Voltar home email
 

SET Nordeste 2008

 
Cobertura - SET Nordeste 2008

O Congresso SET-NORDESTE é tricampeão, ao realizar seu terceiro Congresso, consecutivo, sempre com o apoio da TV BAHIA. Salvador, a cidade da alegria, recebeu profissionais, não só da Bahia mas praticamente de todo o Brasil. Os preparativos da TV Bahia para iniciar as transmissões digitais, tiraram o evento das suas instalações (foi realizado no Hotel Othon), mas não conseguiu diminuir nem a quantidade nem a qualidade do mesmo. Audiência e grade aumentaram e o conteúdo beneficiou-se com a expansão rápida da TV Digital nas capitais brasileiras.
A Rede Bahia, ainda este ano, vai irradiar programas em Alta Definição para toda a área metropolitana de Salvador. O Painel apresentado pelo ANDERSON FERNANDES resgata a credibilidade da Engenharia de Televisão no Brasil. Com certeza, no SET-NORDESTE 2009, iremos discutir a transmissão 1920 x 1080 pixels dos famosos Trio Elétricos. Com isso todo o mercado de Salvador e da Bahia se beneficia. Por ser um evento de projeção internacional as principais Redes de TV do mundo irão transmiti-lo, e a TV Digital, LIVRE, GRÁTIS e ABERTA vai dar mais beleza e qualidade de cinema ao evento.
A TV BAHIA transmitiu o evento para toda sua Rede em tempo real e com interatividade para as perguntas. Estavam em Rede:
TV Oeste de Barreiras, TV Sudoeste de Vitória da Conquista, TV São Francisco de Juazeiro, TV Subaé de Feira de Santana e TV Santa Cruz de Itabuna.
O mercado também apostou no evento e vimos a Panasonic demonstrar a sua câmara P2 HD para ENG, com cartões de 32 GB, 1920 x 1080, Monitor LCD 18”/16:9, 120/100 Hz, Marcação de 4:3, monitora até 8 canais de áudio embedded, Aceita os dois formatos SD/HD e 16:9/4:3 e tem adaptadores para spots.
A SONY também estava com a sua linha completa do SONY NETWORK SOLUTIONS que é uma solução completa para jornalismo desde o Ingest até o arquivamento passando pela Edição e Playout. A rede é Gigabit Ethernet, que permite uma banda adequada para a finalidade da solução, garantindo acesso em tempo real aos vídeos armazenados no sistema. Tem configurações e dimensões variadas. Os módulos principais do sistema são:
Servidor Diário – armazena todo o material que deve ser usado para a produção diária de conteúdo.
Ilha de Edição – Faz a edição não linear do material áudio visual, tanto em baixa quanto em alta resolução. Tem banco de efeitos.
Playout/Ingest - Os servidores de I/O (Entrada e Saída) podem ser utilizados tanto como servidores de Ingest como de Playout. Como Ingest pode receber material de VTs e Ao Vivo. Como Playout pode trabalhar com um canal sendo Máster e outros com Slave (escravos), ou seja, sempre haverá um canal transmitindo.
Servidor de Arquivo, ou Petacache (1) - Assim que o conteúdo audiovisual é utilizado (exibido, editado, etc) e nenhuma outra utilização é prevista para ele, o mesmo é armazenado nesse servidor para que esteja disponível posteriormente. Ele está diretamente ligado ao arquivo Near Line seja ele um driver externo AIT (2) ou uma robótica Petasite.
Robótica – É o arquivo Near Line, que pode variar desde um driver  externo AIT para uma fita até o Petasite para 200 fitas em cada bastidor.
Outras empresas distribuíram seus catálogos no hall do evento.
Na abertura a mesa foi constituída por ANTÔNIO PAOLI da REDE BAHIA e Diretor Regional Nordeste da SET, DANIELA SOUZA da AD LINE e Diretora de Eventos da SET, VALDEREZ DONZELLI Diretora Editorial da SET e EUZEBIO TRESSE Consultor da SET.
PAOLI abriu o Seminário dando as boas vindas a todos. Lembrou que o evento é para todos e não somente para a TV Bahia. Agradeceu aos Palestrantes e a sua equipe que cuidou da organização. DANIELA agradeceu a TV Bahia e mostrou um slide da atual Presidenta da SET, LILIANA NAKONECHNYJ desejando bom Congresso para todos e desculpando-se por não poder estar presente. VALDEREZ falou sobre as novas diretrizes/desafios da Diretoria Editorial da SET  para adequar-se à nova realidade da Engenharia de Televisão com a implantação da TV Digital em todo território nacional. EUZEBIO TRESSE ressaltou que, embora tenhamos o melhor sistema de TV Digital do mundo, o que vai dar robustez a ele é o conhecimento total do mesmo, desde o mais alto executivo até o mais simples operador que vai estar no fim  da linha de produção (em analogia com a última milha da telefonia que responde por completar ou não a conexão, poderíamos dizer que a Operação é a ultima milha da TV. Por falar em última milha, com as novas tecnologias, nem os Órgãos Reguladores conseguem mais caracterizar esse conceito).
No primeiro dia o Congresso iniciou com ERICK SANTOS da SONY que apresentou o tema Workflow para Jornalismo TapelessMuito didático,  Erick equalizou o conhecimento da platéia relembrando vários conceitos tais como: Diferenças entre Linear e Não linear; Novo Workflow para Jornalismo sem fitas; Desafios para reduzir investimentos mantendo a qualidade, ou aumentar esta sem contrapartida daquela; criar uma vez e usar sempre; ter interface web e outras plataformas como IPTV; robustez com redundância de dados; monitoramento remoto; integração de diversos fornecedores; dificuldades para dimensionar a rede etc. Listou a linha de CODECs Sony com as várias taxas e tipos de compressão. Mostrou o workflow do XDCAM e a linha de monitores e robótica.

