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SET 2008 Congresso


27, 28 e 29 de agosto de 2008
Centro de Exposições Imigrantes - São Paulo - SP – Brasil

 
Cobertura - Congresso SET 2008

TV Digital “No Ar” em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Goiânia. Cenário do SET 2008
 
A SET realizou o seu Congresso de 2008, nos dias 27. 28 e 29 de agosto de 2008 em São Paulo. Este foi o primeiro Congresso SET com a nossa TV Digital já “No AR” em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Goiânia.

É difícil fazer qualquer previsão sobre o SET 2009, pelo crescimento surpreendente que e atinge a cada ano. Acredito que o nosso Diretor de Tecnologia, RAYMUNDO BARROS, ganhará alguns cabelos brancos para resolver essa inequação chamada GRADE DE PROGRAMAÇÃO do Congresso SET. É Inequação porque não usa sinal de igual, mas sim os símbolos de Maior e Menor (> , <).  Ela é sempre Maior do que o STAFF pode gerenciar e sempre Menor do que os Associados desejam/precisam.

Foram cinco auditórios, três dias e três palestras por auditório, por dia. E, com um insert mágico, Olympio conseguiu colocar dois Workshops “embedded”  na grade:

o primeiro da PRIMOTECH21 permitiu aos participantes meterem a mão na massa para aprender usar o Multiplexer e principalmente configura-lo. QPSK, DPSK, QAM, Intervalo de Guarda, Tabelas e outros termos eram repetidos a toda hora.

o segundo, promovido pela AGILENT, onde era possível exercitar as medidas de todos os parâmetros de uma transmissão ISDB-TB. Discussões sobre MER, BER C/N, EVM, Freqüência e Fase, ACP, HPA, Diagrama de Constelação e Resposta das Máscaras foram alguns pontos analisados.

Junto com o Congresso, o Fórum SBTVD-T (Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre) realizou, no dia 27/08, o terceiro dia do “Workshop Brasil-Japão” onde Japoneses e Brasileiros trocaram experiências sobre a implantação da TV Digital nos dois países. Ficou muito claro como duas culturas tão diferentes se ajustaram para fazer do ISDB-T um bom negócio para ambos os países.
Mas qual foi o Background  para as apresentações? Claro, só poderia ser o SBTVD-TB, o nosso Sistema de TV Digital, reconhecido por todos como o melhor do mundo; pelas informações que temos até o momento, nem o chinês, que ainda não está pronto, conseguirá nos suplantar; poderá, no máximo, igualar.
A grandiosidade chegou até as nossas Diretorias Editoriais e Executivas, que montaram uma equipe de Jornalistas, Professores e Alunos de várias Universidades para fazer o “as built” do evento. Esse trabalho permitirá a todos – mesmo aqueles que estavam presentes, porque não seria possível estar em cinco salas ao mesmo tempo – obter as informações necessárias para o seu dia-a-dia profissional.
Outro destaque foram as representações de países da América do Sul. LISANDRO SALAS Secretário de Comunicações da Argentina, MANOEL CIPRIANO PIRGO do Peru, FABIAN LEONARDO JARAMINO PALÁCIOS e ANGEL GUSTAVO ORNA PROAÑO do Equador acompanharam os painéis e visitaram a feira. Puderam ver e ouvir que a TV Digital Brasileira não é virtual; ela está No Ar. Os representantes do Japão, TSUYOSHI YAMANAKA da TV Chukyio, KOJI OSAKI da NHK e TADAAKI YOKOO da ARIB puderam comprovar como o ISDBT está No Ar, sem problemas. Participantes europeus e norte-americanos eram facilmente encontrados nos Painéis e/ou Feira.

