Congresso SET2005
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CONGRESSO SET 2005
Será que surgiu uma luz no fim do túnel para TV Digital?
Autor: Euzébio Tresse
 
 

Está cada vez mais difícil, para quem participa do Congresso SET, aumentar a produtividade em termos de conhecimentos adquiridos, em quaisquer aspectos que se olha: tecnológicos, gerenciais, negócios etc. Ao examinarmos a grade sentimos a necessidade de estar em 2 ou 3 lugares ao mesmo tempo. Como a tecnologia digital ainda não resolveu esse problema, o que fazer? Só vejo uma saída: colocar dois colegas de trabalho um em cada sala até o fm do dia.
O Congresso deste ano, teve os seguintes patrocínios:
OURO das empresas SBT, REDE GLOBO, CIS-BRASIL e SONY;
PRATA das empresas ARTSUM, EMBRATEL, MEGATRAX, NEWS SKIES SATELLITES, PANAMSAT, STAR ONE e VICTOR do BRASIL;
BRONZE das empresas 4S INFORMÁTICA, IRDETO ACCESS, OREON BROADCAST e THOMSON MULTIMÍDIA.
Como de praxe, o Congresso começa com a solenidade de abertura tendo as seguintes autoridades à mesa: JOSÉ PIZZANI DA ABERT, ROBERTO MARTINS E JOANILSON FERREIRA DO MINISTÉRIO DAS COMUNICAÇÕES, JOHNY SAAD DA ABRA, ELIFAS AMARAL DA ANATEL, ROBERTO FRANCO PRESIDENTE DA SET, OLÍMPIO FRANCO DIRETOR DE TECNOLOGIA DA SET E FERNANDO PELÉGIO DIRETOR DE EVENTOS DA SET que conduziu a sessão. Destaquei os seguintes pontos da abertura:
- Elogios ao atual Ministro das Comunicações, Senador Hélio Costa, que por ser “do ramo” está imprimindo uma visão profissional, mas também humanística, às atividades do Ministério das Comunicações;
- Os benefícios que o evento traz para os Órgãos Reguladores que necessitam estruturar a Convergência de Negócios (a tecnológica já está pronta há mais de 10 anos) das mídias;
- Já está no forno uma nova lei de comunicação de massa/eletrônica;
- O Congresso reúne talentos que sabem usar a tecnologia holisticamente;
- Um certo apoio oficial às Rádios Comunitárias e uma negligência com as comerciais preocupam os profissionais do setor. E já se fala em TVs Comunitárias;
- O Brasil precisa expandir suas empresas privadas e colocá-las com visibilidade mundial;
- A convergência das mídias precisa ter legislação diferenciada, porque Broadcast é diferente de Telecomunicações. A conta da produção tem que fechar;
- A grade das TVs assinadas precisa ser repensada em termos de balanceamento de conteúdo (nacional X estrangeiro). O 1° mundo cuida muito bem disso;
- A convergência precisa ter foco no usuário;
- ANATEL e Ministério das Comunicações serão complementares;
- Regulamentar é respeitar o direito de todos;
- Elogiada a reunião das Redes de TV Aberta com o CPqD. O governo não vai impor nada, mas quer resultados e não vai alterar o cronograma sobre a TV Digital, cuja decisão sairá em fevereiro de 2006. A solução tem que vir dos contribuintes que operam o negócio;
- Todos os testes estão liberados;
- A divergência é o melhor caminho para se obter consenso;
- A mesa lançou um grande desafio para que todos desenhem um cenário para os próximos 10 anos sobre “Que negócio é esse chamado Convergência das Mídias”
Neste ano a SET voltou com a discussão sobre BUSINESS e o CLÁUDIO YOUNIS (SET e Eletro Equip) fez na sala “retangular” uma “mesa redonda” que discutiu Convergência das mídias, Estratégias e Tendências de negócios para as mídias eletrônicas. Cláudio trouxe uma equipe de peso constituída pelos seguintes profissionais: ANTÔNIO JOÃO (VIVAX), RICARDO MIRANDA (SKY TV), ROBERTO FRANCO (SET e SBT), JOHNY SAAD (ABRA e Bandeirantes) e DEMERVAL GONÇALVES (Record). Discutiu-se modelo de negócios sem esquecer a tecnologia. Percebi os seguintes High lights: PVR e VoD são conceitos que precisam chegar ao fim da linha; Protocolo IP deve ser a mídia convergente; A demanda reprimida é grande e os bons produtos serão sempre bem aceitos; A falta de escala no negócio limita a grade de programação; Os novos displays (principalmente os domésticos) estão exigindo mais cuidados técnicos, principalmente na compressão; O Guia de Programação é uma ferramenta de interatividade que precisa estar disponível para todos; A interatividade é a grande ferramenta do usuário porque ele não vê TV, mas faz a sua grade de programação; Cabo, MMDS e DTH não têm restrições de canalização; Quem tem banda larga é alvo das operadoras de TVs pagas; Triple play e Four play precisam de atenção porque telefone é pago e TV aberta é livre; Anúncios poderão ser personalizados; Na telefonia permite-se 100% de capital estrangeiro e no broadcast somente 30% (logo há um desequilíbrio); As emissoras de TV já estão digitais, mas a transmissão está parada no Governo Federal; O negócio patina há quase 20 anos (digitalizar uma planta é simples, mas pagar a conta não); 70% da audiência das TVs pagas é das TVs abertas (isso define o conteúdo); HD na TV paga só com conteúdo nacional e, finalmente, a mais importante de todas as colocações que é a indefinição política da digitalização, pois a mesma coloca o nível estratégico das empresas de pés e mãos amarrados.
Mas o primeiro dia do Congresso tratou também de tecnologias e tivemos os seguintes temas:
1 - LEONEL DA LUZ (SET e DYNAMIC/SP) – montou um painel sobre Arquiteturas de Sistemas Não Lineares para Jornalismo e Formatos de Arquivos. PAULO TURNER da OMNEON/USA, EDEL GARCIA/LEITCH-CANADÁ, CÍCERO ASSIS/VIDEODATA e TELESTREAM, JAIME FERREIRA/THOMSON – GRASS VALLEY e SERGIO CASTILLO da AVID mostraram seus produtos, deram dicas de projetos e operação, explicaram diagramas, chamaram atenção para os protocolos de IT, ensinaram como gerenciar banda passante, lembraram que precisa de integração com Automação e o foco é a Flexibilidade; e finalmente mostraram como Japão, Alemanha e Austrália já reproduzem em HD, independente do formato original.