VIDEO SOBRE IP foi o assunto do SIDNEY F. BRITO da SCOPUS.  Esse é um Palestrante híbrido. SIDNEY faz uma comutação imperceptível (Switchingless) entre Professor e Profissional de vendas. Explicou todos os protocolos – TCP, IP, RTP e UDP - e como usa-los. Os novos Backbones e as melhorias de qualidade da última milha facilitaram a introdução de novas tecnologias. Ensinou como trabalhar com os conceitos de Broadcast (um para todos), Multicast (um para muitos) e Unicast (um para um). Falou na Qualidade do serviço (QoS) onde o Jitter é o pior complicador. Para o Vídeo sobre IP citou todos os tipos de rede e deu a receita de bolo para encapsular; deu exemplo prático e explicou o funcionamento dos FEC (Forward Error Corrector), ou Códigos Corretores de erros.

CARLOS FRUCTUOSO da LINEAR falou sobre Transmissão de TV Digital no Brasil  Multiplexação de sinais ISDB-TB. Fructuoso é um Palestrante Banda Larga dos nossos Congressos. Vejam o perfil dele:

  1. É membro permanente do Módulo de Promoção do Fórum da TV Digital;
  2. No Módulo de Promoção do Fórum responde pela Promoção Internacional do ISDBT-B;
  3. É membro permanente do Conselho Deliberativo do mesmo Fórum.
  4. Dirige uma empresa líder na tecnologia de equipamentos de transmissão, com fábrica nos EUA e produtos no mundo inteiro.

Com esse perfil, precisamos ficar atentos às suas informações sobre o cenário da TV Digital aqui e no exterior. O seu principal conselho é o seguinte: “Temos que parar para repensar, esquecer coisas velhas e aprender as novas”. Informou que o Brasil é líder mundial no uso do MPEG-4 de baixo custo e os EUA acabaram de aderir ao formato. A Finlândia entrou No Ar depois do Brasil e também em MPEG-4. Já existem Televisores e Set-top Boxes de baixo custo, mas 1080 linhas é caro em qualquer sistema. Os portáteis se proliferam. Já existe USB para 1-SEG, SD e HD. Fez um resumo da entrada No Ar de todas as Emissoras onde o grande destaque é a cobertura da TV Digital que sempre supera a da Analógica. Lembrou que a área de cobertura depende da modulação e os Gap Fillers podem acabar com as zonas de sombra. Por fim, falou no Multiplexer que é o coração das transmissões digitais e deu dicas para operá-lo; não se deve desprezar o tempo para configurá-lo.