A solenidade de abertura teve à mesa as seguintes autoridades:

HÉLIO COSTA
– Ministro das Comunicações
LISANDRO SALAS – Secretário de Comunicações da Argentina
ANDRÉ BARBOSA – representante da Casa Civil da PR
ARA  A. MINASSIAN -  representante da ANATEL
TADAAKI YOKOO - ARIB (Japão)
DANIEL SLAVIEIRO - Presidente da ABERT
AMILCARE DALLEVO – Presidente da ABRA
MANOEL RANGEL – Presidente da ANCINE
ROBERTO FRANCO – Presidente da SET  e do Fórum SBTVD
LILIANA NAKONECHNYJ – Vice-Presidente da SET. Mas na Assembléia Geral do dia 28/08 ela assumiu a Presidência da Sociedade
FERNANDO PELÉGIO – Diretor de Eventos da SET. Foi o Mestre de Cerimônias e conduziu a cerimônia de abertura.

DANIEL SLAVIEIRO, Presidente da ABERT, abriu a solenidade lembrando que em dezembro a TV Digital completará um ano de sucesso. Destacou o fato de em Goiânia terem sido vendidos 1.120 Set-top Boxes, no dia seguinte ao lançamento da TV Digital na cidade. Informou sobre o andamento do Rádio Digital. Agradeceu aos representantes da Argentina, Peru, Equador e ao Ministro Hélio Costa pelo empenho na implantação da nossa TV Digital. Ressaltou a credibilidade da SET em âmbito federal.
AMILCARE DALLEVO falou pela ABRA e parabenizou a todos pela escolha do ISDB-TB. Lembrou que temos hoje o melhor sistema de TV Digital do mundo, mas os críticos não conhecem o fenômeno das Transições (1). Contou a história do Rádio que teve a primeira transmissão em 1922 com somente 80 receptores. Aposta no HD Sat Brasil para integrar o país, e disse que já tem Set-top Box com duas entradas: uma para Satélite e outra para antena de UHF. Acredita que a TV Digital precisa ampliar a sua divulgação. Provocou risos na platéia contando a história de uma pessoa que veio a São Paulo, assistiu HDTV e não queria voltar para Dourados (sua residência) porque lá ainda não tinha TV Digital (2).
MANOEL RANGEL da ANCINE lembrou que em paralelo e em parceria com o Congresso SET ocorria a FIICAV, evento de Cinema e Audio Visual, mostrando claramente a convergência das mídias. É o espaço ideal para a nossa criatividade mostrar o seu talento. A TV digital integra todo o país. Elogiou o Ministro Hélio Costa pelo empenho na implantação da TV Digital no Brasil.
ANDRÉ BARBOSA da Casa Civil agradeceu aos representantes da Argentina, Peru e Equador. Elogiou a radiodifusão por termos a melhor TV do mundo, premiada com a nossa cultura. Elogiou o papel do governo na escolha do ISDB-T e lembrou que agora o desafio é “O encontro da linguagem com o público”. A TV aberta cobre 98% do território nacional e quem a critica, ou é corporativista, ou defende interesses financeiros. Parabenizou a SET, inclusive por ter obtido indexação internacional.
ROBERTO FRANCO, que deixa a Presidência da SET, agradeceu a todos os presentes, nacionais e internacionais, fez um retrospecto dos 20 anos de existência da nossa Sociedade, desde as primeiras reuniões quando se buscava junto ao Governo Federal autorização para produzir em NTSC nos Estúdios e exibir em PAL- M. O cenário político era diferente, mas a SET se adequou e foi abrindo espaço para ser referência na atividade. A SET atende a todos, mas decide respeitando as partes. Em 1979 surgiu a Revista, em 1982 o SET-News, em 1986 apareceu o site, em 1991 o primeiro SET e trinta, em 1997 o primeiro Regional em Manaus, a SET se aproximou da Academia e em 2006 obtivemos o registro internacional de publicações cientificas e em 2008 fizemos, junto com o SINDVEL, o Primeiro Pavilhão Brasileiro na NAB. O reconhecimento internacional nos dá força para enfrentar o século XXI. Lembrou que 97% da população têm acesso à TV e o Brasil tem mais Televisores que geladeiras. A convergência é inevitável e melhorará a vida dos consumidores. O Engenheiro se sustenta na viabilidade. O próximo desafio é implantar o Rádio Digital. Elogiou o Ministro HÉLIO COSTA, a MINISTRA DILMA e o PRESIDENTE LULA pelo apoio na hora de colocar a TV DIGITAL No Ar. A parceria Público-Privada colocou a TV Digital No Ar. Citou todos os Ex-Presidentes: ADILSON PONTES MALTA, CARLOS EDUARDO DE OLIVEIRA CAPELLÃO, FERNANDO MATTOSO BITTENCOURT FILHO, JOSÉ MUNHOZ e OLIMPIO JOSÉ FRANCO. Desejou sucesso e boa sorte para LILIANA, a nova Presidenta da SET. Para fugir da emoção, escreveu o último discurso (3).
Ministro HÉLIO COSTA encerrou a solenidade elogiando os membros da mesa e agradeceu a presença das comissões estrangeiras. Parabenizou o trabalho do Roberto Franco, na SET e no Fórum dizendo que a sociedade e a radiodifusão brasileira só poderiam agradecer o seu trabalho. Lembrou que é o terceiro ano em que ele comparece ao Congresso da SET e fez uma reflexão dizendo que o ISDB-TB não foi uma decisão governamental, mas sim de mais de 1200 profissionais que abonaram a escolha. Até os críticos reconhecem o sucesso da TV Digital. Os Set-top Boxes baratos vendem todo o estoque que as lojas disponibilizam. Como 80% dos assinantes de TV a cabo, o fazem por motivo de qualidade técnica, a TV Digital veio resolver esse problema. Quer o ISDB-T na América do Sul porque o mesmo não deixa legado e amplia o mercado. Está vendo pouca propaganda nas lojas. A convergência exige modernidade dos radiodifusões. A TV Analógica precisa explicar a TV Digital. Quando se vende mais PCs que Televisores é sinal que falta algo. Citou o fato de que nos EUA 30% das residências ainda não recebem TV aberta. Os CRTs estão sendo aposentados e o faturamento das telas de Plasma e LCD, fabricados em Manaus, já representa 60% do mercado de TV. Apresentou a situação atual do Rádio Digital dizendo que ele precisa ter mais qualidade que o analógico, não há como deixar trechos sem recepção e tem que atender AM e FM. Encerrou citando um Professor americano da universidade onde estudou “Publish or Death”,ou seja , “deixe uma obra ou morra”. A Digital é a Obra (Vida) e a analógica a Morte. O Ministro Hélio Costa é considerado o padrinho da nossa TV Digital.

