissor, Antena e Televisro; usava Stream e a demonstração foi perfeita. A AGILENT exibia seu Medidor/Analisador de Espectro para DTV e um Gerador de Sinais. A ROLAND exibia um conversor de Vídeo. Catálogos de vários fornecedores estavam expostos à disposição do público. LILIANA, atual Presidente da SET, embora não tendo comparecido, enviou mensagem desejando bom Congresso para todos e agradecendo o apoio da TV Anhangüera para realização do Congresso.
LEONEL DA LUZ e EUZEBIO TRESSE compartilharam a coordenação dos Painéis.

LEONEL DA LUZ, Diretor de Tecnologia da Organização Jaime Câmara, abriu a série de Painéis com a palestra REMOTECASTING e SUPERVISÃO GERAL de SISTEMAS. Na verdade o que o Leonel mostrou é o “Caminho das Pedras” para  evoluir usando a inovação. Qual o cenário? Um Grupo de Comunicações com Rádio, Jornal, On Line e TV cuja Rede tem 7500 km de rota e 138 retransmissoras. Quais os desafios?

  • Monitorar e Controlar toda a Rede, a partir da Sede Central;
  • Restabelecer a Operação de qualquer Retransmissora, a partir de Goiânia;
  • Restabelecer a Cabeça de Rede, em Goiânia, a partir de uma Retransmissora.
  • Atender todo o Grupo de Comunicações incluindo, além da TV, Rádio, Jornal, On-line e Dados Corporativos.