A escalabilidade dos formatos impressiona (contei 20). Sugeriram manter o formato nativo do produto e depois empacotar como Áudio, Vídeo e metadata. Para quem esqueceu, o workflow foi lembrado novamente. Capturar, editar, exibir e arquivar continua sendo o desafio do jornalismo. Em resumo pode-se dizer que existem diferentes arquiteturas para quaisquer necessidades. Todos têm soluções flexíveis na arquitetura, nos formatos e nas plataformas. Hoje já é comum vermos PCs e Apples juntos na mesma planta (*).
2 – RAYMUNDO BARROS (SET e TV GLOBO-SP) montou um painel sobre Mídias de captação, armazenamento e exibição para Jornalismo. Foram palestrantes FERNANDO NEVES (PANASONIC), RENATO FAVILLA (TV TEM), JAN EMERLEENF (GRASS VALLEY), CÍCERO MARQUES (SBT) e ERICK SOARES (SONY). Descreveram o estado atual das memórias flash, SD, memory steak, Magneto-optica etc. Todas caem de preço e aumentam a velocidade. Já se tem seis horas de proxy em 1GB com memory steak. É fantástico (e preocupante para quem tem de decidir sobre investimentos) ver a evolução das mídias. As experiências dos usuários enriqueceram o painel. Todos concordam em integrar Áudio e Vídeo com IP, mas IT precisa ser vista com cuidados no eixo dos tempos; precisa desenhar o cenário e, talvez, seja interessante investir pouco no curto prazo. Falou-se em uma nova tecnologia aberta, flexível, com conectividade IT e a prova de futuro: trata-se do JPEG 2000 (**), 10 bits, 4:2:2 escalável e compressão intraframe. A conclusão é que existe agora a real mudança na produção jornalística, com qualidade e aumento da produtividade; o gargalo da fita acabou..
3 – CRISTIANO AKAMINE do MACKENZIE/SP ficou encarregado de trazer as novidades no mundo das Medidas Digitais. Os palestrantes foram: CARLOS BECKER da TEKTRONIX/MÉXICO, DANIEL MICHAELIS da AGILENT TECHNOLOGIES, MARCO ANTÔNIO S. PINTO da ROHDE & SCHWARZ e JÚLIO OMI Consultor Independente. Os apresentadores especularam sobre o sinal de vídeo digital nas camadas de Banda base, Compressão, Pacote de dados, Modulação e RF. Essa área talvez seja o maior desafio dos engenheiros/técnicos responsáveis pela qualidade técnica do produto. Nunca a experiência subjetiva foi tão importante. As mídias são muitas e todas diferentes em termos de parâmetros. Celular, DVD-HD, DVD-Blu-ray, TV assinada, TV aberta, CD-ROM, Redes IP/ATM, Redes ópticas são algumas delas, mas todas com interfaces diferentes. Felizmente os equipamentos estão quase todos controlados por softwares que procuram detectar o erro, priorizá-lo, julgar a sua importância, avaliá-lo e resolvê-lo. Basicamente os equipamentos fotografam o stream e alarmam com áudio e/ou cores. Timer MPEG, Tabelas PSIP e Buffers são alguns pontos críticos da cadeia. Deram aula sobre Modulação Digital, TXs digitais, Sistemas de DTV, Valores aceitáveis para todos os parâmetros e ainda fizeram uma pequena amostra da nova sopa de letras que surgiu: MER (Modulation Error Rate), EVM (Error Vector Magnitude), BER (Bit Error Rate), PCR (Program Clock Reference ou Primary Clock Reference), PTS (Presentation Time Stamps – MPEG). Claro que não deixaram de abordar Diagrama de olho, Intensidade de campo, Potência transmitida, Efeito Cliff, Diagramas Polar/I e Q etc. Em resumo, deixaram claro Onde faz, Como faz e Como interpretar os fatores críticos das medidas.
4 – OLIMPÍO FRANCO da SET e OLYMPIC ENGENHARIA/SP mostrou no seu painel os avanços em pesquisa da NHK (Japan Broadcasting Cooperation - Estatal japonesa). MASAYUKI TAKADA da NHK-STRL/JAPÃO foi o palestrante.É importante observar como a pesquisa no Japão está orientada para o usuário, principalmente nas áreas de entretenimento/operação. O Sr. Masayuki explicou detalhadamente o ISDB e como ele está atendendo a população com todos os recursos que a tecnologia dispõe hoje e quais os novos serviços que a tecnologia está desenvolvendo para atender outras demandas da população. Destaco os seguintes pontos: DTV para aparelhos portáteis; os 13 segmentos do ISDB-T dos quais 12 são para HDTV e o último para os Hand helds; os 12 segmentos podem ser usados para 3 programas simultâneos de TV e mais um canal de dados (databroadcasting); Melhorias no encoder AVC/H.264; Servidores domésticos para ver qualquer programa em qualquer tempo usando metadados; TV em 3D; Eletro-holografia para gravar e reproduzir imagens com interferência óptica; Super Hi-Vision ou Super HDTV com definição 4 vezes a da atual HDTV; Câmaras de alta velocidade para captura de fenômenos de curta duração; Displays flexíveis (esse assunto está sendo pesquisado também em outras partes do mundo, e já existem protótipos interessantes); TV Agent System – seria a nossa Usabilidade cujo objetivo é permitir que um usuário simples use todos os recursos disponíveis nos equipamentos; Condução óssea para permitir que deficientes auditivos possam operar sistemas de intercom (os operadores com deficiência auditiva recebem um estímulo mecânico na base da orelha) e Spintronics que é o uso do movimento dos elétrons como mídia para colocar informação – atualmente usamos somente a carga deles para isso.