Quanto aos Painéis assisti poucos e coordenei dois. Fiquei contente de ver a nossa Academia completamente integrada ao mundo televisivo. O Painel sobre MPEG4, coordenado pela CARLA PAGLIARI, Professora do INSTITUTO MILITAR DE ENGENHARIA foi um bom exemplo dessa mixagem. Foram Palestrantes RICARDO L. QUEIROZ da UNIVERSIDADE DE BRASILIA, ANDRÉ RODRIGUES da HARRIS, GUILHERME C. BRANCO da PHASE ENGENHARIA que representa a TANDBERG, MARCELO AMOEDO da STI e TAMIHIKO OGAWA da NTT Electronics.
Ficou muito claro no Painel como o conhecimento científico do produto, junto com a capacidade industrial das empresas, trás para a operação a segurança que ela precisa para garantir uma transmissão sem descontinuidades. Enquanto a Academia quer usar os equipamentos com todos os recursos disponíveis no software de compressão, a indústria os libera progressivamente. O resultado prático é que a nossa imagem vai melhorar. Compararam os MPEG 2 e 4, e ficou clara a superioridade do 4 em relação ao 2. Compressão eficiente (usa ¼ de pixel na compensação de movimento), Blocos de tamanho variável, Recursos de Profile e Nível para garantir a interoperabilidade, Pré processamento com filtros, Latência em queda, Filtros De-Blocking (evitam o efeito de formar blocos na imagem), Aplicações em contribuições via satélite, terrestre ou web, Comparação da S/N para várias taxas de bits (no MPEG4 e 2) e  Suporte a múltiplos formatos foram algumas características discutidas. Codificar em tempo real ainda não é fácil; precisa-se de estudos mais profundos. É necessário abrir as configurações para os operadores, mas somente depois de um bom treinamento.