Qual a solução? Mixar, inteligentemente, Vídeo, Áudio e Dados corporativos em ambiente de TV e TI. Qual a tecnologia? SOA (Service Oriented Architecture). A partir destas premissas Leonel foi introduzindo novos conceitos de Tecnologias e Negócios. Remotecasting é uma evolução de Localcasting e Cetralcasting. Pode fazer transporte de Áudio e Vídeo usando FTP, UDP e TCP/IP. A infraestrutura HDTV da TV Anhangüera está em 3 Gb/s e 16 canais de áudio, ou seja, pronta para todas fases da TV de Alta Definição e 3D: produzir, editar, distribuir, monitorar, transmitir e arquivar. Citou o plano de 10 Metas da Plataforma de Multimídia que vai desde versatilidade até segurança. Informou que o EBITDA (Earnings Before Taxes, Interest, Depreciation and Amortization) do Grupo é de 31%. Comentou os investimentos previstos para 2009 onde Receitas e Despesas estão sempre juntas. Em resumo o Leonel mostrou qual deve ser o perfil do novo Profissional para enfrentar o desafio da TV Digital; é um Trade-off entre Tecnologia e Business.
Nas visitas que fizemos foi possível ver in loco alguns dos conceitos explicitados pelo Leonel; por exemplo réguas de patch quase desapareceram. 
ANDRÉ ALTIERI da CISCO iniciou mostrando a origem da empresa (na Universidade de Stanford) que criou o roteador. Par ter presença na área de Broadcast adquiriu a Scientific Atlanta. Pautou sua apresentação mostrando as diferenças entre o Vídeo 1.0 de hoje e o Vídeo 2.0 de amanhã (ou de ontem e de hoje). Enquanto o primeiro é unidirecional, de conteúdo limitado, restrito ao aparelho e de grade fixa, o segundo é personalizado, conteúdo ilimitado, para vários dispositivos, Real-time e os usuários têm sede por novos conteúdos. Previu que de 2006 a 2011 o tráfego sobre IP vai crescer 5 vezes, mas a gerência de banda será crítica. A qualidade do serviço na rede IP pode ser estatística e para o vídeo vai valer também a subjetividade. Os custos de rede vão cair porque a banda diminui. Mostrou uma rede NGN (Next Generation Networks) , americana, ligando todo o país de norte/sul e leste/oeste. Comparou MPLS (Multiprotocol Label Switching) com Ethernet. Listou os produtos CISCO que atendem desde Satélite, X-DSL, DVB-T/C , FTTx, WiMAX e o novo IRIS (IP Routing In Satellite).
RICARDO KAUFFMANN da ENERGIA é um dos mais completos Palestrantes da SET. Dono de uma invejável experiência em TV, ele consegue desmistificar assuntos complexos tornando-os claros e simples. É o que aconteceu em Goiânia quando apresentou o Painel ILUMINAÇÃO mistura ARTE e CIÊNCIA. Iniciou lembrando a Bíblia “Faça-se a luz e a luz se fêz” (Gênesis 1.3). Primeiro equalizou o conhecimento da platéia lembrando os conceitos de: Intensidade de luz, Unidades de medidas de luz, Sensibilidade de câmaras, Relação de Contraste, Tipos de luz, Ângulo de meia potência ou de iluminamento, F-stop (um ponto de variação dele altera em 50% a quantidade de luz que entra na câmara), Temperatura de cor (aqui lembrou que 3200°K não é padrão e sim limitação; deu um exemplo prático com color bars), A partir daí deu um exemplo prático de como iluminar uma cena usando os conceitos de Key Light, Fill Light, Back Light e Background Light. Mostrou que luz tem sombra dando relevo e profundidade. Comparou lâmpadas fluorescentes (difíceis de manter os parâmetros) e incandescentes (resposta espectral limitada) com LEDs onde fica claro a superioridade destes; é 5600°K com baixo custo. LED é 10% de calor e 90% luz (o oposto da incandescente) e não gera nenhum tipo de Ultra-violeta. Mostrou a linha de produtos da empresa e foi beneficiado com a falta de luz no Auditório porque pode iluminá-lo som seus LEDs.
ELIOMAR ARAÚJO DE LIMA - PROFESSOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS apresentou o Painel PLATAFORMAS DE DTV e IPTV: Impactos da Convergência Digital.
Trouxe a visão acadêmica da convergência entre as mídias introduzindo um conceito novo: TI verde que deseja desenvolvimento sustentável. Quer discutir a apropriação social da convergência que é o recebimento pelo público. É a convergência que sustenta a tecnologia. Citou o iPhone como bom exemplo de convergência. Quer interoperabilidade entre plataformas e operadoras. Fez um resumo do cenário convergente identificando ameaças para as redes de telefonia fixa. Olha a interatividade como ferramenta da cadeia de valores. Lembrou que o padrão chinês mistura DVB e ATSC. Separou Web TV de IPTV (evolução do cabo) que é o Triple Play. Fez uma revisão dos seguintes conceitos: QoE (Quality of Experience), QoS (Quality of Service), VQM (Vídeo Quality Metrics - para análise subjetiva) e Quadruple Play (Triple play com móvel). Comparou IPTV com TV aberta, mas a primeira tem que aumentar a ARPU (Average Revenue Per User).
FABRIZIO PIRES REIS da SCREEN SERVICE do BRASIL é um jovem e antigo colaborador da SET. Foi também um dos principais divulgadores dos ensinamentos da TV Digital pelo Brasil. Muitos dos Profissionais que hoje operam a TV Digital adquiriram os conhecimentos pelas aulas do Professor FABRIZIO durante seus tempos de INATEL. Agora ele tem um novo desafio: Projetar e fabricar Transmissores no padrão que ele ensinou para seus discípulos.
Iniciou sua apresentação descrevendo sua empresa que é do norte da Itália e tem  experiência comprovada na fabricação de transmissores para Televisão; ela é ítalo-brasileira (60 x 40) e está instalada no Sul de Minas Gerais. Fabrizio ensinou como interpretar alguns parâmetros de transmissores e transmissão.
