Seminário Técnico ISDB-T - Cobertura

 
VOLTAR Voltar . imprimir este artigo
ISDB RELÂMPAGO
 
   

Nome parece estranho, mas foi assim que a SET anunciou o evento de 12/06/2007 em São Paulo onde o Sr. YASUO TAKAHASHI, Chairman do DIGEG (Digital Broadcasting Expert Group) e da ARIB (Association of Radio Industries and Business) passou o dia inteiro – de 09:00 às 18:00 – dentro de um hotel em São Paulo, para uma platéia com mais de 100 pessoas, destrinchando completamente o sistema ISDB-T. Para que a platéia pudesse se manifestar na língua pátria, o Sr. JULIO OMI, da Primotech, colaborou vertendo diretamente para o japonês as perguntas feitas em português. Pelo interesse dos participantes o Sr. Takahashi não cumpriria a sua agenda na América do sul. Esse seminário de um dia já é resultado da escolha do ISDB-T como o nosso sistema de Televisão Digital; foi uma oferta do Sr. Takahashi, que esticou a sua estada no Brasil, para colaborar com a implantação da nossa DTV.

O seminário foi aberto pelo ROBERTO FRANCO, do SBT e Presidente da SET, que agradeceu  ao Sr. Takahashi pela palestra, e também pelo apoio recebido no Japão durante o recebimento do prêmio que o governo japonês concedeu a SET pelo trabalho, mundialmente reconhecido, na análise comparativa dos três sistemas de TV Digital existentes no mundo. A coordenação do trabalho foi do OLÍMPIO FRANCO, da SET e da OLIMPIC ENGENHARIA. A SET também agradece ao Sr. Takahashi por permitir que seus slides sejam usados nas nossas publicações relativas a cobertura da sua apresentação.

Aliás é bom lembrar que os conceitos transmitidos pelo Sr. Takahashi precisam chegar a todos profissionais diretamente envolvidos com a TV Digital. Em relação ao nosso PAL/M o ISDB-T representa um salto gigantesco em termos de ciência, tecnologia e, principalmente, operação. Um exemplo simples pode mostrar essa mudança; na TV analógica temos basicamente 5 sinais: Vídeo, Croma, Áudio e Sincronismos. Na DTV, só de áudio temos 6 sinais. É um grande desafio para todos, inclusive a SET, fazer esses conhecimentos chegarem no “chão da fábrica”.
Quanto ao conteúdo o Sr. Takahashi desenvolveu sua apresentação em 7 partes para abranger todo o ISDB. São elas:

1 – Introdução
2 – Estrutura do padrão
3 – Sistema de transmissão
4 – Segmento único
5 – Multiplexer e Sistema de Informações
6 – Codificação de sinais e Middleware
7 – Implementação.

Na INTRODUÇÃO destacou que o Brasil está hoje como o Japão estava em 2000/2002, ou seja, pronto para iniciar a DTV. Explicou as diferenças entre as TVs analógicas e digitais, citando o datacasting, que na primeira está limitado ao closed caption , enquanto na segunda transforma a TV em uma nova mídia. Alertou para a necessidade de conhecer todas as tecnologias envolvidas antes de iniciar as transmissões da TV Digital. Disse que a indústria japonesa já dispõe de todos os tipos de receptores e set-top boxes para a população.

Na ESTRUTURA DO PADRÃO destrinchou o ISDB com as suas opções para cabo, satélite, móvel, as modulações 8 PSK, 64 QAM, QAM/DPSK e detalhou mais a OFDM. Falou de todos os formatos possíveis, ou seja, 1080i, 720p, 480i, 480p e o áudio 5.1 surround. Descreveu as estruturas de PSI (Program Specific Information - for Television), SI (System Information) e EPG (Electronic Program Guide). Mostrou o quadro comparativo com o Brasil onde a aderência é muito grande e não existe nenhuma incompatibilidade; inclusive o datacasting lá é H.264. Lembrou que as FIs são diferentes (Freqüência Intermediária dos receptores - 55 Mhz lá e 44 MHz aqui). O DRM (Digital Rights Management ) japonês é B-CAS card (Solução de uma empresa japonesa que opera o ISDB CAS – Nota1), e o Brasil ainda não definiu o seu. Para interatividade citou que o nosso middleware GINGA.

No SISTEMA DE TRANSMISSÃO comparou o ISDB com os outros dois sistemas atualmente existentes no mundo, mostrando as vantagens que ele apresenta como a multiprogramação (1 canal HD ou 3 canais SD), SFN (Single Frequency Network) – Rede de Freqüência Única que permite o mesmo canal em vários pontos da mesma cidade, a integração dos receptores para cabo, satélite e terrestre que barateia a operação. Esse módulo é o coração do ISDB; aqui está multiplexer e remultiplexer onde o último vai configurar a transmissão do segmento único. Veja a seguir os itens abordados nesse tópico:
Descrição do ISDB-T, Características e base tecnológica do ISDB-T, Diagrama em blocos do ISDB-T, Parâmetros de Transmissão, Construção do segmento e transmissão hierárquica, Codificação da transmissão (codifica;cão do canal, mapeamento e interleaving), Modulação OFDM com intervalo de guarda, Modulação em quadratura, Descrição do ISDBsb, Descrição da transmissão ISDBT. São partes importantes do módulo: formação dos segmentos de 429 KHz, as portadoras de 2K, 4K e 8K geradas pela transformada inversa de Fourier e transmissão hierárquica garantindo robustez para o mais importante (diferencial importante do sistema que não precisa de outra freqüência para outra mídia). Mostrou um slide feito pelo Instituto Mackenzie mostrando outro diferencial do ISDB em relação ao Time interleaving (espalha erros nos símbolos. É muito útil na recepção móvel). O Frequency interleaving protege contra os fantasmas. A Figura 1 mostra esse módulo de forma simplificada.

  Multiplexer
MPEG-2
 
Àudio.  
Vídeo H.264 . . Transport Stream
Dados.  
   
 
Figura 1 – Multiplexer simplificado


Esse módulo tem muitas siglas, sendo uma delas a TMCC (Transmission and Multiplexing Configuration Control) que é um piloto levando informação sobre a configuração do canal. Outros pontos importantes no multiplexer são os códigos internos (Reed Solomon) e externos (Convolução), ambos corretores de erros.

No SEGMENTO ÚNICO (Recepção de um segmento) chamou atenção para o fato de ser uma recepção parcial. O que se deseja é receber sem interrupção e reduz o consumo do dispositivo; para isso reduz-se o processamento. A velocidade de recepção é baixa, permitindo diminuir a taxa de amostragem. São 1024 amostras da FFT (Transformada Rápida de Fourier). O DVB-H usa TDM, mas a demodulação é a mesma, o que não reduz o consumo. A recepção móvel permite captar as camadas A (HD) e B (SD), portanto o receptor sempre terá um sinal, mesmo que as condições de recepção mudem. PSI/SI também são transmitidos pela camada de recepção parcial.

graficos

SET
Fechar Janela