Outro Painel que assisti foi DRM – Proteção de Conteúdo Digital no Brasil, Japão e Estados Unidos. A Coordenadora foi IOMA de CARVALHO do FÓRUM SBTVD e da TV GLOBO. Os Palestrantes foram: YOUJI ITAGAKI da FUJI TV Japão, ROBERTO FARIAS da TV GLOBO e BILL ROSENBALTT da GIANT STEPS MEDIA TECHNOLOGY STRATEGIES dos EUA. Esse é um assunto polêmico e não resolvido em todo o mundo. É necessário proteger o conteúdo contra a ilegalidade. Os Palestrantes descreveram as ferramentas aplicadas nos seus países, mas nenhuma é considerada perfeita. O Japão trabalha com CA (Conditional Access) e o Set-top Box libera com Smart Card (B-CAS card). Aí vira primeira geração (Copy once) que não pode ser distribuído fora da casa. A TV paga também é Copy once. Tem também um sistema para copiar 10 vezes. Levy System é outro sistema para compensar os direitos do Autor. O consumidor paga por essa proteção, as Sociedades recolhem e distribuem. Vários países europeus adotam: Alemanha, França, Áustria etc. A Copy Right Law tenta eliminar o ilegal, mas não consegue.
ROBERTO FARIAS da TV GLOBO veio com uma visão muito prática de DRM.  Discutir pirataria não é agradável. Por que ter direito de copiar coisas dos outros? Mostrou imagem dele, de um helicóptero voando dentro de túnel que foi copiada várias vezes no exterior. Ele não pode fazer nada. Não pode ter lei feita pelo Congresso que permita cópias ilegais. Pirataria garantida por lei é crime (4).
BILL É a primeira vez que vem ao Brasil e agradeceu a todos. Apareceu com uma visão mais realista. DRM dificulta, mas não impede. Procura seguir a dinâmica do mercado. Explicou as proteções adotadas no país onde muitas são iniciativas das próprias empresas. Citou Microsoft, Apple, TIVO e a Open Móbile Alliance que é para música, mas serve para TV Móvel. Para a TV acredita que criptografar o link é melhor que acesso condicional. Os fabricantes de receptores não querem gastar mais dinheiro. O consumidor, no seu endereço quer ver qualquer coisa em qualquer dispositivo. Comentou o Broadcast Flag proposto para proteger cópias da TV Digital; foi aprovado pelo FCC, cuja autoridade para decidir nesse assunto foi questionada. Falou no HDCP (High Definition Copy Protocol) que junto com o HDMI (High Definition Multimedia Interface - http://encyclopedia.thefreedictionary.com/High+Definition+Multimedia+Interface )                           formam a proteção de conteúdo proposto pelo FÖRUM, para os programas em Alta Definição; a idéia é o Copy Once , ou seja, é permitida somente uma cópia do que for transmitido em HD. O restante é Copy free, isto é, pode-se copiar livremente. A decisão é do Governo Federal.
JOSÉ DIAS da TV Globo coordenou o Painel Esteroscopia na TV – A Nova Onda. Esse é um assunto palpitante porque a terceira dimensão na tela plana muda o modelo de negócio não só da TV, mas também do cinema e da publicidade em geral. Os Palestrantes foram HANS HULMER da Absolut Technologies e RENATO SECCO da Philips. DIAS contou a história do 3D e lembrou que os primeiros óculos causavam mal estar e dor de cabeça nos espectadores. Mostrou um Clip do YOU TWO. Produzir e editar em 3D ainda é complexo. Hoje já é possível ver TV 3D em casa com produtos comerciais. Acredita que os jogos (games) alavancarão a tecnologia.
HANS contou a história da sua empresa que é uma incubada pela Universidade da Bahia em parceria com um Instituto de Tecnologia de Berlim, que produz Displays 3D. Iniciou em 1998 e hoje é referência em monitoração 3D para área de petróleo. Deu outros exemplos de aplicação em salas de aula, de monitoração, de engenharia e uma caverna de 6 lados. Concluiu que o cinema será 3D em casa. A seqüência para produzir é: Capturar – Representar – Transmitir – Codificar – Mostrar (Display). A captura é com múltiplas câmaras (os avatares usam 24) para duas imagens. Usam Laser scanners e a visualização é feita com óculos anaglíficos (5). Os monitores são auto-estéreo ou holográficos. Por que 3D? O mundo é assim e o cérebro também processa em três dimensões.
RENATO mostrou a estrutura mundial da Philips e quer dar forma comercial para a tecnologia. Lembrou que a fotografia tem 150 anos, o cinema 80 e quer converter a TV 2D em 3D e em tempo real. Vê B2B, Digital Signage e Propaganda como os principais usuários no curto prazo. Já tem aplicações, mas falta escala. Se a imagem é 3D o usuário dobra o tempo de observação. Explicou a tecnologia sem óculos que usa lentes sobre os pixels e tem os sensores RGB em forma de X. Quanto mais branco melhor. Tem um Videowall em HD com um Key em 10% para destacar os vários planos. Acredita que o conteúdo cria diferencial, mas produzir em 2D é diferente de 3D. Os autores precisam conhecer a tecnologia antes de  escrever. Em Belo horizonte existe uma agência com núcleo para criar só em 3D. A PHILIPS tinha na sala um Televisor 3D que dispensa os óculos anaglíficos, mas o espectador precisa mexer a cabeça para achar a terceira dimensão; a resolução também é reduzida.