1 - C/N - O ideal é que os transmissores entreguem o sinal livre de ruído e qualquer tipo de distorção, Linear e Não Linear.
2 - Potência - precisa atender a área de cobertura especificada.
3 - Exigências das Máscaras - Precisa ter controle na potência, métodos de pré-correção estáveis/precisos e filtro de canal corretamente projetado.
4 - MER e EVM - relacionou esses valores com a C/N e recordou conceitos de OFDM passando pelas modulações QPSK e 16 QAM.
5 - Não Linearidade - Fez análise para um e múltiplos tons. Lembrou que nenhum transistor é linear em toda sua faixa de operação.
6 - Intermodulação - separou as ímpares das pares. Para corrigi-las precisa de pré- correção. O que se deseja? Ajustar o shoulder (ombro) da forma de onda. Usando FPGA pode-se corrigir por software. Listou os benefícios da pré-correção como maior área de cobertura e repetição do sinal.
Alertou para os desafios de manter MER estável, fazer correção automática da pré-correção ao longo do tempo e com a temperatura. Finalizou chamando atenção para o Ruído de Fase que pode ser minimizado gerando o sinal dentro de uma FI e fazer só uma translação. Essa solução agrega valor porque o modulador pode servir para MMDS e TV Digital. Listou os produtos da empresa e a clientela internacional.
SIDNEI BRITO da SCOPUS - apresentou o Painel Novas Tecnologias de Transmissão - Vídeo sobre IP.
SIDNEI é um Palestrante com um forte componente didático. Mostrou como encapsular vídeo em protocolo IP e distribui-lo por uma rede. É uma verdadeira sopa de letras. Tudo começou com o protocolo NCP criado pela rede Arpanet. Depois foi o TCP, que é de transporte, e se transformou na atual Internet em 1981. Surgiu o IP para endereçar o UDP e em 1982 transformou-se em TCP/IP. Em 1996 surgiu o RTP para levar vídeo em tempo real. TCP é protocolo de transmissão, UDP é protocolo sem confirmação de recebimento, RTP é para aplicações em tempo real e IP é protocolo de endereçamento. Qual a seqüência? Recebe o vídeo, comprime e empacota para transmissão. Agora encapsula para enviar e manda para o endereço IP.
Fez contas com exemplo prático. Falou nos problemas com Jitter e perda de pacotes. Explicou os códigos FECs para correção de erros e mostrou a linha de produtos da Scopus.
CARLOS FRUCTUOSO da LINEAR é um Palestrante que tem contribuído muito com a SET para divulgar os cuidados essenciais para colocar um sinal ISDB-TB  No Ar, dentro das normas. É dele a expressão “tem que esquecer tudo que aprendeu”. A sua empresa atua muito fortemente na promoção internacional do nosso ISDB-TB.  Aqui ele falou sobre Multiplexação de Sinais em ISDBT-B  e Inserção de dados Adicionais. Então, na apresentação, ele mostrou o novo que precisa ser aprendido por todos. Apresentou o Multiplexer e a inserção de sinais; como gerar tabelas; como controlar as funções de transmissão incluindo o modulador; como configurar o Closed Caption; quando necessário, como inserir LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais para surdos), DRM, EPG e interatividade. Dedicou especial atenção às tabelas que garantem a recepção. Explicou o PID que permite várias soluções técnicas como bloquear indesejáveis em portas específicas. Lembrou que o Carrossel sobrepõe a imagem e deu dicas sobre Gap Fillers e Redes de Freqüência Única (SFN). Mostrou a linha de produtos da sua empresa prontos para a TV Digital Brasileira.
ERICK SOARES da SONY fechou o primeiro dia do Congresso com o Painel TAPELESS PARA  JORNALISMO
ERICK também já é um Palestrante bem conhecido no meio SET. Ele sempre recorda conceitos básicos e depois explica como eles estão implementados na linha de produtos Sony. Relembrou o cenário da TV Analógica e as mudanças que a Digital introduziu, não só em equipamentos, mas principalmente na necessidade de reciclagem profissional; todos têm que otimizar recursos. Os sistemas têm que ser robustos e seguros (esportes, por exemplo, não pode apagar news). Todos precisam dominar os conceitos de rede; aproveitou para falar que NAS (Network Área Storage) é de baixo custo e para poucos usuários;
NAS-Head  é NAS mais SAN (Storage Área Network). Analisar Codecs isoladamente pode conduzir a erros; precisa incluir BANDA na discussão. Outro aspecto a considerar é QUALIDADE x BIT RATE. O que se deseja? A mesma Qualidade com o menor Bit Rate, ou mais Qualidade com o mesmo Bit Rate. Fez análise dos softwares de compressão AVC Intra para 50 e 100 Mb/s. AVC não contempla todas as features do MPEG2 e 4. Mostrou gráficos para comparar qualidade onde o MPEG-2 Long GOP mostra ser vantajoso. Concluiu que o AVC -I é bom para gravar, mas ruim para editar. A Sony estuda um AVC Long GOP. A partir daí deu a linha de produtos SONY para montar todo o Jornalismo de uma Emissora sem usar fitas. Falou nos servidores Proxy, de baixa resolução, que permite a muitos acessarem ao mesmo tempo. Explicou o Fluxo de Trabalho para toda linha XDCAM. Explicou toda linha de HDV e as câmaras 1440 x 1080. Comparou custo de armazenamento com Banda de rede concluindo ser não linear. Explicou como fazer gravação de Off diretamente no servidor. Comparou CCD com CMOS e analisou as características da linha Sony de LTOs.