5 – TVs POR ASSINATURA – Redes de multiserviço foi o painel do ANTÔNIO JOÃO FILHO da SET e VIVAX que teve os seguintes palestrantes: LUIZ BOURDOT da VIVAX/SP, JOSÉ LUIZ FRAUENDORF da NeoTec/SP e MÁRCIO CARVALHO da NET/Serviços. Os palestrantes abordaram novas tecnologias e serviços emergentes que podem ser oferecidos pelas MSO. Entretenimento, TV e Voz já estão tecnologicamente prontos e com alguns protótipos em teste. Banda larga já é realidade. Em termos de tecnologia os primeiros set-top boxes já foram importados e os empresários procuram parcerias nacionais. MPEG2 concorre com MPEG4 e IP. Espera-se que o WiMax seja a grande ferramenta do MMDS. A VIVAX inaugura dia 19 de novembro a infraestrutura para distribuição de HDTV em Manaus que é uma cidade altamente receptiva as novas tecnologias o que aumenta a procura por serviços pagos. A plataforma é Motorola, usa MPEG2 com PVR, tem Cable Modem com interatividade e Guia de programação. O set-top Box tem áudio 5.1 e tem mais de 50 canais de música.
6 – TELECOM SATÉLITES foi o painel coordenado pelo FRANCISCO PERROTA da SET e STAR ONE e com os seguintes palestrantes: JORGE EDUARDO da STAR ONE e, FLÁVIO SIMONI da Scientific Atlanta do Brasil/SP, LISA HOOBS da Tandberg TV/USA, MARCOS MANDARANO da COMSAT e SIDNEI BRITO da SCOPUS do BRASIL. O fair play da confraria dos satélites está sempre em alta. É muito bom ver um Coordenador de painel cujos palestrantes são todos concorrentes e o nível está sempre bom. Mostraram a evolução da tecnologia, o cenário atual e os caminhos para o futuro. Em resumo, os palestrantes colocaram o seguinte: MPEG4 será ferramenta para HDTV; vídeo sobre IP é um serviço crescente; Operadoras de telefonia vão ter que oferecer vídeo; MPEG4 sobre ADSL já tem qualidade; A DirecTV vai migrar tudo que está no satélite para MPEG4-Part 10/H.264/AVC; DSL e HDTV vão usar MPEG4; IPTV é quem vai alavancar o MPEG4; O VC1 da Microsoft é similar ao MPEG4; Nas residências será necessário 8Mb/s para HD e data (se for ADSL bastam 3Mb/s para SDTV).Mostraram toda a linha de encoders atualmente existentes e também todos os tipos de DVB e streaming de vídeo sobre IP. Concluindo, eu diria que MPEG4 é a solução para o satélite, mas não podemos esquecer que o MPEG7 já está em testes e o MPEG21 já está vindo para ser 100% interoperável na mão dos jornalistas.

No segundo dia do Congresso, quinta-feira, houve os seguintes painéis:
1 – ÁUDIO DIGITAL foi o painel conduzido pelo CARLOS RONCONI da TV Globo/RJ. Ronconi procurou focar o tema mais nos serviços do que na tecnologia e, para isso, convidou ADINALDO NEVES da CIS-BRASIL (que absorveu a DigiDesign) e o pesquisador da USP – Professor REGIS ROSSI A. FARIA.
ADINALDO analisou como aumentar a produtividade usando a tecnologia digital. Exemplificou com off-line; fluxo de trabalho; compatibilidade entre salas diferentes; workstations ligadas em rede com compartilhamento de mídias e banco de dados; servidores dedicados para músicas, efeitos, arquivos, etc. Porém, ainda é caro duas estações compartilharem a mesma mídia. Lembrou que já existem operadores de áudio que não sabem colocar fitas nas máquinas. A integração dos sistemas digitais de áudio será tapeless. As plataformas de hardware ainda representam um item cuidadoso e a referência do clock pode prejudicar (ou até acabar) com o áudio. Todo cuidado com plug-ins é válido. Considerou a escolha das plataformas uma atividade estratégica da empresa, porque pode mudar o futuro. Mostrou um caso real da Divisão Internacional da Rede Globo que usou Windows com Pro-Tools. Fez uma adaptação de um ditado popular dizendo “Futebol, Religião, Política e Plataformas de Áudio não se discutem”. Professor REGIS deu aula sobre os vários compressores de Áudio e mostrou os resultados da análise que fez nos compressores MP3, AAC-HE 48 Kb/s, AAC-HE 32 Kb/s. O original estava em 48 Kb/s 16 bits. Mostrou como se faz a conversão dos compressores e disse que gostou mais do AAC-HE 32Kb/s. Segundo Ronconi é urgente investir em profissionais, formação e treinamento.
2 – O FUTURO DO HOME ENTERTAINMENT- CONVERGÊNCIA NO CONSUMO foi o painel preparado pelo ANTONIO MAIA da SET e GLOBO.COM e DAVE GONZALEZ da INTEL e JIM BEVERIDGE da MICROSOFTWARE foram os palestrantes. Eis alguns dos tópicos destacados pelos palestrantes: Como criação, distribuição e consumo estão integrados no conteúdo digital; Como a casa está em rede para facilitar a convergência; Música, cinema, jogos e dados estão sob controle de um único desktop; O PC é o mais inteligente dos dispositivos porque tem a melhor interoperabilidade, maior capacidade de armazenamento, melhor conexão IP, mais fácil de expandir (mas precisa estar no controle remoto - banda larga e broadcast já estão) etc; A convergência precisa operar múltiplas tarefas, ser user friendly, permitir muitos usuários e ter proteção do conteúdo; O I/O precisa aceitar todas as tecnologia com ou sem fio; Precisa oferecer serviços On Demand; Tem que possuir padrões seguros para entrega de conteúdo.
Deram exemplos de serviços já disponíveis que são verdadeiros sucessos (Concertos de rock que ameaçam a MTV é um deles). Os chips set já estão no forno. Querem plataforma holística para a casa digital. Mostraram a estratégia mundial que inclui parceria com o mundo acadêmico.
Na avaliação do Maia é bom que os profissionais fiquem atentos às tecnologias de consumo porque é um mercado crescente.