RODRIGO NASCIMENTO da REDE GLOBO e Fórum SBTVD-T apresentou o Painel Normas e Produtos disponíveis no mercado. Abordou a atual Estrutura do Fórum da TV Digital. Apresentou o organograma do Fórum e os resultados alcançados pelos seus Módulos de Trabalho. Os números do Módulo Técnico são impressionantes. As normas da nossa TV Digital, em três línguas – Português, espanhol e Inglês – estão em mais de 16 volumes e aproximadamente 3000 páginas. Na consulta da ABNT teve mais de 800 votos, sendo recorde absoluto dentro da Instituição. Comentou todas as Normas com os seus respectivos Coordenadores e Participantes. Explicou o conteúdo de cada norma, ou seja, Sistema de Transmissão, Codificação de Áudio e Vídeo, Multiplexação, Receptores, Proteção de Interface, Canal de retorno e Interatividade que já está fazendo a norma para o NCL (declarativo). Comentou a proteção das interfaces onde os fabricantes já entregam HDMI (High Definition Multimedia Interface ) com HDCP (High-bandwidth Digital Content Protection (Intel)). Informou também que a autenticação dos aplicativos já foi iniciada.
Atualmente o Módulo Técnico trabalha na Harmonização das Normas do ISDBT-B com o ISDB-T para que juntos eles se tornem um único padrão internacional reconhecido pelas Organizações Reguladoras Internacionais; será um único padrão o que facilitará a adoção por outros países. Finalizou listando produtos fabricados pelos Membros do Fórum: Três Televisores com Set-top-Box embutido, Dois celulares, Cinco receptores USB e vários Receptores portáteis.

SILVINO ALMEIDA da Tektronix/Farnell Network trouxe o tema Medidas no mundo digital. Fez inicialmente uma revisão do sinal analógico SD. Mede-se para garantir integridade e confiabilidade. Hoje existem várias taxas de bits e todas têm que ser medidas. Custo precisa ser avaliado junto com a operação para garantir qualidade na casa do telespectador. Separou qualidade da imagem de qualidade do sinal. O sinal digital depende dos erros/segundo. Para validar um sinal digital tem que se considerar:

  1. Camada física;
  2. Camada elétrica – bits de informação;
  3. Camada lógica – interpretação do protocolo;
  4. Camada de qualidade.

No digital Burst, Setup e Intervalos não existem. Mostrou um diagrama de olho com Jitter onde o alinhamento pode ser corrigido com reclocking, mas o Timing não pode ser corrigido.  Jitter não acaba , mas pode ser controlado. Lembrou que alguns anunciantes estão exigindo qualidade nos seus produtos. Ensinou usar o sinal Arrowhead para medir como o sinal analógico vai ficar em digital. Mostrou a monitoração de Áudio 7.1 e disse que o sinal HD tem que estar terminado. Finalizou dizendo que Tabelas, Closed Caption, GINGA, EPG etc são complicados para medir.

DIVALDO LOPEZ da STB abordou o tema Desafios na implantação da TV Digital no Brasil. Fez um resumo do diagrama de blocos da TV Digital incluindo o canal de retorno para interatividade. Mostrou uma série de equipamentos para estúdios com Encoders 1-SEG (390 Kb/s), SDTV (4 Mb/s) e HDTV (16 Mb/s). Explicou como funciona o Multiplexer que tem saída fixa em 32.5 Mb/s; se faltar acrescenta. Esse número é 4 vezes a freqüência de amostragem (8.125 Mhz). Explicou como colocar as tabelas no Mux, quais são as tabelas e para que servem; a TOT, por exemplo, é usada para informar diferenças de Data/Hora. Mostrou dados mandatórios que precisam estar compatíveis com as normas ABNT. Introduziu o conceito de remultiplexar onde vai surgir um novo TS (Transport Stream). Falou na linha de produtos da Empresa que tem um Remux e Modulador em um só equipamento. Listou os clientes da empresa.

JOÃO PAULO QUÉRETTE da IMAGgenharia falou sobre o It’s a Final Cut world 2008: Apresentação do filme Cut Server.
JÕÃO PAULO é um Palestrante interessante porque fala, mas não apresenta slides; só mostra vídeos. E foi o que ele fez. Abriu a apresentação com a seguinte chamada “Adeus ao Vídeo e Olá Dados”. Disse que a Apple inventou o computador portátil, reinventou a música e agora trás o diferencial do iPhone. O Final Cut é um gerenciador de mídias e workflow. Não é ilha e pode ser integrado com qualquer coisa, inclusive web. Fez uma demonstração ao vivo mostrando esse recurso. Pode produzir em Salvador, editar em Pequim e ver no iPhone. Espero que ele libere os seus filmes para o site da SET, porque escrever sobre sua palestra é impossível, pelo menos para mim. Porém a platéia participou ativamente das demonstrações. Imagens em movimento são imbatíveis para passar qualquer mensagem.