No segundo dia do Congresso o primeiro Palestrante foi WILLIAN SAKATA da AGILENT que apresentou o Painel MEDIDAS DIGITAIS nos TRANSMISSORES ISDB-TB segundo a RESOLUÇÃO 486 da ANATEL.
WILLIAN iniciou mostrando o Set-up de medidas determinado pelas normas: TX na carga com acoplador atenuador gerando amostra para o medidor. A referência é 10 MHz. A partir daí Willian explicou todas as medidas chamando atenção para detalhes onde as normas podem gerar dúvidas em quem vai executar as medidas pela primeira vez. Foi explicado como se medem os seguintes parâmetros e as suas tolerâncias;

  • Potência do canal - distribuída em múltiplas portadoras. Tem que medir toda faixa e integrar;
  • Largura de banda ocupada - mede-se a banda de 3 dB ou 99% da potência do canal. A banda é 5.7 MHz. O intervalo de guarda é 1/8. O time interleaving é 200ms. O TX tem que estar no modo Teste;
  • Desvio de Freqüência - 1 Hz na freqüência central das portadoras. Medir 6 vezes, de hora em hora;
  • Medição de espúrias - Na parte baixa até - 15 MHz e acima de + 15 MHz.
  • Medidas das Máscaras - explicou os parâmetros e tolerâncias para Críticas, Sub-críticas e não críticas. A intermodulação é a grande responsável pela não linearidade dos TXS. Se tiver canais analógicos adjacentes é crítica.
  • Ruído de fase - mede a instabilidade dos osciladores locais;
  • MER - mede a taxa de erro de modulação. O mínimo é 30 dB. Quanto maior melhor porque altera a área de cobertura.

Medidas fora da Resolução da ANATEL:

  • Potência de canais adjacentes;
  • CCDF - variação do sinal OFDM;
  • Espectro EVM - mede o Erro/Portadora. É o MER medido em volts. Indica a interferência co-canal. Mede o multipercurso para ajustar o intervalo de guarda.