3 – DISPLAYS PARA SHOWS – Esse assunto teve o ROBERTO BARREIRA da TV GLOBO/RJ como Coordenador e os seguintes palestrantes: CRISTIANO GOMES, CÉSIO LIMA e ALOYSIO LEGEY da TV GLOBO; KLAUS LIESENBERG da MAUELL; BOB LAMBERMONT e AUDIR MARTINS da BARCO e OSWALDO TOSHIMITSU da MITUSUBISH. Com esse time, o painel só podia ser um show, como realmente foi. Quem assistiu não podia imaginar o alto nível de tecnologia existente nesses equipamentos. Correção automática de brilho e cor quando se trocam lâmpadas, Espaço de cores ajustado automaticamente, Alarmes para qualquer falha nos cubos (ventiladores, lâmpadas etc), Relação de contraste de até 2000:1, dupla lâmpada com troca automática, Gerenciadores de imagens com velocidades até na faixa de Gb/s com SCSI, Muito cuidado com acústica e um sistema inteligente de segurança foram algumas das features explicadas. As salas de controle são comparáveis as dos Central Casting das redes de TV. Cubos e Telões são as palavras chaves dessa tecnologia. Cessio Lima focou mais na iluminação onde tudo começou com o Laser e os telões viraram cenários. Cristiano Gomes mostrou a visão dos VJs (Visual Jockey) e detalhou os softwares atualmente em uso que precisam ter conteúdo gráfico. Mas o LEGEY trouxe um vídeo que emocionou a platéia contando a história da evolução dos shows em todas as redes de TV. Foi m belo exemplo de respeito às concorrentes. Os fabricantes exemplificaram as aplicações que abrange Redes de Telefonia, Operações de Cartão de Crédito, Supermercados, Centrais Elétricas, Controle de Trânsito, Bolsa de Valores, Outdoors inteligentes e mais uma infinidade espalhados pelo mundo afora. Na opinião do Barreira, Tecnologia mais Criação harmônica é o maior sucesso do entretenimento.
4 – USO DE TI EM TV PROFISSIONAL – Esse painel foi organizado pelo ALEX PIMENTEL da SET/SP e CASABLANCA – TELEIMAGE . O nome inicial do painel era PC x APPLE para Aplicações em TV, mas o Alex, sabiamente, mudou o conteúdo para o enfoque de TI o que permitiu aos palestrantes apresentarem uma visão sistêmica das novas ferramentas e não, simplesmente, comparar equipamentos. Os palestrantes foram MARCELO BLUM da VIDEODATA, ANDRÉ TÁCITO e CÉSAR WASHIMOTO ambos da INTERFACE.
O painel começou com ALEX dizendo que há 10 anos atrás IP (ipê) era apenas um tipo de árvore e hoje é um protocolo para carregar qualquer conteúdo. Os palestrantes passaram vídeo da NAB 2005 e explicaram todas as diferenças que existem quando se trabalha com Áudio e Vídeo ou TI. Embora essa última esteja bem inserida no cinema, o timing da TV é totalmente diferente e alguns cuidados precisam ser observados. A TV profissional precisa de Acessabilidade, Agilidade, Confiabilidade, Não pode ser vulnerável a qualquer ataque de vírus, Expansibilidade, Flexibiklidade e o mais importante de todos: A TI, ao chegar nas emissoras, tem que se integrar com a planta existente. Claro que se vamos iniciar uma nova planta o raciocínio é outro. Mostraram a evolução desde sistemas proprietários até uma solução completa em TI. Comparar PC com Apple perde o sentido porque os projetos são customizados. O que pesa é a solução do problema com suporte técnico no pós-venda. Os softwares que necessito (edição, composição, grafismo etc) têm que rodar na minha plataforma. Um grande problema hoje é a falta de pessoal especializado para trabalhar com a TI. Embora a plataforma Apple esteja bem protegida contra vírus, o novo Windows também virá com o mesmo recurso. Pode-se dizer que as aplicações definem as plataformas que influenciam pouco nas interfaces de gerenciamento do usuário porque são normalmente soluções WEB. Um bom exemplo é o SNMP (Single Network Management Protocol) que é um protocolo de TI, aberto e amigável com o usuário. A partir dessas premissas os palestrantes foram mostrando cases de sucesso nas redes de TV que estão migrando para TI.
Foi mostrado o case da Rede TV que está praticamente 100% tapeless para jornais e eventos Ao Vivo. O software é home made e de baixo custo. A redução do espaço físico é um valor agregado. Usa NAS e DV 25, mas pode converter para qualquer outro formato. Captura em Hard disc e o acervo é DVD-Dados. Existe uma Robotic Library para até 720 DVDS. Foi mostrado o fluxo de trabalho com um vídeo explicativo. Outro case foi da TV Globo para Vídeo em HDTV com duas ilhas dedicadas, 7 TB em cada ilha, integradas com a Pós-Produção já existente. São usadas em edições composições e efeitos. Ainda da TV Globo foi descrito o case de uma ilha que aceita todos os softwares de edição e efeitos, faz armazenamento sem fitas (usa memória em estado sólido), tem Fiber Channel e 30 TB de capacidade para armazenamento. Existe uma câmara VIPER da Thomson que capta e grava sem compressão direto no Hard. Tem todos os níveis de RAID. Outro case foi o do SBT que é um sistema SAN sobre Fiber Channel com 6 TB para 4 ilhas de promoção. Usa metadata e todos níveis de RAID. Outros cases são os centros exibidores (Globo, SBT, Record, Head Ends de TVs paga etc) que instalaram PCs e Apples para controlar ingest, exibição e armazenamento. A TV 7 instalou um sistema SAN para quase 700 Horas e 200 GB de capacidade. Cenário Virtual é outra grande aplicação onde a TI chegou para ficar com ótimo Custo/benefício.
Em resumo, o que se viu foi uma necessidade de conhecer as virtudes e fraquezas da TI quando ela se aplica às emissoras de TV. Para ALEX uma reciclagem no pessoal operacional é altamente recomendável. Redes, protocolos, Gerenciamento remoto, Interfaces com usuários, Segmentação de redes etc, formam o novo dicionário dos operadores de redes de TV. Isso tudo porque PC e MACs juntos nas plantas é coisa comum hoje.
5 – CONVERGÊNCIA SOBRE IP – INFRAESTRUTURA DE REDES PARA A PRÓXIMA GERAÇÃO. Nesse painel tivemos novamente o ANTÔNIO MAIA da GLOBO.COM como Coordenador. Os palestrantes foram: RENATO ABREU da EMBRATEL, RONALDO VARELA
da TELEFÔNICA e RODRIGO LINHARES da CISCO.