FABRIZIO PIRES REIS da SCREEN SERVICE do BRASIL apresentou o Painel “Transmissão Digital de sinais – Parâmetros de performance e suas conseqüências”.
FABRIZIO é um dos ótimos colaboradores da SET que nos ajudou a divulgar o ISDB-TB. Muitos de nós tiramos nossas dúvidas sobre Modulação Digital quando ele ainda era do INATEL. Lá ele ensinava, agora tem que convencer. O objetivo era (e foi atingido) desmistificar os parâmetros do nosso sistema de TV Digital. Para uma dada C/N precisa controlar ruído, distorções (não lineares e lineares) e potência. Para atender a máscara precisa controle de potência, métodos para pré-correção e filtros corretamente projetados. Relembrou os conceitos OFDM e mostrou o espectro na saída de um modulador QPSK. Mostrou (e explicou) telas de MER (em dB), EVM (em volts) e a queda da qualidade como função da C/N. Lembrou que, embora a relação entre as potências de transmissão digital/analógico seja de ¼, com uma boa pré-correção esse valor pode aumentar (3). Explicou como surgem harmônicos pares, ímpares, ruídos de fase (esse normalmente produzido pela falta de sincronismo entre osciladores) e outros que sempre deterioram a imagem. A pré- correção é a ferramenta para corrigir as distorções; mostrou um exemplo com FPGA. O desafio é manter a MER constante, com correção automática ao longo do tempo e não depender da temperatura.

No segundo dia WILLIAN SAKATA da AGILENT abriu as apresentações com o tema Medidas Digitais nos Transmissores ISDB-TB   segundo as normas da ANATEL.  Mostrou o set-up usado nas medidas e passou alguns conceitos: As medidas mudam porque a potência está espalhada por todo o canal; Não se mede com marcador; Agora é potência/Hz; Tem que medir a largura de banda ocupada por 99% da potência do sinal OFDM; Na frequência das portadoras o desvio é de +/- 1 Hz; Medir durante 6 Horas e de Hora em Hora; Tem que medir Espúrias; Alimentação em +/- 15%; 50°C > Temperatura > 15° C;  O JEITA (Japan Electronics and Information Technology Industries Association) Handbook de 2006 explica como medir. Explicou também as medidas, com as tolerâncias, dos outros parâmetros tais como MER/EVM (se o MER sobe é sinal que o Cliff está perto), Máscaras, ruído de fase etc.

RONALD BARBOSA da SET e ABERT abordou RÁDIO DIGITAL – Padrões existentes e Testes Realizados. Contou a história da evolução da mídia no Brasil. Respondeu a pergunta “Por que digitalizar?”. Falou que a ONU prevê 7 equipamentos eletro/eletrônicos para cada endereço; temos 3 e os EUA 25. A grande maioria das Rádios Brasileiras já está com os estúdios em digital, falta só a transmissão. Pode usar um segmento do ISDB-TB para clientes específicos. Para o público o ideal é um receptor doméstico e outro móvel que recebe tudo, mas Rádio tem que ter menu. Defendeu o sistema IBOC que aproveita a atual infraestrutura analógica. Deu o espectro do IBOC que tem faixa de 30 kHz; o AM passa ter qualidade equivalente ao atual FM analógico; o FM fica comparável ao som de CD. Em Miami tem Rádios com 4 programas no canal de FM. Comentou os testes feitos no Brasil, inclusive nos carros. Citou as 10 Emissoras que já operam em modelo híbrido. Mostrou o mapa de cobertura para São Paulo, incluindo o móvel. Fizeram medidas diurnas e noturnas e a cobertura digital é sempre maior que a analógica e não causa incompatibilidade nos canais e nas faixas. Comentou que o DRM não é simulcast, mas é bom para onda curta.