NELSON FARIA da SET e TV Globo moderou o Painel CINEMA DIGITAL – Câmaras de 35mm para Cinema Digital e Produção de TV em Alta Definição.
Foram Palestrantes DHANENDRA PATEL da SONY/USA, NACHO MAZZINI da ASSIMILATE Inc/Argentina, VLADE LISBOA representante da Assimilate no Brasil, CELSO ARAÚJO da SET e TV GLOBO, TUCA MORAES Diretor de Fotografia da REDE GLOBO e DAVID STAM da ASC/USA. Aqui o foco foi a comparação CCD (Sony) e CMOS (RED). O representante da SONY detalhou as características das F23 e F35 destacando o acréscimo do espaço de cores e a boa resposta de preto; pode captar e exibir em várias velocidades. NACHO deu o Data sheet das câmaras RED (CMOS) que começou nos jogos (games) e agora chegou ao cinema. Usa vários formatos, é 4K, precisa de resfriamento dos sensores e citou os clientes brasileiros. Deu ênfase no software de edição DI (Scratch Digital) com todos seus recursos. VLADE deu uma demonstração de como usar o SCRATCH, cuja saída pode ser cine ou vídeo. DAVID já fez vários filmes e focou no uso das RED. É especialista em digital. CELSO comentou os resultados dos testes feitos com a câmara SONY e TUCA explicou como foram iluminadas as cenas para os teste.
FERNANDO BITTENCOURT da SET e TV GlOBO preparou o Painel IP ou não IP?
MARCELO BECHARA do Ministério das Comunicações, JOSÉ FELIX da NET, ANTONIO MAIA da SET e MÁRIO BAUMGARTEN da NOKIA foram os Palestrantes. Fernando sempre faz um debate provocativo para mostrar que a convergência das mídias é real, mas o modelo de negócio no futuro é imprevisível. TV Aberta, TV por Assinatura, Telefonia Móvel e Fixa, Banda Larga, 3G, IPTV, Digital Signage, Triple Play, Quad Play e qualquer outra plataforma que surgir terá sua tecnologia completamente dominada, mas o conteúdo que ela vai transportar dependerá sempre de muita negociação.
FÉLIX da NET apostou no Triple Play, mas a tecnologia mudou duas vezes em um ano. Aposta em Conteúdo digital, Interativo e em Alta Definição. A banda larga tem que estar sempre aumentando a velocidade.
MÁRIO acredita na convergência sobre IP porque vai unir Telecom, Mídia e TI. Deu números do cenário internacional em termos de investimentos, mas o processo de convergência é passo a passo porque os investidores não vêem claramente o futuro dos negócios. Acredita que IP é a forma mais barata de convergência. As redes interativas têm que subir a velocidade em 100 vezes sem aumentar o custo. IP só será solução se for ubíquo. Tem que ofertar N-Play para atingir o círculo virtuoso. Comentou as mudanças no mercado com o fim do Monopólio Estatal. Pessoal de TI não é visionário, mas eles são competentes no que fazem. Radiodifusão precisa expandir, mas não está bem discutida ainda. Como convergir no Brasil? As teles fixas e móveis já se juntaram, mas para o N-Play precisa de uma regulamentação que produza o GANHA-GANHA.
ANTÔNIO MAIA deu o cenário internacional do mundo convergente onde o vídeo na web cresce assustadoramente (6), com experiências diferentes e a forma é facilitada. A TV Digital será catalizadora. You Tube apostara em qualidade. A super banda larga muda a forma da interatividade. Não se sabe como pagar por esses serviços; este é mais um desafio. A nova geração (7) não vive sem convergência. O produtor de conteúdo quer ver seu produto em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dispositivo.
MARCELO BECHARA trouxe a visão governamental da convergência. Fez um breve histórico da evolução tecnológica que, a partir de 2000, não deixou os cortes visíveis. A legislação tem velocidade mais lenta. A regulamentação precisa ser independente e inteligente; só será útil se garantir a competitividade. Hoje a web já ultrapassou, em receitas, os Outdoors e falta pouco para ultrapassar o rádio. A IPTV tem custo por audiência, está com a legislação enrolada e tem qualidade variável. Na TV aberta o custo não depende da audiência e a qualidade é constante.  Finalizou dizendo que analógico é “Couch Potato” e Digital é Interatividade.
Pelo que percebi nos debates a mesa deseja regulamentação mínima.