Os palestrantes mostraram a evolução do vídeo e os novos serviços nas redes. Vê o jogo, mas o telefone toca e se identifica na tela. Isso vale no computador doméstico. Todos os serviços estão sendo transportados pelas redes que transformam tudo em IP. Alta velocidade da banda larga, Flexibilidade da Ethernet, Novos avanços em IP, Compressão de vídeo, redes assimétricas para VoD e Disponibilidade de IP suportam esses novos serviços. Deram exemplos da França, Itália, USA e Espanha. As novas redes NGN (Next Generation Network) serão todas inteligentes e IP-NGN. Ethernet e Anycast (venha de onde vier e em qualquer formato que recebo) estão em alta. Para Antônio João vai ser necessário investimento público (e não valor agregado) em IP.
6 – CONVERGÊNCIA IP – GERENCIAMENTO DE RECURSOS – Esse painel foi construído pelo LUIZ GODOY da SET/SP e VERNIT. Os palestrantes foram CICERO ASSIS da VIDEODATA, MARCELO EULER da HARRIS e ANTÔNIO CELSO da IBM.
Os palestrantes se propuseram a responder as seguintes perguntas: Por que usar redes para contribuições de broadcast? Como projetá-las? Como instalá-las? Como operá-las? Como tratar as emergências?
Hoje tem que integrar TI e broadcast. TCP (Transmission Control Protocol) é protocolo baseado em conexão. É fundamental conhecer os gargalos (excesso de dados na rede é perigoso; é bom segmentar). Protocolo RTP ( Real-Time Protocol) não checa fim a fim; não se sabe se chegou. O cabeçalho de 8 bits do IP pode ser usado como identificação. No armazenamento é mais fácil de se ver a virtualização. Mostraram os tipos de redes e os equipamentos para montá-las. No futuro estão prevendo integrar computação, projetos de negócios e parte financeira para atender aos clientes. Qualquer sistema operado em rede tem que ser Integrado, Aberto, Virtualizado (grid computing) e Autônomo (auto gerir). Só com essas ferramentas será possível fazer o E- Business on Demand. O Godoy resumiu assim o painel:
“A Convergência Digital nos ambientes de Produção e Distribuição de conteúdo das emissoras de TV é um fato, diante do qual nossos associados devem se adaptar e encontrar meios para melhor utilizar os novos recursos e ferramentas antes restritos ao departamento de informática.
O objetivo do painel "Gerenciando recursos em ambientes IP" foi o de abordar os aspectos relativos à integração e gerenciamento dos diversos recursos disponíveis em uma emissora. Ao definirmos nossos palestrantes, tivemos a preocupação de incluir: a) Um representante da indústria da informática: IBM b) Um representante da indústria de broadcast: Harris e c) Um testemunho/experiência de um caso prático: Videodata”
7 – PREPARANDO AS EMISSORAS PARA O SIMULCAST – Nesse painel o DANTE CONTI da SET/SP e TRANSTEL/SP que foi o Coordenador trouxe uma equipe de experts em RF para discutirem o Simulcast, ou seja, o que fazer nos sites de transmissão para colocar No Ar, Analógico, Digital SD e HD etc. Os palestrantes foram JOSÉ ITO da NEC BRASIL, EMIE MAYBERRY da DIELETRIC COM, MERRILL WEISS da MERRILL WEISS GROUP e NICK WYMANT da RFS/AUSTRÁLIA.
Os palestrantes sugeriram características de projetos/operação para permitir salas pequenas com alta eficiência, porque um novo TX vai ser instalado onde não estava previsto. Alguma dicas:
Manutenção e ajustes precisam ser feitos de maneira muito simples. Intermodulação e taxa de erros podem ser monitorados sem usar equipamentos de testes. Usar processador todo digital. A conversão A/D é por software em FPGAs (Field Programmable Gate-Array). Integrar excitador e modulador. Usar transistores LDMOS (Laterally Diffused Metal Oxide Semiconductor ou Lightly-Doped Drain Metal Oxide semiconductor). Abordaram também a situação existente em termos de antenas, linhas de transmissão, ventos na torre e as condições impostas pelos Órgãos Reguladores. Deram também as previsões para desligamento do sinal analógico na Europa e USA. Isso permite os broadcasters e fabricantes se prepararem para a transmissão digital. Segundo CONTI vamos ter que refazer a casa ser sair dela.
8 – ROBÓTICA E CENOGRAFIA VIRTUAL NA PRODUÇÃO – Coordenado pelo JOSÉ DIAS da TV Globo/RJ o painel teve os seguintes palestrantes: PABLO GOLDZEFT da VIZIRT, ANDRZEJ WOJDALA da ORAD e ASSAFFE RAWNER da MARK R. MOTION.
Como o próprio nome indica trata-se de tecnologias de ponta para controle de todos os movimentos das câmaras, utilizando sensores individuais. Usam Infravermelho e lentes digitais com controle de zoom. No chroma-key o cuidado é com as cores e o ambiente. Anéis de LEDs podem iluminar em verde ou azul. Faz a terceira dimensão no foreground. Mostraram a Z-câmera que capta a profundidade da cena e pode gerar imagens em 3D. Uma das aplicações é em news. Mostraram set virtual sem azul, propaganda virtual no campo, corredor virtual, cores diferentes com keys em vários lugares. As tecnologias podem ser usadas em cinema, mas as lentes precisam de boa definição; servem também para pós-produção. Aberturas e interfaces são as chaves da produção virtual. HD e Cinema serão os próximos usuários. Foi mostrado o controle total de todos os movimentos da câmera para comerciais, filmes e promoções musicais. O mais importante é que os movimentos podem ser repetidos com precisão absoluta. Filma um cenário qualquer e aparece outro totalmente diferente. Segundo Dias o grande ganho é o Diretor ver como os efeitos vão ficar.
9 – CINEMA DIGITAL – INTERMEDIAÇÃO DIGITAL – CELSO ARAÚJO da SET/RJ e TV GLOBO/RJ organizou o painel com os seguintes palestrantes: MARCELO SIQUEIRA da CASABLANCA-TELEIMAGE, STEFANO DEHÔ do ESTÚDIO MEGA, STEPHAN KRAMPER da ARRI, JOCHEN ZELL da THOMSON, KANATO YOSHIDA da SONY, MIGUEL RODRIGUEZ da AUTODESK, FLÁVIO LONGONI da CIS BRASIL.