DAVID da HARRIS do Brasil apresentou o Painel Redes Integradas e Sistemas Implementados.
Relembrou conceitos de rede e como trabalhar com múltiplas plataformas. Como entregar telefone, rede corporativa e vídeo? A idéia é juntar tudo na cabeça de rede e distribuir para todas as Afiliadas. A Automação fica na Cabeça da Rede e pode fazer o Break Nacional. Descreveu o produto chamado de NetVX. Pode fazer a rede via satélite. Deu exemplos de LAN e WAM e apresentou o case da TV Anhanguüera. Pode-se ter serviços sob demanda e o objetivo final é reduzir o custo operacional.

ANDERSON FERNANDES da REDE BAHIA mostrou o Painel SISTEMAS IRRADIANTES da REDE BAHIA de SALVADOR.
O trabalho iniciou em 01/07/2008, na ANATEL, quando se definiu o plano da canalização para Salvador; mostrou esse plano que contemplava 4 sites de transmissão para a cidade. Tinha que replicar a cobertura do analógico (Canal 11); configurou os painéis para obter a mancha. A antena é de 4 níveis, 4 painéis dipolo por face e cobertura diretiva. Tem um desvio de 13º em relação ao analógico e ganho de 12 dBd. Foram 180m de cabo de 3 1/8“, pressurizável. Explicou o combinador entre o canal digital (29) e o analógico (28). São dois TXs de 2.5 KW, redundantes e refrigerados a água. Citou os Pontos Críticos: Içamento, Estrutura provisória, Atender às normas ABNT, Importação fora do controle da empresa porque dilata os prazos, segurança contra acidentes etc. Essa atividade estressa a Empresa, mas o resultado é animador. A Rede Bahia vai entrar No Ar com imagem positiva. O resultado final é da Empresa e não só da Engenharia. Passou um vídeo mostrando as várias etapas (4).

DANIELA SOUZA da AD Digital e Diretora de eventos da SET apresentou o Painel COMO ARMAZENAR E GERENCIAR CONTEÚDOS COMPARTILHADOS EM UM AMBIENTE TOTALMENTE TAPELESS.
Descreveu a empresa que foca em gestão de conteúdo. A solução é sempre sem fita para gerenciar e armazenar informações. A produção de conteúdo é diária e tudo cresce. Explicou o case da MTV onde o sistema é integrado, escalável, multi-formatos, tem segurança de dados, tecnologia Open Source, centralização de toda informação, geração de proxy, inserção de metadados e automação de off line/near line/on line. “Comparou custos de armazenamento usando fitas Beta em raques de 19” com as da LTO, onde essas podem custar até 19 vezes menos. A empresa precisa conhecer o valor da informação. A conversão de formatos só é feita no digital. Detalhou o fluxograma completo desde o ingest até o armazenamento depois da exibição. A empresa precisa definir uma política para gerenciar os arquivos off lie, near line, e on line. Quando as matérias trocam de posição? Essa pergunta precisa ser respondida para o sistema funcionar. Citou o exemplo da TV Ideal e da FIZ TV que é um canal colaborativo feito pelos telespectadores que entram nos arquivos e é integrado ao acervo.

BRUNO AMO da ANRITSU trouxe o Painel Medidas de campo em Redes de Freqüência Única (SFN). A SFN é ideal para serviço móvel; tudo na mesma freqüência, no mesmo tempo e com o mesmo conteúdo. MFN é a rede de freqüências múltiplas e DFM  a rede de freqüências duplas. As vantagens são claras: economiza local, ganho de recepção e não precisa usar outro canal. As principais desvantagens são: dificuldades para inserção local e baixa eficiência na taxa de bits. Tecnologias para implementar: Link de micro-ondas (mais caro), Fibra óptica ligando os dois TXs, Próprio sinal da Emissora (precisa de duas antenas, ambas em UHF; uma para receber e outra para transmitir).
Aspectos a considerar: Intervalo de guarda, Isolamento entre antenas, Sinal interferente, CLI (Coupling Loop Interference) – a NHK usa 80 dB. Apresentou o instrumento usado para fazer todas essas medidas; é controlado por GPS.