WILLIAN comentou alguns pontos da Resolução que merecem revisão; deu a ANATEL sugestões de como fazer.
FELISBERTO SILVA da STEP Software é um bom Palestrante que estava sumido dos Congressos SET e felizmente reapareceu em Goiânia. Falou sobre SISTEMAS DE JORNALISMO: CAPTAÇÃO, OPERAÇÃO e MONITORAÇÃO REMOTA.
Apresentou sua palestra em cima de um caso prático implantado no SBT. A cabeça da Rede está em Santa Catarina para onde são enviadas as matérias. O sistema contempla: Armazenamento centralizado; Pesquisa com imagens; Edição direta no Storage; Finalização sem necessidade de renderizar; Capacidade de editar imediatamente; Contagem de tempo estimado e real; News room e Tapeless integrados; Storage com alta demanda sustentável, mas com prioridade em IP e QoS; Controle centralizado e/ou remote dos servidores de teleprompter e palyout; Monitoração 24 horas; Monitoração em tempo real de entradas de matérias e dos canais concorrentes; Visualização de múltiplas imagens locais ou remotas; Armazenamento de pelo menos 60 dias. Explicou os softwares SEND NEWS para contribuição; AVNAS que é o coração do sistema para armazenamento, usa LINUX e RAID5; STEP View para visualização de áudio e vídeo com identificação; INFO News para CEDOC (para a CNN a prioridade é exibição, porque a maioria das matérias morre em 24 horas); VIDEO Logger usado para censura e OPEC (algumas clipadoras também usam); STEP View Lite para entradas em streaming - é individual em PC.
AV News Lite é o coração que controla tudo. É Windows 2003 Server. Trabalha com tecnologia de objetos, usa protocolo TCP-IP. Rodou um vídeo mostrando um operador controlando tudo sem sair da cadeira.
MAURÍCIO MARTINS da ROLAND Brasil apresentou o Painel INFRA-ESTRUTUR de ÁUDIO e VIDEO. Centrou sua apresentação em protocolos, normas e padrões. Entre outros citou USB 2.0 para 470 Mb/s; Ethernet de 10 Mb/s a 10 Gb/s; Áudio de 24 bits amostrado em 48 Khz e com 1.2 Mb/s; Fast Ethernet de 24 bits, 96 Khz, baixa latência e cabo Cat-5. Deu dados práticos sobre comprimento de cabos onde 100metros é o limite para os de rede. A velocidade de propagação nos cabos é de 2/3 da velocidade da luz, ou 200m/µs. Acima desse valor tem que pensar em fibra ótica, onde as Multímodo vão até 2Km, as monomodo até 27Km, mas já tem para 40 km. Citou os produtos da Roland Áudio Communication como mesas, distribuidores, conversores, Sonar 8 - software de gravação, Linha de conectores etc. Usa um protocolo próprio, V-Link, para endereçar Áudio e Vídeo sincronizados. Listou clientes no Brasil.
BRUNO JOSÉ de AMO da ANRITSU falou sobre um assunto muito importante para implantação da TV Digital, principalmente em cidades com relevo irregular: MEDIDAS DE CAMPIO EM REDES DE FREQUÊNCIA ÚNICA. Contou a história da sua Empresa que tem laboratório em São Paulo para aferição de equipamentos. Participa do JEITA (Japan Electronics and Information Technology Industries Association), cujo livro Orange Book dá as dicas de como instalar os transmissores. Deu alguns dados sobre o Japão onde 93% dos usuários já recebem a TV Digital; em 2011 desliga a TV Analógica. Explicou o conceito de SFN (Single Frequency Network) que é um conjunto de Emissora sincronizadas na mesma freqüência. DFN, ou Double Frequency Network, é uma rede com duas freqüências. As vantagens da SFN são claras: economiza local, ganho de recepção e não precisa usar outro canal. As principais desvantagens são: dificuldade para inserção local, baixa eficiência na taxa de bits e planejamento complicado para implantar. As tecnologias para trazer o sinal para o Gap Filler são: Link de micro-ondas (mais caro), Fibra óptica ligando os dois TXs, Próprio sinal da Emissora (precisa de duas antenas, ambas em UHF; uma para receber e outra para transmitir). São dados do projeto: Intervalo de guarda, Isolação entre antenas, atraso dos sinais, sinal interferente e CLI (Coupling Loop Interference); a NHK quer 80dB de isolamento. A sincronização é por GPS, mas o rubídio segura por 24 horas sem ele, com holdover de 72 horas. Deu as características e os parâmetros que o instrumento da ANRITSU mede.