Com certeza foi um painel de peso que o Celso preparou para o Congresso. Procurou colocar o assunto na visão de 3 segmentos: Indústria de Imagens em Movimento, Empresas de serviço que atuam no ramo e diretores de fotografia. Definiram a Intermediação digital que, como o próprio nome indica significa captar em qualquer formato, fazer todas operações intermediárias em digital e a exibição no formato mais adequado a cada caso. Pode-se exibir em película ou em dados. ESSE CAMINHO NÃO TEM VOLTA. A partir daí o painel detalhou todas as características de equipamentos e softwares usados na Intermediação. É impressionante a capacidade tecnológica já colocada à disposição do meio artístico para produção do cinema digital. O novo fluxo de trabalho vai beneficiar a todos. O pessoal da indústria passou filmes sobre os equipamentos, deu características técnicas explicando cada parâmetro e relacionou os mesmos com a qualidade. Scanners, telecines, 2k, 4K, 6K, 8K, Compressão 2.78:1 e 4.4:1, Formatos 4:2:2 e 4:4:4, Taxas de bits de 440Mb/s, ingest stations, color space converters, algoritmos especiais e inteligentes que acompanham o tipo de cena, edições, efeitos, printing (volta dos dados para película), correção de cores, profundidade de cores e tipos de arquivos foram alguns pontos explicados, detalhadamente.
As empresas de serviço trouxeram a visão comercial/estética das novas tecnologias. Para eles no curto prazo o 2K é mais adequado, porque tem a melhor Custo/Benefício. Explicaram os produtos que já foram feitos com a ID e os resultados obtidos. Citaram o caso do filme O Coronel e o Lobisomem onde o Diretor de Fotografia fez uma luz simples na captação e deixou a sofisticação para a ID. Disseram que os desktops são menores e mais leves que os tradicionais (trucas, por exemplo), mas faltam técnicos habilitados para o trabalho.
10 – WORKSHOP SOBRE DVB-H Esse workshop não estava nos primeiros programas do Congresso, mas foi inserido para aproveitar a estadia do Sr. GERARD FARIA da TEAMCAST/FRANÇA que veio para participar de outros painéis e concordou em fazer o workshop que foi conduzido pela ANA ELIZA FARIA da TV GLOBO/RJ. Foi uma bela iniciativa da Ana Eliza porque o workshop foi excelente. Mr. FARIA é um expert no assunto e não deixou de abordar nenhum dos aspectos. Deu um panorama do uso no mundo com destaque para Berlim, Helsinque e Pittisburg nos EUA. Fez comparação com as tecnologias wireless tais como Bluetooth, WiFi , WiMAX, CDMA, GSM etc; todas vão competir, mas não se sabe se haverá um vencedor.. O foco do DVB-H é ver TV a qualquer momento, em qualquer lugar usando um dispositivo portátil, fino, leve e com boa bateria para evitar cargas constantes (Bateria é um ponto de preocupação para qualquer dispositivo portátil e o pessoal do DVB-H criou o time-slice para permitir que a bateria dure mais. Basicamente vídeo e áudio são recebidos em um único burst e desativa até o próximo; o usuário não percebe a descontinuidade porque o conteúdo fica na memória). Deu aula de COFDM, Efeito Doppler, códigos FECs, Interpolação, pilotos para recuperação de portadoras, técnicas de convolução. Explicou o IPDC (Internet Protocol Datacasting) que empacota arquivos em IP para o DVB-H manipular, armazenar e transmiti-los. Mostrou os cuidados no projeto das redes com foco na transmissão e recepção.
Quem quiser ler mais sobre DVB-H pode consultar os sites ;
www.dvb.org www.digitag.org/ www.teamcast (esse tem francês e inglês), mas se quiser ler em português pode ir para:
www.dvb.org/documents/white-papers/wp07.DVB-H.Futurecom-BRAZ%20PORT.pdf

No terceiro/último dia do Congresso, sexta-feira 23, tivemos as seguintes palestras:
1 – TV DIGITAL AO REDOR DO MUNDO – Esse painel é uma constante em todos os nossos Congressos. O que nos deixa tristes é ver como os outros países aceleram a implantação da DTV como alavanca para o progresso e nós continuamos estacionados na 3ª Lei de Newton, ou seja, estamos agora no mesmo ponto que estávamos no ano passado. A novidade é que o novo Ministro das Comunicações, Senador Hélio Costa, garantiu respeitar os prazos e dar uma definição em fevereiro de 2006. Dito isso, o painel foi organizado pela LILIANA NAKONECHNYJ da SET e TV GLOBO/RJ e teve os seguintes palestrantes: ALLAN STILLWELL do FCC/USA, GERARD FARIA da TEAMCAST/FRANÇA, ROBERT GRAVES do ATSC Fórum/USA, ATSUMI SUGIMOTO do DIBEG/Japão e PETER MACAVOCK do DVD OFFICE/EUROPA.
Ficamos sabendo que no Japão todos receptores serão digitais ainda neste ano e que a TV analógica será desligada em 2011; o SNG será HD 16:9 1080i; o multichannel está em fase de experiência e como back up;.o EPG está pronto; as casas terão dois receptores de DTV cujos preços caem 50% por ano; a digitalização vai aumentar a receita; TV, data e web já estão testadas no celular e prontos para uso; estão investindo em um novo display doméstico - SED (Surface-Conduction Electron-Emitter Display – é tela plana) para alavancar as aplicações e etc. Dos Estados Unidos ficamos sabendo pelo Sr. GRAVES (que é campeão nesse painel porque há 10 anos ele aqui comparece e sempre trazendo novidades) que o país já tem 1525 estações DTV cobrindo 99% das casas; SDTV multicast está No Ar 24 Horas; HD está sempre No Ar; tem IRDs para HD por U$ 500.00 e set-top box por U$ 50.00; deu um panorama sobre Canadá (que já tem HD) e México que inicia DTV no fim deste ano e etc. ainda dos Estados Unidos o Sr ALAN STILLWELL do FCC mostrou como o Órgão Regulador está auxiliando as emissoras para acelerar a implantação da DTV; como proteger conteúdo (a solução do FLAG não foi autorizada pelo poder legislativo); como vender os 108 MHz, que vão sobrar, para oferecer novos serviços; como usar os canais de 52 a 69 para serviços móveis; em 2007 todos receptores terão seletor de canais; previsto desligar o analógico em 2009 e etc. Da França ficamos sabendo pelo Sr G. FARIA que o SECAM domina 65% do serviço e que a DTV chama-se TNT (Télévision Numerique Terrestre); tem DTV no cabo e no satélite; tem 6 mutiplexers para DTV sendo 3 pagos e 3 livres; o governo quer MPEG4 no pago e MPEG2 no livre; a TV móvel será de baixa definição; até abril de 2006 HDTV e Pay-TV estarão No Ar e etc. Pelo Sr. PETER MACAVOC ficamos sabendo da situação européia e mundial do DVB. O Fórum faz foco no DVD-H cuja implantação em Helsinque (Finlândia) já está pronta. Mostrou a tendência de expansão do padrão e etc.