REYNE TERADA da Line –Up fez um Painel abordando INSTALAÇÃO e INTEGRAÇÃO de Sistemas HD em 3G; Mesas, Matrizes etc.
Vejam os Highlights do REYNE. O grande desafio é fazer uma infra-estrutura para operar 24 horas/dia, 7dias/semana e com vida mínima de 15 a 20 anos. Tem que pensar em expansão, e Matriz Central com componentes redundantes. Usar protocolo compatível SNMP (Simple Network Management Protocol). Todos os slots precisam estar identificados. Quem compra tem que pensar no suporte pós-venda. Na cabeação precisa tomar cuidados com as curvas, conectores e na amarração para não deformar. O Ruído interno não é crítico para salas não operadas. Ar condicionado pode gelar as pernas dos operadores. É bom trabalhar com protocolos abertos. Precisa atenção para Multivisualização de Vídeo, Áudio e Tally. Sala de Conversões é um setor novo a ser pensado. Precisa pensar em simulação de falhas. Sugere consultar: RFP (Request For Proposal) e CDR (Critical Design Review). Finalizou lembrando que os Recursos Humanos ainda são o componente fundamental na instalação e treinamento de operação.

ANDRÉ ALTIERI da CISCO encerrou o Congresso com a Palestra Como Conviver Com Conteúdo em MPEGs 4 e 2, HD e SD, na REDE e de forma amigável através de Transcoding.
ANDRÉ iniciou sua apresentação comentando a aquisição da Scientific Atlanta pela CISCO o que permitiu ao grupo oferecer soluções na área de Broadcast. Passou um vídeo mostrando as soluções com formatos limitados pelo aparelho. Um segundo vídeo mostrou que se pode assistir qualquer conteúdo em vários dispositivos, mas pode ter conteúdo personalizado. O vídeo foi incorporado pelo IP. Se a rede não é compatível, terá que se adequar. Em 2000 iniciou o P2P (Peer to Peer), agora é conteúdo de vídeo na rede IP e depois é Vídeo Communication, onde se pode capturar o conteúdo de vídeo e disponibiliza-lo onde desejar. Quais os desafios? Dominar o protocolo IP, Ter banda disponível, Conectividade e QoS (Qualidade do Serviço). HDTV é a erupção do sistema. Por que uma tela HD cara se posso ver no celular? A velocidade cai, mas a qualidade não. O conteúdo aumenta na rede. As redes NGN viram plataforma. Não interessa onde o conteúdo foi produzido, ele tem que estar disponível para o usuário. Explicou o modelo OSI onde existe uma seqüência desde a Camada física (a mais baixa) até a Aplicação (a mais alta). As camadas intermediárias são: Enlace (Ethernet), Rede (IP), Transporte, Cessão e Apresentação. IP não é problema, mas precisa de boa rede. O conteúdo vai por WiMAX, FTTx, ISDB-TB,  XDSL, Satélite etc, mas aparece em qualquer display. Pode-se criptografar o conteúdo e limitar o acesso por senha. O limiar da decisão está na capacidade das redes. Parece quebra de paradigma.
A palestra do ANDRÉ gerou um debate quente na platéia, que apesar do tempo já ter se esgotado mantinha a sala cheia; ficou a expectativa que muitas profissões estavam no fim, mas ao passar um pente fino vimos que o conteúdo ainda vai ser o diferencial. Na verdade o que mudou foi à forma de ver o vídeo. O conteúdo será o diferencial. Na verdade o Painel não acabou porque a discussão continuou nos corredores (5).

---------------------------- 
     Euzebio Tresse
     Consultor
     Outubro 2008.

  1. -  Petabyte (PB) = 1 024 TeraByte, ou 1 048 576 GigaByte, ou 1 073 741 824 MegaByte, ou 1 099 511 627 776 KiloByte. Praticamente falando, Peta = 1000 Tera, Tera = 1000 Giga, Giga = 1000 Mega e etc.
  2. – Advanced Inteligent Tape.
  3.  - Hoje sabemos que a cobertura de uma transmissão em ISDB-TB não depende só da potência dos transmissores, mas também de outros fatores como o tipo de modulação; isso sem falarmos nos Gap Fillers que é uma opção fantástica para as Emissoras customizarem  suas respectivas áreas de cobertura.
  4. O vídeo apresentado pelo Anderson emocionou a platéia pela grandiosidade do projeto. A TV Digital está resgatando a Engenharia de Transmissão no Brasil.
  5. Em Teoria das Filas há duas siglas para definir política para a saída dos dados. São elas: FIFO (First In First Out ) e LIFO (Last In First Out). Os brincalhões criaram uma terceira, GIGO (Garbage In, Garbage Out). Nessa discussão, penso que poderíamos criar outra, agora em português, como LCLA (Lixo no Conteúdo, Lixo na Audiência).   
Topo Topo
 
 
Elaborado por Solange Lorenzo