Finalizando minhas observações sobre o que pude acompanhar vou comentar os dois Painéis que coordenei. O primeiro foi na parte do ACADÊMICO-CIENTÍFICO onde tive o prazer de ver como a nossa inteligência científica acordou para a mídia TV Digital. Como foi bom ver 

LAURO H. P. TEIXEIRA, da TV Aparecida, explicar como se faz uma grade para TV Aberta e com interatividade.

MARCELLO AZAMBUJA e RAFAEL PEREIRA da GLOBO.COM destrincharem as plataformas para distribuir vídeo pela internet.

Professor ROBERTO FONSECA da USP mostrar como se avalia cientificamente a qualidade de uma imagem transmitida digitalmente.

MARCOS CAROZZA e FÁBIO CASSOTTI da ANATEL falarem de DRM chegando a nível de bits e dando exemplos.

O Professor RENATO MARJA do CPqD explicar a modulação COFDM de ponta a ponta.

O Professor CÉLIO VASCO da UTFPR-PR apresentar o trabalho de cobertura da TV Digital na Região Metropolitana de Curitiba. A equipe que fez o trabalho estava presente para ajudar em alguma intervenção da Platéia. Foram eles: JOSÉ F. REHME da RPC/PR, RUTH MARTINS da RPC/PR, ALEXANDRE P. POHL da UTFPR-PR, ELIAS AGOSTINHO da AERP/PR e KEIKO V. FONSECA da UTFP/PR. Esse painel foi um belo exemplo da parceria Público/Privado/Acadêmico.