2 –SBTVD – PESQUISA E DESENVOLVIMENTO – Esse painel foi organizado e coordenado pelo OLÍMPIO FRANCO da SET/SP e OLYMPIC ENGENHARIA/SP . Foram palestrantes GUNNAR BEDICKS da SET/SP e MACKENZIE, GUIDO LEMOS da UFP/PB, MRCELO ZUFFO da USP/SP e TAKASHI TOMÉ do CPqD.
Os palestrantes basicamente mostraram o estágio atual dos estudos e pesquisas, a estrutura do SBTVD e as RFP (Requisição Formal de Proposta). Discutiram o modelo sistêmico do SBTVD incluindo o que serve como referência, comentaram os testes e a nova modulação proposta. Mostraram o desenvolvimento dos set-top boxes e os avanços na mobilidade. Analisaram a flexibilidade com foco no Middleware.
3 – TV DIGITAL – PANORAMA BRASILEIRO – Coordenado pela VALDEREZ DONZELLI da SET/SP e TV CULTURA/SP o painel teve os seguintes palestrantes: CARLOS DANTAS do MACKENZIE, ARA MINASSIAN da ANATEL, GABRIEL PRIOLLI da TV PUC/SP e ABTU, ROBERTO FRANCO da SET/SP e SBT/SP e FERNANDO BITTENCOURT do GRUPO SET/ABERT.
Esse é outro painel que deixa os profissionais preocupados. Ele é o oposto do painel da Liliana (TV DIGITAL AO REDOR DO MUNDO) porque enquanto o mundo mostra progresso, o Brasil estacionou no nada. Vou apenas destacar algumas colocações que me pareceram interessantes: A TV aberta é a única mídia ainda analógica e também a única gratuita; As TVs pagas vão oferecer HDTV rapidamente (tem banda e não tem regulamentação) e os pobres vão ter que assistir analógico; o modelo da Coréia não nos serve (HD em um canal e mobilidade no outro); só a TV aberta com alta definição pode fazer a INCLUSÃO SOCIAL e, finalmente, esperamos que no SET 2006 esse painel esteja discutindo IMPLANTAÇÕES BEM SUCEDIDAS DA TV DIGITAL BRASILEIRA.
4 – RÁDIO DIGITAL – Esse foi um painel interessante porque tivemos realmente novidades para os broadcasters. Quando vocês estiverem lendo esse relatório o RÁDIO DIGITAL já estará No AR nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. O Ministério das Comunicações deu uma autorização provisória (espero que seja DEFINITIVA) para que os grupos, Bandeirantes, Globo e RBS testassem seus sistemas IBOC (In Band On Channel). Na feira a RÁDIO KISS de SÃO PAULO já estava No Ar em 102.1 MHz. Parabéns aos empresários que partiram na frente. Mas o painel teve 3 focos bem adequados ao momento:
- um voltado para ANTENAS que foi conduzido pelo ASSIS BRASIL da SET/RJ e VIDEOCOM/RJ. Os palestrantes do ASSIS foram: EMIE MYBERRY da DIELETRIC COM/USA, EDUARDO HUEMER da KATHREIN MOBIL COM/SP e DANTI CONTI da TRANSTEL/SP.
Segundo Assis os palestrantes analisaram a transmissão IBOC onde o digital pega as partes laterais do analógico, usando as bandas de guarda. Há duas maneiras de fazer isso: Misturando em baixo nível ou em alta potência.
- um outro voltado para EXPERIÊNCIAS REALIZADAS que foi conduzido pelo RONALD
BARBOSA da ABERT e SET cujos palestrantes foram: MARCO TÚLIO do SISTEMA GLOBO de RÁDIO, OTÁVIO LIMA do GRUPO ANHANGUERA e SET, CÉSAR DONATO da VICTOR BRASIL e DJALMA FERREIRA da ABERT e SET. O Ronald apresentou a experiência do AM Digital da RBS que entrou No Ar dia 22/09 e a FM iniciou dia 24 do mesmo mês. Todos enfatizaram a necessidade de acompanhamentos precisos dos parâmetros de transmissão e recepção no que diz respeito á cobertura, confiabilidade e qualidade técnica.
- finalmente o terceiro painel foi conduzido pelo DJALMA FERREIRA da ABERT e SET e que teve os seguintes palestrantes: FELIPE LUNA da HARRIS, CARLOS NAZARETH do INATEL/MG e JOHN SCHNEIDER da BROADCAST ELECTRONICS (BE). O Professor Carlos Nazareth, como sempre, deu uma aula completa sobre Modulação Digital. A BE apresentou uma nova modulação para os TXs analógicos que vai facilitar para o Rádio Digital. A HARRIS deu as possíveis soluções para AM e FM bem como as vantagens e desvantagens de cada escolha. Em rádio digital as modulações usadas são COFDM, QAM e QPSK. O que todos nós esperamos é em 2006 termos um Painel de Rádio Digital cujo título seja algo parecido com: RÁDIO DIGITAL – DICAS DE QUEM IMPLANTOU COM SUCESSO.
5 – MUNDO ACADÊMICO – Esse painel foi a grande novidade do Congresso 2005. O namoro entre a SET e a nossa inteligência cientifica finalmente aconteceu e tem tudo para se transformar em noivado, já em 2006. O convite feito pela SET foi prontamente aceito pelos principais Centros e Universidades brasileiras que puderam mostrar como eles estão colaborando para o desenvolvimento das novas tecnologias no país. Ao analisarmos os temas e ouvirmos os conteúdos pode-se concluir claramente que a comunidade acadêmica assumiu completamente a responsabilidade que lhe cabe no desenvolvimento técnico/científico do país. Vejam os 3 painéis apresentados:
A - Painel conduzido pelo EDUARDO BICUDO da SET/SP e EBCOM/SP que teve as seguintes apresentações:
1 - Testes de Avaliação Comparativa dos sistemas de TV Digital Terrestre. Apresentação do Professor FUJIÔ YAMADA da U. MACKENZIE/SP.