DAVID DUARTE da HARRIS fez uma apresentação sobre AUTOMAÇÃO: Por que?
DAVID orientou sua apresentação nos seguintes tópicos: Aplicação, Arquitetura, Fluxo de trabalho e Atualização do EPG.
Na aplicação estão incluídos todos os equipamentos como VTs, Servidores de Vídeo (porta serial ou Ethernet via API), Mesas (dispensa operador por 24 horas), Matrizes, Logos (bom para TVs por assinatura), Encoders MPEG (para alterar taxa de compressão), Inserts em satélite (no Digital Turn Around pega o sinal do satélite e passa direto para o destino. Os inserts estão em servidor comandado pela automação).
Na arquitetura estão os bancos de dados da automação (Microsoft SQL). O fluxo de trabalho consiste em Armazenar o Play List, Gerenciar o Ingest, buscar, gravar e revisar o material. Tem que gerenciar servidor de vídeo e banco de dados. No Ar tem que visualizar as telas. O Global Media Transfer busca a mídia onde ela estiver. O Air Client translator System controla a aquisição do satélite.
No EPG pode-se ver o que vai acontecer. O fluxo é Tabela de programas, Geração do PSIP, Encoder com banco de dados e TS (Transport Stream). Mostrou as telas do sistema e a linha de produtos Harris. Na visita que fizemos à Emissora foi possível ver o sistema funcionando.
FLÁVIO LONGONI da CIS BRASIL falou sobre PRODUÇÃO DE CONTEÚDO DIGITAL EM AMBIENTE EDUCACIONAL. Usou o case da ESPM de São Paulo para passar os conceitos. Poderíamos resumir a palestra na seguinte frase: Acabaram as ilhas e entraram os servidores com terminal de acesso. O que motivou o projeto? Rapidez, qualidade, quantidade de alunos (mais de 500 em 3 ilhas), falta de conexão entre laboratórios, compartilhamento de projetos e mídias etc. Levou o problema para a NAB e voltou com a solução.
E os benefícios? Ganhos de Produtividade, Comunicação interna, Fluxo de trabalho (nos sistemas Não Lineares edita e sonoriza ao mesmo tempo), Transferências simultâneas, Professores com mais tempo para as aulas, Formação de novos profissionais, Metadados para regras e nomenclatura etc.
E os desafios futuros? Investiram em SD. O que fazer para passar para HD? Suporte para novos formatos. Introduzir novos serviços como transcodificar para web.
Enumerou outros projetos com a mesma filosofia.
JOHNY MURATA da LINE UP trouxe a experiência própria e da empresa com o Painel GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO: Integração Inter-Departamental. A LINE UP é empresa integradora de sistemas; não produz equipamentos, mas sabe instalá-los à prova de erros operacionais quando ocorrem transições bruscas de tecnologias como acontece agora com a TV Digital. Descreveu o cenário atual onde Produção, News, Comercial, Distribuição, Engenharia, Censura, Arquivo, Administração e etc estão todos interligados e precisam interagir On Line e em Tempo Real; mas NO Ar não pode haver interrupções. Usuários com perfis e responsabilidades diferentes têm que compartilhar sistemas complexos; cabe ao projeto absorver as dificuldades para que a operação seja segura e agradável. Um grande desafio é que sempre haverá mais de um fornecedor e eles terão que conversar amigavelmente, quando estão operando. Plataforma única, fluxo de trabalho automatizado, Armazenamento centralizado de mídia, Vocabulário controlado (Thesaurus) e Descrição por Metadados são ferramentas importantes de otimização.
A Solução Enterprise é aberta, versátil, escalável, mais cara e exige mais esforço da engenharia; é para High End. O mercado intermediário fica sem saída.
A Solução Vencedora contempla as necessidades do negócio e inclui Verba, Prazo e RH disponível.
Qual a melhor? Mixar as duas. Deu exemplos de soluções Vencedoras.

Euzebio Tresse
Consultor
16/11/2008     

 

 
 
Elaborado por Solange Lorenzo