O segundo Painel que coordenei foi uma novidade porque nunca tinha sido abordada no Congresso. O tema foi LIXO ELETRÔNICO – O QUE FAZER? Quais as motivações para esse assunto? Basicamente duas:
-no Congresso de 2007 coordenei um Painel sobre Perguntas e Respostas sobre o ISDB-TB  . Alguém na platéia perguntou como reciclar TRCs. A mesa, embora composta de especialistas em todas as áreas da TV Digital, não soube responder. Na época pedi desculpas por não ter convidado ninguém do Ministério do Meio Ambiente.

em junho deste ano um empresário de Barbacena convidou-me para visitar as novas instalações da sua empresa. Ele construiu um depósito de aproximadamente 60m³ para armazenar TRCs queimados e me perguntou: “O que faço com isso?” Eu não soube responder e ele pediu “Coloque em discussão no Congresso da SET”. Foi atendido.

Convidei para falar os seguintes Profissionais que atuam no mercado de reciclagem do lixo eletrônico no Estado de São Paulo:

ANTÔNIO CASTRO BRUNI da CETESB

EDGAR HÉCTOR GARCIA da ATIVA RECICLAGEM

VANDERLEI C. MENEGUETI e  SIMONE KENDO da LORENE

FÁTIMA SANTOS da FAARTE.

Com esse grupo de especialistas em reciclagem, a pequena, porém interessada, platéia pode saber o estado da arte em reciclagem de produtos eletrônicos em geral, a saber: TRCs com Edgar da Ativa Reciclagem www.ativareciclagem.com.br , Placas de circuito impresso em geral com a Lorene  www.lorene.com.br , Pilhas, baterias, CDs e DVD com a FAARTE.  www.faarte.com.br . Quanto ao BRUNI, que abriu o Painel e equalizou os conhecimentos mostrando a política de reciclagem de São Paulo, bem como as oportunidades de negócios que a atividade proporciona, agradeço em nome da SET e em meu próprio o apoio para montar o Painel. Praticamente ele escolheu a mesa a partir da minha definição de como foi imaginado o Painel. Aproveitou para descrever um projeto de sua autoria para reciclar PCs com Monitores e Impressoras que foi premiado internacionalmente. O Painel foi na sexta e no sábado ele foi para a Itália receber o prêmio. Vejam alguns dados interessantes sobre reciclagem em geral:

1. A DELL tem programa de coleta de computadores usados, está no site dela.
2. Veja os  10 Mandamentos do Grenpeace no site abaixo: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL87082-6174,00.html#confira
3. A NOKIA faz programa de reciclagem/ recolhimento de seus celulares e baterias.
4. Consulte o Guia dos eletrônicos verdes do Greenpeace.
5. O Presidente da República assinou na semana anterior ao Congresso Lei/ decreto para controle das Indústrias em reciclagem/aproveitamento de Lixo Eletrônico.
6. O Exército da Salvação realiza interessante trabalho de coleta para doação. Aceita tudo: máquinas, roupas, eletrônicos etc. Você telefona, eles marcam data e horário, mandam caminhão buscar e assinam recibo do que levaram (em termos de empresa isso é importante para baixa contábil). Fazem uma pré-seleção.
7. O programa Green  Partnership da Sony com os seus fornecedores para Lead Free Soldering (Solda sem chumbo).
8. As CASAS BAHIA e a BRASTEMP criaram um programa de Logística Reversa onde ao entregarem seus produtos nas casas dos compradores trazem de volta toda a embalagem. Esses materiais são entregues para ONGs que os comercializam, tornando-se assim matérias primas novamente.
9. A ACCENTURE, firma de Consultoria e Outsourcing  lançou o programa Accenture Green Technology Suite, conjunto de ferramentas para ajudar as corporações em seu planejamento ambiental. “Como trabalhar sua pegada de carbono” – A partir do diagnóstico, sugere melhorar o gerenciamento de TI. Dá dicas para economizar energia.

E a feira BROADCAST & CABLE? Seguiu o Congresso e foi maior e melhor do que em 2007. Além dos estandes, Havia toda infra-estrutura de apoio aos Expositores. Não vi ninguém reclamando. Sexta-feira, último dia, quase 19:00 horas, e os estandes continuavam recebendo visitas. Outro ponto de destaque foi o Layout que desacoplou os auditórios da área de exposição. Se conseguisse criar um Fator de Escala econômico-financeiro arriscaria dizer que a nossa Feira estava comparável à da NAB 08. 