2 -Proposta para avaliação do sinal de vídeo trafegando sobre redes IP – Apresentação do Professor JOSÉ FREDERICO REHME da Rede Paranaense de Comunicação. Estava presente o Professor LAÉRCIO JOSÉ KAZMIERCZAK, um dos co-autores.
3 - Uma Análise crítica das Resoluções 284 e 398 como Critério para a definição da área de cobertura para os sistemas de TV digital ATSC, DVB e ISDB. Apresentação do Professor GERALDO GIL R. GOMES do INATEL/MG..
4 - TV Digital Móvel – Apresentação do Professor DANIEL M. PATACA do CPqD. Estava presente o Professor JULIANO CASTILHO DALL ANTÔNIA, um dos co-autores.

B – Painel conduzido pelo GUNNAR BEDICKS da SET/SP e UNIV. MACKENZIE/SP teve as seguintes apresentações:
1) - Uma arquitetura aberta para gerenciamento de TV Digital. Esta apresentação foi feita pelo Professor MARCELO DUTRA OS da USP/SP e estava presente a Professora GRAÇA BRESSAU do LARC-USP.
2) - Desenvolvendo Aplicações da Televisão Digital. Esta apresentação foi feita pela Professora PAULYNE MATTHEWS JUCÁ do CESAR/PE.
3) - FlexTV - Uma proposta de Arquitetura de Middleware para o SBTVD. Esta palestra foi apresentada pelo Professor LUIZ EDUARDO C. LEITE da UFPB/PB.

C – Painel conduzido por EUZEBIO TRESSE da SET/MG e E. S. TRESSE Consultoria/MG teve os seguintes painéis:
1 – Desempenho de um receptor BPSK na presença de ruído gaussiano branco e de ruído impulsivo. Essa apresentação foi feita pelo Professor KELIAS DE OLIVEIRA da UCG e CEFET de Goiânia.
2 – Compra de conteúdo usando tecnologia sem fio.Esse tema foi apresentado pelo Professor ALBERTO BLUMENSCHEIN da MIRABLE iTV.
3 – TV Escola Digital Interativa (TVEDI) – Painel apresentado pelo Professor LUIZ ALGARRA da NAVE.org.
4 – Programa Piloto em TV Interativa - Foi apresentado pelo Professor ALMIR ALMAS da USP/SP.
5 – Caracterização da solução WiMAX em RF intrabanda em termos de capacidade de transmissão do canal de retorno para a interatividade na TV Digital – Esse painel foi apresentado pelo Professor LUCAS BARBOSA da UNICAMP/SP.

Mas o Congresso não é somente um conjunto de palestras; é um grande evento onde acontecem muitas coisas, como por exemplo, a BROADCAST & CABLE que é a maior feira do gênero na América do Sul. O que se percebe é que a cada ano que passa ela fica melhor e mais completa. Qualquer que seja o problema, a solução está lá. Projetos, Upgrades, Consultoria, Escolas, Novos equipamentos, Novas tecnologias, A força dos grandes fabricantes/fornecedores que sempre prestigiam o evento, A participação crescente do empresariado nacional e, finalmente, a também crescente participação asiática (eram 6 expositores neste ano) fornecendo soluções para todas as mídias.
OUTROS HITS DO PAVILHÃO:

1 - SHOW DE HDTV - Sony (com o Projetor) e Teleimage (com o Servidor) fizeram uma bela demonstração de HDTV em 16:9 com tela de 170 polegadas (4.318m). Globo Filmes, Centauro, Litevision, Link Digital, e Mega Estúdios forneceram os conteúdos. Foi muito bom ver novamente (como cinema) o Ronaldinho fazer dois gols na Alemanha para trazer o quinto título mundial de futebol para nós.
2 - O RÁDIO DIGITAL (sistema IBOC que deixou a TV aberta como a única mídia analógica no país) estava sendo demonstrado no estande da SAVANA. Era a Rádio KISS de São Paulo em 102.1 Mhz. Quem ouviu pode concluir que a qualidade FM stereo é realmente equivalente a do CD.
3 - Do lado de fora do pavilhão a DATASINC de Belo Horizonte demonstrava a sua Micro Emissora Móvel Digital que é uma van para até 23 câmaras, tudo em SDI, 8 canais de áudio, 2 ilhas NL, 1 CG e espaço para colocar um IRD.
4 - DEMONSTRAÇÃO DO CONSÓRCIO do SBTVD – Mackenzie e USP. Tinha um TX de 700W na torre da TV Cultura/SP usando modulação DMMBT (Digital Multimedia Multicast Broadcast Terrestrial). O carro de medidas usado para avaliar os sistemas de DTV estava na feira (na área externa) e recebia a transmissão no canal 24. Esse carro retransmitia o sinal para dentro da feira onde um estande recebia as imagens. A DMMBT tem duas segmentações: uma QPSK para celulares e outra 64 QAM para HDTV. O conteúdo era da Teleimage e não tinha áudio. O original era um arquivo da TV Cultura.
5 – O PAVILHÃO ASIÁTICO tinha 6 empresas: Soontai Tech Co. Ltda, Coship Electronics Co., Shangai Qianjui Electronic Co. Ltda, Shandong Huadong Electronics Co. Ltda, Jiangsu Yinhe Electronics e Ideal Technology (Shenzehen) Co. Ltda. Os nomes são difíceis até para escrever, mas o que eles produzem qualquer um entende, senão vejamos: Set-top boxes, equipamentos e materiais para TVs assinadas, Projetos para redes, Produtos para comunicações ópticas, IRDs para todos os padrões de DTV do mundo e etc.

(*) – Para o pessoal de negócios é bom ficar atento ao Jornalismo. Os dois painéis que trataram do assunto (Leonel e Raymundo) tiveram audiência acima de 100%, ou seja, tinha muita gente em pé assistindo.
(**) – O pessoal do Digital Cinema Iniciatives – DCI escolheu esse formato para futura distribuição de filmes. Um dos motivos é que ele suporta projetores com resolução 2K e 4K a partir de um único codestream.

 
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