Destaque do Congresso? A participação massiva do nosso mundo Acadêmico-Científico para trabalhar com a nossa TV Digital. Essa parceria acelerará a implantação da TV Digital em todo país. Será mais fácil que a transição do Preto e Branco para as Cores. Destaco também a participação dos representantes da Argentina, Peru e Equador que estão ainda estudando para escolher o sistema de TV Digital mais adequado para a realidade deles. Esperamos que escolham o ISDB TB.
Registro também o Congresso da ANCINE/FIICAV que, em paralelo com o Congresso SET, discutiu Cinema e Áudio Visual nesse mundo convergente.
Destaque da Feira? O estande do Fórum do SBTVD-T. Estrategicamente colocado no corredor de acesso à Feira, virou ponto de passagem obrigatório. Foi como um sexto Auditório para Palestras, tamanha a procura. Além de mostrar os principais produtos dos membros do Fórum, foi também um ponto de Tira-Dúvidas. Eu mesmo respondi muitas perguntas de visitantes. Os críticos da nossa TV Digital ficavam abismados quando viam a Interatividade funcionado com os aplicativos da HXD para GLOBO, RECORD e SBT e da TQTVD para o SBT. E todos os aplicativos foram feitos com GINGA NCL e LUA.
Os Set-top Boxes funcionavam perfeitamente, o que mostra a robustez do nosso sistema como um todo.
Junto com a B&C tivemos a feira da FIICAV – Feira Internacional da Indústria de Cinema e Áudio Visual. É o mundo da multimídia em um único dispositivo; o diferencial é no conteúdo e não na tecnologia. 

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Euzebio Tresse
Consultor
Setembro 2008    

                    

(1) – Transições não são definidas nem nas ciências sociais, nem nas exatas. Nascer, morrer, casar, ter o primeiro filho, o primeiro emprego etc, são fenômenos que fogem ao nosso controle em relação às emoções. Nas ciências exatas um bom exemplo é a tecnologia digital que usa uma seqüência de bits, mas ninguém sabe exatamente o que existe entre dois bits quaisquer; os Engenheiros resolveram esse problema dizendo que entre eles há ruído, mas fora da engenharia a explicação é vaga.

(2) – Eu também presenciei um fato semelhante. Uma pessoa assistiu a um jogo de futebol em HD e depois não consegue mais ver uma partida em SD.

(3) – O ROBERTO FRANCO escreveu o discurso para não se emocionar. Não funcionou e ele chorou. Essa é a SET, um dos poucos lugares que conheço onde se pratica Engenharia verdadeira. Parabéns ROBERTO. A sua emoção contagiou a todos nós. Você escreveu seu nome na História da TV Brasileira.

(4) – Concordo com o Roberto. Pirataria não se resolve com tecnologia, mas sim com Polícia Profissional.

(5) - Anáglifo em artes plásticas é obra gravada a cinzel (ferramenta manual que possui numa extremidade uma lâmina de metal muito aguçada em bisel – chanfrada- usada para entalhar ou cortar madeira, ferro, pedra etc; o cinzel para madeira chama-se formão) em baixo relevo. Em fotografia é uma figura que combina duas imagens fotografadas de pontos de visão diferentes, impressas em cores contrastantes (geralmente vermelho e ciano) e que, vistas através de óculos especiais (anaglíficos), dão a ilusão de profundidade e relevo.

(6) - Em outros Painéis essa informação foi repetida.

(7) - É a YPG (Young People Generation), ou  Geração 5.4, que consegue assimilar mais de 5 mídias ao mesmo tempo, enquanto as Gerações dos seus Avós/Pais é 1.7, ou seja, não consegue assimilar mais de uma mídia. A YPG fala no celular, baixa arquivo no Lap top wireless , ouve MP3, vê TV e lê jornal ao mesmo tempo.  

 

 
 
Elaborado por Solange Lorenzo